quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Resenha O Quarto Dia de Sarah Lotz.


Título: O Quarto Dia.
Autora: Sarah Lotz.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 352.
Ano de lançamento: 2016.

Sinopse:
Em O Quarto Dia, Sarah Lotz conduz o leitor por uma viagem de réveillon que tinha tudo para ser perfeita. Mas às vezes o novo ano reserva surpresas desagradáveis... Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica... se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro. As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis. Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.

Opinião:

Vou começar informando que não li o livro "Os Três", então se existem referências interligando as obras, não faço ideia. Mas como obra solo achei muito interessante de acompanhar a história de "O Quarto Dia".

Quem não quer ir em um cruzeiro? Ok, pessoas que tem medo do mar. Mas o ponto é que a maioria das pessoas adoraria. Contudo, se fosse esse cruzeiro você deveria correr para o lado oposto o mais rápido possível.

O Belo Sonhador sai para o mar com o ideal de te entregar um réveillon maravilhoso. Dentro do navio se encontra Celine del Ray e seus amigos, como ela chama as pessoas que acreditam em seus poderes de ver mortos. Como sua assessora se encontra Maddie, que não acredita no "dom" de Celine, e ela tem um guarda-costas para evitar caos nos eventos, chamado Ray (que não presta não).

No começo da obra já descobrimos que Maddie está cansada de Celine, mas se vê continuando no emprego.

Ainda temos no quarto ao lado de Celine, Helen e Elise, duas mulheres idosas que resolveram colocar fim as suas vidas nessa viagem.

Em outro andar, temos Xavier, um blogueiro que está decido a desmascarar Celine. Temos, também, Althea uma empregada que só enxerga a si mesma, inclusive, fingindo ajudar sua colega Mirasol, a qual é preguiçosa.

Logo no começo do livro temos uma crise de Celine que nunca mais retorna a ser a mesma, um assassinato, quando Gary mata uma mulher, e problemas no navio, o que o faz ficar a deriva.

Para ajudar, Jesse, médico do navio, é uma viciado em drogas, que passa a obra tentando não voltar ao seu vício. E a enfermeira Martha não enxerga que cada vez mais ele não se encontra confiável.

O único mais normalzinho é Devi, segurança do navio, que vê o assassinato como um homicídio e não tenta esconder isso e sim descobrir quem matou a mulher.

No meio do desenrolar da história de cada personagem, Maddie tentando lidar com uma Celine que se afastou dela e parece ter adquirido poderes verdadeiros, Helen e Elise enfrentando suas escolhas sobre a morte, Xavier escrevendo em seu blog  e Althea querendo se dar bem na carreira, tem o enredo das pessoas interagindo em um navio parado que não consegue contato com o exterior e não tem os suprimentos necessários.

Você nota que algo estranho está acontecendo com o navio, os passageiros notam, mas ninguém consegue explicar.

Adianto que o que faz o livro ser bom é a jornada, porque não tem explicação nenhuma para tudo que acontece no final.

Ele te deixa ligada nos personagens e na situação durante toda a obra, mas chega ao final com um grande ponto de interrogação.

Embora eu tenha gostado disso, porque talvez uma explicação não fosse satisfatória, se sente a falta de esclarecimentos, te deixa a curiosidade, mas não sei se isso não foi porque não li "Os Três".

O livro pode parecer louco, e é, mas ao mesmo tempo a jornada vale a pena, não tem como explicar exatamente, tentei contar para meu namorado e ele ficou: mas qual a explicação para isso? e não entendeu porque gostei da obra, rsrs.





Então agora ele sabia com certeza que ela fora atacada. Devi fez menção de verificar as imagens do Lounge Sandman, sem dúvida o lugar onde o homem tinha encontrado sua presa. Repassou a agravação, esperando que o programa de reconhecimento facial identificasse o agressor de Kelly. Mas nao havia pontos suficientes para o computador analisar. O rosto do homem estava escondido pelo boné e ele mantivera a cabeça baixa. Devi precisaria verificar quem, do grupo de solteiros, se parecia com a descrição do homem: branco, corpulento, aproximadamente 1,80 metro. Rogelio saberia quem combinava com essa descrição.
Comecei a me sentir mal de novo, por isso voltei à cabine. Sou a única pessoa neste andar. Fede, mas estou cansado demais para me mexer por enquanto.
Ele sorriu de novo. Não era bem o que Maddie chamaria de bonito, e não fazia seu tipo (não que tivesse qualquer tipo nos últimos tempos), mas será que o blogueiro era "completamente vil", como ela e suas amigas costumavam dizer na escola? Meu Deus, de onde isso tinha vindo? Maddie refletiu. Celine era mais do que páreo para Xavier, e talvez fosse interessante assistir.

- Sério. - Ele deu um sorriso amarelo. - Não tive a paciência necessária. Mar curti tábuas de Ouija, mexi com o arcano. Você sabe. Foi um estágio. E vi como era fácil enganar as pessoas.


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