sábado, 11 de julho de 2020

Resenha A Grande Solidão de Kristin Hannah.


Título: A Grande Solidão.
Autora: Kristin Hannah.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 400.
Ano de lançamento: 2018.
Compras da Cath´s.

Sinopse:
Alasca, 1974. Imprevisível. Implacável. Indomável. Para uma família em crise, o último teste de sobrevivência. Atormentado desde que voltou da Guerra do Vietnã, Ernt Allbright decide se mudar com a família para um local isolado no Alasca. Sua esposa, Cora, é capaz de fazer qualquer coisa pelo homem que ama, inclusive segui-lo até o desconhecido. A filha de 13 anos, Leni, também quer acreditar que a nova terra trará um futuro melhor. Num primeiro momento, o Alasca parece ser a resposta para tudo. Ali, os longos dias ensolarados e a generosidade dos habitantes locais compensam o despreparo dos Allbrights e os recursos cada vez mais escassos. Porém, o Alasca não transforma as pessoas, ele apenas revela sua essência. E Ernt precisa enfrentar a escuridão de sua alma, ainda mais sombria que o inverno rigoroso. Em sua pequena cabana coberta de neve, com noites que duram 18 horas, Leni e a mãe percebem a terrível verdade: as ameaças do lado de fora são muito menos assustadoras que o perigo dentro de casa. A Grande Solidão é um retrato da fragilidade e da resistência humana. Uma bela e tocante história sobre amor e perda, sobre o instinto de sobrevivência e o aspecto selvagem que habita tanto o homem quanto a natureza.

Opinião:

Quem segue o blog sabe que sou uma viciadinha em Kristin Hannah. Sempre brinco que são meus livros para chorar, pois é impossível sair deles sem derrubar nenhuma lágrima.

Ainda estou com problemas para conseguir descrever A Grande Solidão. A questão é que todos os livros da Hannah são pesados, principalmente em sentimentos, mas acho que esse é ainda mais pesado que os outros.

Foi a obra em que menos chorei, mas talvez uma das que tenha mais me pesado na alma. Acho que essa é a palavra principal para descrever o livro: pesado, em vários sentidos.

A Grande Solidão conta a história da família Allbrights, principalmente de Leni, a filha. Cora, a mãe, deixou sua família abastada para fugir com Ernt, o pai, quando ficou grávida na adolescência. De acordo com Cora, Ernt era maravilhoso, até ir para a guerra.

Leni mal se lembra do pai antes da guerra, mas tenta se agarrar a esperança da mãe, tendo em vista que Ernt foi feito prisioneiro de guerra e, supostamente, voltou bem diferente do que era. Ernt não para em emprego nenhum, quer se mudar de local com frequência, gasta dinheiro com o que não deve e tem problemas com bebidas. É isso que você percebe nele no início, mas piora... piora bastante.

Ernt recebe uma carta do pai de um amigo de guerra dele que foi feito prisioneiro junto e morreu na sua frente. A carta diz que esse amigo lhe deixou terras no Alasca. E assim Ernt resolve que é um grande ideia ir para o Alasca viver da natureza. Como Cora sempre concorda com ele, em pouco tempo a família está indo para o Alasca.

Ao chegar no local conhecem uma população maravilhosa que ajudam uns aos outros, mas também tem que se acostumar com sua casa ser uma cabana, com uma latrina externa, sem energia elétrica e água encanada. O local é lindo, mas também perigoso, tem ursos, lobos e o gelo pode ser bem perigoso. Desde o início são alertadas sobre os perigos do Alasca e sobre o inverno, no qual a escuridão pode durar 18h por dia.

A questão é que aos poucos vão descobrindo que Alasca pode ser um lar, mas Ernt é o perigo que está presente nesse lar. O perigo de fora nem se compara ao perigo que elas tem em casa.

Admito que penei um pouco no início do livro quando ocorre a apresentação dos personagens, mas depois que passa isso a leitura só vai. Li a obra em três dias e achei ela maravilhosa.

Contudo, saliento que em vários momento você vai ficar irritada. Ernt é um merda (e estou sendo bondosa em chamar ele só disso). Talvez não fosse antes da guerra, mas no decorrer do livro ele é um merda total. E Cora, seja por medo, seja por um amor doentio, atura muita merda.

Acho que eu não ficaria tão p* com ela se não fosse por Leni. No momento que você tem um filho cabe a você protegê-lo, inclusive do próprio pai se necessário. E Leni é submetida a uma vida obscura por causa da permanência da genitora com Ernt.

Por outro lado, Leni é aquela personagem que cresce perante seus olhos, que aos poucos vai entendendo o mundo e vendo com clareza o que acontece ao seu redor. Você torce com ela, sofre com ela e se emociona com ela.

Como disse antes, o livro é pesado. Mas é uma história que acontece em vários locais do mundo, na parte de sua essência, infelizmente.

Outrossim, faz você ver como o Alasca pode ser incrível e te faz ficar com vontade de ver a beleza que é retratada na obra.



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