sábado, 29 de abril de 2017

Resenha Por Toda a Eternidade de Kristin Hannah.


Título: Por Toda a Eternidade.
Série: Firefly Lane #2.
Autora: Kristin Hannah.
Editora: Novo Conceito.
Número de páginas: 400.
Ano de lançamento: 2014.
Compras da Caths.

Sinopse:
Tully Hart é uma mulher ambiciosa, movida por grandes sonhos que, na verdade, escondem as lembranças de um passado de abandono e dor. Ela acredita que pode superar qualquer coisa ao esconder bem fundo os sentimentos de rejeição que carrega desde a infância... Até que sua melhor amiga, Kate Ryan, morre. Então, tudo começa a mudar para Tully, que se vê escorregando em um precipício cheio de memórias melancólicas e remédios para dormir... Dorothy Hart — ou Cloud, como era conhecida nos anos 1970 — está no centro do trágico passado de Tully. Ela abandonou a filha repetidas vezes na infância. Até que as duas se separaram de uma vez por todas. Aos dezesseis anos, Marah Ryan ficou devastada pela morte da mãe, Kate. Embora seu pai e seus irmãos se esforcem para manter a família unida, Marah transformou-se numa adolescente rebelde e inacessível em sua dor. Tully tenta aproximar-se de Marah, mas sua incapacidade para lidar com os sentimentos da afilhada acaba empurrando a menina para um relacionamento infeliz com um rapaz problemático. A vida dessas mulheres está intimamente ligada, e a maneira como elas vão rever seus erros e acertos constrói um romance comovente sobre o amor, a maternidade, as perdas e o novo começo. Onde há amor, há perdão...

Opinião:

Por Toda a Eternidade se passa depois dos acontecimentos do livro Amigas para Sempre, portanto, a resenha terá spoiler sobre a primeira obra.

Em Amigas para Sempre conhecemos a história de Kate e Tully que são amigas desde crianças. Vemos que Kate inveja a independência de Tully e que esta inveja a família de Kate, visto que sua mãe desde que ela nasceu foi uma drogada e não ligou para ela. No final da obra temos a morte de Kate devido ao câncer. 

O principal elo da vida de Tully era Kate. Então quando ela morre o mundo desaba para Tully que se vê sem emprego, já que tinha o largado rapidamente para ficar com Kate, e se vê em constante briga com Jhon, marido de Kate.

A obra Por Toda a Eternidade começa com Tully em uma péssima noite. Infelizmente, ela se tornou o que mais desprezava: uma viciada.  Então quando ela descobre que sua afilhada Marah a atraiu pega o carro e o bate ficando em coma.

No decorrer do livro temos conversas de uma Tully em coma com Kate e os personagens revivendo os acontecimentos dos últimos anos desde a morte de Kate.

Posso adiantar que a vida de nenhum deles saiu como o planejado: Tully se afundou, sem emprego, sem amigos e virando uma viciada, Jhon cometeu erros atrás de erros com Marah e Tully e Marah começou a se cortar, traiu Tully e fugiu para viver com um homem que não tinha futuro nenhum.

Mas temos uma surpresa no decorrer do livro: descobrimos mais sobre a  história da mãe de Tully e posso adiantar que não é como o esperado.

É um dos poucos livros da Kristin que eu não chorei lendo, mas isso não quer dizer que seja menos emocionante, pois a obra é cheia das reviravoltas e você acaba sofrendo com os personagens e torcendo para que eles não façam uma nova besteira.


Posso dizer que Kate fez falta nesse livro, nas linhas de todos os personagens você vê um pouco da falta que Kate faz, ela era, na maioria das vezes, quem os segurava juntos.


Algo que adoro nos livros da Kristin é que ela retrata muito bem pessoas, seus lados bons e ruins, e nessa obra vemos muito disso do interior de cada um e o que eles tentam passar para os outros, ao mesmo tempo que vemos eles tentando seguir em frente sem o porto seguro que conheceram durante toda a vida.


É um livro sobre perda e como você tenta lidar com ela, mas também é uma obra sobre recomeços. Gostei muito e indico, mas sugiro que você leia antes Amigas para Sempre, pois, ao meu ver, é necessário.


 

 
Ele sabia que explodira injustamente. Noutra ocasião, noutro mundo, ele se importaria em pedir desculpas. Kate iria querer que fizesse isso, mas agora Jhonny não conseguiria dar conta. Ele usava tudo o que tinha só para se manter de pé. Sua esposa estava morta havia 48 horas e ele já era uma versão pior de si mesmo.

Um dos filmes preferidos da mamãe. Quantas vezes ela dissera "andar deste jeito" e fingira andar como Marry Feldman? E quantas vezes Marah revirara os olhos, impaciente com aquela velha piada?

- Eu costumava pensar a mesma coisa també, Fred. Acho que isso é parte do meu problema. Vou me dar bem aqui. Você vai ver. Obrigada.

- Não. Você sabia que ela estava dormindo com... aquele moleque... - Sua voz falha. - Não sei como a Kate ficou ao seu lado todos aqueles anos, mas sei disto: acabou. Isto é culpa SUA. Fique longe da minha família.

Aparências. Eis o que importava para os meus pais. Eles não se importavam com o porquê de eu ter chorado na sala de aula ou puxado meus cabelos, e sim com o fato de eu ter feito isso em público. 

E havia lugares piores do que aquele onde eu estivera. Sabia disso. Falava-se no hospital sobre crianças com olhos brancos e mãos trêmulas, banhos de gelo e coisas piores. Lobotomia.

Clique na imagem para aumentá-la.

Um comentário:

  1. Cath!
    Os livros da Kristin mexem mesmo com a gente.
    Já tive oportunidade de ler esse e fiquei bem impactada na época, porque tinha acabado de perder meu irmão e o livro mexeu muito comigo.
    “Conhecer os outros é sabedoria. Conhecer-se a si próprio é sabedoria superior.” (Lao-Tsé)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE MAIO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir