quarta-feira, 25 de abril de 2018

Resenha Dois mundos de Simone O. Marques.


Título: Dois Mundos.
Autora: Simone O. Marques.
Editora: Butterfly.
Páginas: 256.
Ano: 2016.
Cortesia da Editora.


Sinopse: Num futuro distópico, Marina é uma jovem brasileira que carrega a força e os poderes de três grandes deusas celtas. Ela é aquela que cria, acolhe e mata. Protegida por guerreiros, perseguida por mortais e desejada por deuses, precisa encontrar os míticos tesouros da Tribo de Dana se quiser salvar o que restou do mundo... Ano de 2021. A Terra está devastada e poucos são os sobreviventes. No Brasil, grupos se reúnem em pequenas vilas em torno da água potável. O oásis neste caos fica na Chapada dos Veadeiros, na Fazenda Tribo de Dana, onde vive um povo guerreiro que acredita tudo ser parte dos planos da Grande Mãe. Neste paraíso vive Marina. Considerada o avatar de três grandes deusas celtas, precisa lidar com poderes diversos de cura, vida e morte. Ao abrir o véu que separa o mundo de mortais e deuses, a jovem liberta antigas divindades. E dois domínios distintos estão prestes a colidir quando ela descobre que detém nas mãos o destino da humanidade.

Opinião:



Pode ser que pelo fato de ler muitas distopias ache semelhanças que me levam a viajar para outros universos. Acredito que todo bom leitor tenhas seus pequenos/grandes mundos, personagens preferidos, lugares que gostaria de conhecer, etc... E tudo isso por conta de uma leitura que nos envolve e encanta.

Nesse sentido, com esse livro foi inevitável não imaginar tais coisas. Me recordou a obra "A maldição do tigre", pois a história é tão encantadora quanto, porém é escrita por alguém daqui, sim gente, essa autora é toda nossa!

Então o que posso contar para vocês é que o livro se passa no futuro, no ano de  2021, no qual a terra se encontra destruída, tendo ocorrido muitas mortes, levando as pessoas que sobreviveram a um mundo de medo e escuridão. 

O dia que a destruição aconteceu ficou conhecido como Dia da Aurora. E a responsável por tudo isso foi Marina, uma menina que na época tinha apenas 13 anos. Foi justamente nessa época que ela descobriu que era o avatar de três deusas celtas: Dana, a grande mãe; Brigith, a deusa da luz; Morrigan,  deusa da guerra e da destruição. Ela é muito poderosa, mas não tem domínio e muito menos noção do seu poder e não imagina os danos que pode causar apenas com a força do seu pensamento.

Ela também descobre que existe uma fazenda na Chapada dos Veadeiros e que lá tem a Tribo de Dana que abriga druidas, sacerdotisas e os guerreiros de Dana. E é nesse lugar que ela decide morar. As pessoas que lá vivem começam a chamá-la de Pequena Dana e todos a  respeitam e cumprem o trabalho de protegê-la.

Aos 18 anos, o respeito e a formalidade com que era tratada a incomodava demais, isso e o fato de estar sendo vigiada 24h por dia por um dos guerreiros, que ela chama de Sombras.

Então, tentando se livrar dessa vigilância, Marina acaba indo parar em uma espécie de caverna, Sídhe, o lugar dos mortos, um local proibido, e Brian e Artur, dois de seus guerreiros, acabam indo junto.  E é assim que começa de fato a sua aventura, pois ela vai parar em um mundo totalmente diferente e descobre que para sair dali e salvar seu povo ela terá que encontrar os Tesouros da Tribo de Dana. Dessa forma, eles começam a ir em lugares cada vez mais estranhos e encontrando seres mágicos. 

Dois Mundos é uma leitura rápida que mistura elementos fantásticos com realidade. É um livro  que tem ação, magia, mitologia e romance. A capa é linda e as páginas mais ainda, no início de cada capítulo elas são ilustradas. Também tem um mapinha para acompanhar onde fica cada lugar citado. A editora está de parabéns, acho que é o primeiro contato que tenho com obras deles, mas espero que não seja a última, pois "Dois Mundos" é o primeiro livro e quero a continuação...


Brian arqueou as sobrancelhas. Muitas vezes, ele não entendia o que Marina dizia. Era uma linguagem de fora da fazenda. a qual ele não tivera acesso algum, e ela parecia se divertir com aquilo.
Marina deu um passo pra trás quando a mulher passou por ela, ignorando sua presença, foi até a prateleira e se esticou, pegando um pequeno frasco com líquido de cor purpura e outro frasco de barro.
Ofegante Arthur entrou no quarto e encontrou Marina acordada, com o rosto pálido e assustado, mas parecia ser ela mesma novamente.

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