segunda-feira, 17 de abril de 2017

Resenha Ninfeias Negras de Michel Bussi.


Título: Ninfeias Negras.
Autor: Michel Bussi
Editora: Arqueiro.
Ano de lançamento: 2017.
Número de páginas: 352. 
Cortesia da editora.

Sinopse:
Giverny é uma cidadezinha mundialmente conhecida, que atrai multidões de turistas todos os anos. Afinal, Claude Monet, um dos maiores nomes do Impressionismo, a imortalizou em seus quadros, com seus jardins, a ponte japonesa e as ninfeias no laguinho. É nesse cenário que um respeitado médico é encontrado morto e os investigadores encarregados do crime se veem enredados numa trama em que nada é o que parece à primeira vista. Como numa tela impressionista, as pinceladas da narrativa se confundem para, enfim, darem forma a uma história envolvente de morte e mistério em que cada personagem é um enigma à parte - principalmente as protagonistas. Três mulheres intensas, ligadas pelo mistério. Uma menina prodígio de 11 anos que sonha ser uma grande pintora. A professora da única escola local, que deseja uma paixão verdadeira e vida nova, mas está presa num casamento sem amor. E, no centro de tudo, uma senhora idosa que observa o mundo do alto de sua janela.

Opinião:


O que mais me intriga nesse livro é que ele começa descrevendo três mulheres: A primeira era má; a segunda mentirosa; a terceira egoísta. A primeira tinha mais de 80 anos e só usava preto; a segunda tinha 36 e se arrumava para um amante; a terceira estava prestes a fazer 11 e adorava pintar. A do meio era professora; a mais nova era sonhadora; a terceira era uma velha que todos chamavam de bruxa.

Então achei que a história principal seria de uma delas, mas na verdade elas estão entrelaçadas em um mistério muito maior e em alguns momentos eu me perguntava o que elas tinham haver com isso. Assim vamos aos acontecimentos:

Na pacata cidade de Giverny, França, um assassinato choca os moradores da pequena cidade. O homem assassinado era Jerôme Moval, um cirurgião oftalmologista, muito popular em Paris. O inspetor designado para esse caso é Laurenç Sérénac. Começando a investigação descobrimos que o Dr. é dono de uma bela casa em Giverny, sendo conhecido por seu amor à arte, mas principalmente aos quadros de Claude Monet, vemos também que Jerôme colecionava amantes.

Jérôme Morval foi encontrado na beira do rio Ru com um buraco no coração, com a cabeça esmagada e enfiada no rio e com um cartão com alguns dizeres no bolso. Claramente um crime de ódio. Enquanto isso vamos acompanhando as três mulheres, pois elas são essenciais a trama:

A "velha do moinho" é aquela que viu tudo, pois mora, como já disse, em um moinho que se localiza em um lugar privilegiado de onde consegue visualizar toda a cidade. Ela narra boa parte da história e conversa com o leitor durante o enredo, apresentando seu ponto de vista em alguns capítulos e se intitula de ratinho, pois diz que em uma cidade de velhos, ninguém repara em um andando aleatoriamente pela cidade, podendo inclusive comer um crime. Fanete, a jovem de 11 anos que possui um talento incrível para pintura, é muito esperta e esta inscrita em um concurso de pintura (o inspetor desconfia que o morto possa ter um filho dessa idade), tornando isso, ao meu ver, um motivo para o assassinato e Stephanie Dupain, a professora, que também é apontada como uma das amantes do morto (outro motivo) e pela qual o inspetor nutre um interesse a partir do momento em que a conhece. Inicialmente essas mulheres possuem em comum um único desejo: Abandonar Giverny. Então a investigação prossiga, nos deixando cada vez mais intrigados e fazendo deduções malucas quanto a esse crime.

O livro é envolvente, teve algumas partes em que a leitura ficava mais lenta, talvez pelo fato de conter muita informação sobre artes, paisagens e citações de pintores e autores. Espero que vocês criem várias expectativas e tentem descobrir o assassino assim como eu. Só não se decepcionem, pois o autor foi muito inteligente nas pistas, então é bem difícil de resolvermos o caso sozinhos. A capa é linda e a obra veio em uma caixa maravilhosa. <3




Os policiais só se interessaram pela segunda mulher, a mais bela. A terceira, a mais inocente teve de investigar sozinha. A primeira, a mais discreta, pôde observar todo mundo com tranquilidade. E até matar!


A cobrir a totalidade das duas paredes, em uma extensão de mais de 5 metros, há dois quadros imensos de ninfeias em uma variação um tanto rara, com tons de vermelho e dourado, sem céu nem galhos de chorão.

ONZE ANOS. FELIZ ANIVERSÁRIO.
O crime de sonhar eu consinto que seja instaurado.
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