segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Resenha Acasos de Paulo Santos.



Título: Acasos. 
Autor: Paulo Santos. 
Editora: Chiado.
Número de páginas: 458.
Ano de Lançamento: 2017. 
Cortesia do autor. 

Sinopse: 

Um homem, criado numa instituição de acolhimento muito especial, torna-se um economista bem-sucedido ligado à área social. A sua vida é pautada por inúmeros acasos e, num destes, cruza-se com um animal. Juntos darão outro sentido às suas existências e enfrentarão o maior desafio das suas vidas. Um romance onde discursos fluentes enlaçados em narrativas descritivas conduzem o leitor à história, tornando-o, simultaneamente, parte da ação e narrador. De uma intensidade crescente, Acasos não permite que se fique indiferente à sua leitura.

Opinião:


Olá!! Hoje vim falar de um livro diferente. Já adianto que a ideia geral da obra é boa, mas não consegui gostar de Raul, talvez seja algo muito pessoal meu, mas vou explicar ao longo da resenha. Contudo, preciso informar para vocês que o livro não foi traduzido, então ele é em português de Portugal, isso não é um grande problema na hora de ler, porém incomoda algumas expressões usadas que não entendemos. 

Logo, vamos a história: Raul é um jovem que foi criado em uma espécie de orfanato. A diferença é que era uma instituição privada, bancada por um senhor muito rico e eles cuidam para que o lugar tenha um ar de lar, onde é dado condições maravilhosas de moradia e também uma ótima educação. Foi assim que o protagonista se transformou em um adolescente prodígio e se tornou o braço direito do fundador do local, vindo a trabalhar ajudando os interesses da instituição. Além disso, formou-se em economia, tornou-se herdeiro do dono da instituição e acabou como um dos administradores do local.

Dessa forma, vamos acompanhando o dia a dia do jovem. Observamos  ele quando descobre que um filhote de cachorro invade o apartamento. Aí passamos a ver o dilema sobre se ele adota ou não o cachorro, o qual ele chama de Bota, pois foi o primeiro local onde ele viu o cão, dentro da sua bota, e vamos vendo as mudanças de atitude dele a partir dessa convivência.

Até agora não falei o porque não gostei do Raul, mas foram basicamente por três motivos: (1) o nome do cachorro, coisa mais sem lógica, Bota; (2) ele foi muito imbecil quando pensou em se livrar do bichinho levando para canil ou associação de animais para adoção; (3) ele era um cara estranho, pois todas as mulheres com quem ele falava (fosse por telefone), ele queria conhecer e dava em cima, por exemplo: quando ele ligou para a clínica em busca de informações e enquanto a mulher que o atendeu explicava os procedimentos a serem tomados, ele ficava imaginando como será que ela é?!?! Bonita, alta, magra, etc... Tomara que eu a encontre quando chegar lá, pois sua voz é muito bela e doce. E quando ele encontrou a mesma ao invés de conversar normalmente era sempre em tom de flerte. Ainda, não bastando isso se interessou pela veterinária da ONG, então ele fez visitas para impressionar ela, inclusive preencheu formulários onde ele se tornaria um colaborador financeiro da clinica, e só assim com as visitas frequentes e insistência da mulher que ele prestou atenção no pet e resolveu adotá-lo, mas nas primeiras dificuldades ele já pensava em devolver a Bota. 

Sim, vi a evolução dele como ser humano após a adoção, e vamos acompanhando o carinho crescer e eles se tornarem companheiros e muito amigos (quem tem pet sabe como é), passando por muita coisas juntos.

Quanto as características gerais do livro, é uma leitura rápida, emocionante, folhas próprias de leitura e a letra de um tamanho ideal. A capa tem tudo a ver com a história.



Foi, portanto , com surpresa que, com tal responsabilidade sobre seus ombros, se apercebeu de que Bota despontava em crescendo no seu pensamento.

Raul tina dado entrada na véspera do dia da operação e a ansiedade que a aproximação do momento se encarregava de ampliar, aliava-se a sua preocupação com Bota, cujo estado de saúde se agravara, obrigando a nova ida a clínica.

Na realdade, Raul só teve tempo para um pensamento que veio ao seu encontro e que o fez esboçar um sorriso preocupado: BOTA!

Clique na imagem para aumentá-la.

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