quinta-feira, 1 de junho de 2017

Resenha O Espírito da Ilha de Rodrigo Caiado.





Título: O Espírito da Ilha.
Autor: Rodrigo Caiado.
Editora: Chiado.
Número de páginas: 228.
Ano de lançamento: 2016.
Cortesia do autor.

Sinopse:
Tudo acontece quando o personagem Pedro, constantemente acometido pela insônia escolhe como entretenimento uma partida de xadrez, representando a disputa por meio de dois oponentes imaginários: Alberto, um falecido amigo seu, jogando com as brancas e Kasparikov, o maior campeão mundial de todos os tempos, com as pretas. Nessas ocasiões, Pedro nunca se esquecia de levar com ele um velho manuscrito que simbolizava um projeto inacabado, com as estórias de relatos fascinantes sobre uma misteriosa e fascinante ilha, reproduzidas por seu falecido amigo Alberto, a partir das revelações inéditas de outros amigos pescadores que Pedro já não via há várias décadas. Porém, com o transcurso da partida, ele se viu forçado a tomar uma decisão imediata que consistia em concluir o manuscrito ou destruí-lo. Assaltado pela dúvida, Pedro resolveu condicionar a decisão ao resultado da partida de xadrez e isso foi determinante para que ele fosse o único a descobrir em apenas uma noite todos os mistérios que se escondiam por traz das estórias fantásticas dos pescadores. 

Opinião:

Primeiramente, quero me desculpar pela demora em entregar esta resenha. Mas sabe aquela leitura que até pegar o ritmo demora? Contudo, depois que desenrola a história, passamos a ficar curiosos com os acontecimentos? Essa é uma delas. No primeiro momento até pensei que não estava entendendo a história, que tinha me perdido, mas não, é algo surreal que acontece mesmo. Não vou contar tudo, vou contar só um pouco, mas esse pouco já é surpreendente. 

Tudo começa em uma noite de insônia de Pedro. Este decide pegar uma garrafa de vinho, ir para seu escritório na casa e começar um jogo de xadrez, mas não só isso, as peças brancas representam um grande amigo morto, Alberto. Ele também vai usar um manual de grandes jogadas de Kasparikov. Antes de começar o jogo algo começa a perturbá-lo, um manuscrito inacabado guardado em uma gaveta. E após muito tempo guardado ele decide colocar o destino desse manuscrito de acordo com o resultado do jogo. Se Alberto ganhar ele termina o trabalho, senão ele se desfaz do manuscrito. 

Após um pouco de vinho e algumas jogadas, fica evidente o final da partida, o grande gênio Kasparikov está ganhando e o destino está se encarregando do manuscrito, só que Pedro está ficando muito cansado, cansado a ponto de não conseguir fazer mais algumas jogadas e acaba embalando em um sonho que lhe parece muito real. 

E nesse sonho ele começa não só a relembrar os encontros que tinha com Alberto, mas sim reviver esses momentos, sobre histórias a respeito de uma ilha misteriosa que foi descoberta por alguns amigos pescadores, as mesmas histórias que já estavam escritas no manuscrito. E mesmo dormindo Pedro acha estranho, pois não consegue definir o inicio e o termino de um encontro, pois eles vão acontecendo continuamente, em cada, um relato novo sobre a ilha. 

Quando Pedro começa a recobrar a consciência ele se da por conta, que enxerga ele mesmo na cadeira onde estava escrevendo freneticamente em estado de transe, então ele tenta acordar devido ao susto e quando finalmente abre os olhos, se depara com o manuscrito e nele consta escritas totalmente novas... 

E o livro continua assim, cheio de mistérios. É uma leitura muito boa e de fácil compreensão. A obra é bem descritiva, desde os amigos pescadores até as paisagens da ilha. Confesso que nessa hora a leitura fica um pouco mais lenta, mas as histórias são muito diferentes, cheias de lendas e superstições e regado a muito álcool. Mas como todo bom pescador sempre tem uma boa história, com esses não foi diferente. Espero que vocês gostem... 



Naquela parte da história, Alberto interrompeu o relato, reclamando da garganta seca. Fez sinal ao garçom e aproveitou a pausa para fazer um comentário sobre algo que achou interessante. 
De acordo com o guia, a partir daquele ponto ninguém da região se atrevia a prosseguir porque era próximo de onde habitava um demônio, o lugar onde coisas estranhas aconteciam. 
A libertação do fazendeiro parecia ser o fim da história narrada por Alberto, mas como Pedro verificou depois, ainda restavam três página com algumas linhas escritas em letras miúdas.

Clique na imagem para aumentá-la.

Um comentário:

  1. Pri!
    Nossa! Fiquei extasiada com o enredo, deve ser um ótimo livro, carregado de mistérios a aserem desvendados e com manuscritos sendo escritos através de um transe do protagonista, fiquei foi curiosa.
    Desejo um mês cheio de prosperidade!
    “A sabedoria consiste em compreender que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido.” (Ralph Waldo Emerson)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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