sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Resenha Selene e o Dragão de Marília G. Barbosa.


Título: Selene e o Dragão.
Autora: Marília G. Barbosa.
Editora: Editora PenDragon.
Número de páginas: 300.
Ano de lançamento: 2017.
Cortesia da Autora.


Sinopse: 


Em meio a uma guerra entre humanos e dragões, Selene foge de uma tragédia que destruiu sua vila e se vê frente a frente com um inimigo de sua espécie: um dragão, caído e vulnerável. Contrariando tudo o que conhecia e ainda com a dor da perda pesando no peito, ela toma uma decisão e usa magia para salvá-lo. Agora, Drake, o dragão, e Selene dão início a uma jornada para reconciliar ambas espécies. Porém, percebem que há muito mais em risco ao receberem uma missão de uma Deusa poderosa e temperamental. Todos têm objetivos ocultos, e o sucesso ou fracasso desta missão pode provocar mais consequências do que se imagina.

Opinião:

Estou completamente e irrevogavelmente apaixonada pela Selene e pelo Drake (o Dragão), porque eles são lindos, queridos, super bem descritos e fiquei encantada com a simplicidade com que a autora conseguiu me envolver no mundo deles, consegui viajar sem sair de casa e posso dizer por experiência própria que a obra é muito bem escrita, e que me surpreendeu por ser uma autora TODINHA nossa, brasileirinha, que não desistiu do seu sonho e nos presenteou com essa obra. Não, ela não é minha amiga para eu estar elogiando assim, mas é que devemos reconhecer quando temos um trabalho lindo nas nossas mãos. 

Então vou contar um pouco da história: Selene é uma jovem que mora em um pequeno vilarejo, ela mora com seus tios, pois já perdeu os pais a algum tempo, ambos foram mortos por dragões. Certo dia, quando ela estava afastada da vila, ela viu sinais de fumaça e um cheiro muito forte de madeira queimando, ela sai em disparada e quando chega na vila vê que tudo foi consumido pelo fogo, matando a todos que ela conhecia.

Em total desespero ela sai correndo sem rumo pela floresta, até que é surpreendida por um dragão da noite caído, enrolado em uma rede de caça e com um machucado muito grande em uma das asas. É nesse momento que ela decide que vai ajudá-lo, começando assim com o fim da rivalidade entre as raças. Para isso ela usa um feitiço (o que é proibido), para transformar o Dragão em humano. Quando isso acontece, ele informa a moça que na sua tradição para que eles fiquem quites ele precisa retribuir o salvamento duas vezes, e para que isso aconteça ele irá permanecer ao lado dela até pagar sua divida. 

Ao longo dessa convivência ambos vão entendendo que por mais diferentes fisicamente que sejam as espécies, elas compartilham dos mesmo sentimentos e vão aprendendo a se respeitarem e cada vez mais vai aumentando o desejo do fim dessa guerra. Certa noite, Selene é convocada por uma Deusa a cumprir uma tarefa, pois ela é uma jovem diferente, que vem sendo testada desde criança para conseguir executar a referida tarefa e lhe é explicado que com isso se dará o fim da guerra entre as raças. Então Selene e Drake se jogam de cabeça nessa aventura, se tornando grandes amigos e com o passar do tempo começa a surgir algum interesse romântico entre os dois... E o mais bacana é que vamos vendo isso através do olhar dos dois, pois cada capitulo é contado por um dos personagens.

Em alguns momentos notei referencias a outras histórias como por exemplo: (I) Drake não pode ser dragão o dia inteiro, então durante o dia ele anda como homem e a noite ele volta a ser dragão, estilo A Maldição do Tigre; (II) Selene gosta de contar lendas e uma delas ela fala de uma sereia que se apaixona por um humano, ou seja, lembra A Pequena Sereia; (III) as tarefas dadas por Deuses, sendo as pessoas obrigadas a cumprirem porque senão haverá consequências, lembrando Percy Jackson ou qualquer outra obra do Rick Riordam.

Por fim, afirmo que o livro está todo bem amarradinho, deixando a história simplesmente fascinante... E sim, eu quero o 2º livro, quero continuar nesse universo que a autora criou e pelo qual eu me apaixonei!!!

Espero que vocês gostem dessa indicação!!!!



Eu ainda lembrava o quão perto ela estava, como eu a segurava nos braços. Foi um pouco estranho como tudo ao meu redor começou a se apagar da minha mente. Mais estranho foi vê-la se aproximar de mim levantando-se sobre os pés. Mal acreditei quando senti que eu mesmo estava me curvando para ficar mais perto também.
Rolei os olhos. Sério? Comê-la? Por acaso ela sabe o gosto que os humanos têm? Bem, na verdade, nem eu sei porque nunca comi um, mas ouvi dizer que não é muito gostoso. Queria poder dizer a ela que não faria nada de mal, e como não podia fazer isso com palavras, tive de improvisar com os gestos.
Assim que entrei no salão atrás de Rose, senti que muitas pessoas me encaravam de um jeito esquisito. E ao observar todo mundo, logo entendi o motivo. Todos tinham o cabelo ruivo cor de cobre, com raras exceções de loiro dourado e branco prateado. Foi então que percebi como o meu cabelo castanho deixava evidente que eu não fazia parte do grupo deles.

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