quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Resenha O Lago Místico de Kristin Hannah.


Título: O Lago Místico.
Autora: Kristin Hannah.
Editora: Novo Conceito.
Número de páginas: 368.
Ano de lançamento: 2014.
Presente da Pamella.

Sinopse:
Esposa e mãe perfeita, Annie vê o seu mundo desabar de uma hora para outra quando é abandonada pelo marido. A fuga momentânea é para Mystic, a pequena comunidade onde ela cresceu e onde o seu pai ainda vive. Lá, Annie começa a se reerguer novamente, descobrindo o amor por si mesma, por um velho amigo solitário e por uma garotinha que acaba de perder a mãe. Tudo está se encaixando na vida de Annie. Nick e Izzy se tornaram uma parte importante de seu processo de cura, e ela também se tornou essencial para a sobrevivência da relação entre pai e filha. Até que o seu ex-marido reaparece... e a tranquilidade rapidamente dá lugar ao desespero. Kristin Hannah encanta mais uma vez com uma história comovente, sensível e verdadeira sobre perda, paixão e os fios frágeis que unem as famílias.

Opinião:

Annie é a esposa exemplar. Desistiu de uma carreira para apoiar a do marido Blake e cuidar da sua filha Natalie. Ocorre que assim que Natalie viaja para conhecer novos lugares, antes de iniciar a faculdade, Blake diz para Annie que deseja o divórcio e que está tendo outro relacionamento. Do nada Annie vê seu mundo desabar e resolve ir passar um tempo com seu pai em sua cidadezinha natal.

Lá Annie termina enfrentando uns fantasmas do seu passado. Nick, seu amor de adolescência, agora é pai solteiro de uma garotinha chamada Izzy. A esposa de Nick, chamada Kathy, era melhor amiga de Annie quando crianças e acabaram se separando quando Annie foi para a faculdade e Kathy ficou. Logo depois de Annie ir, Nick escolheu Kathy, visto que ele também ficaria na cidade e não queria atrapalhar o futuro de Annie. E assim eles foram perdendo o contato.

Contudo, quando Annie volta a sua cidade natal encontra a vida de Nick virada em uma bagunça. Izzy estava muda e partes do seu corpo tinha desaparecido para sua mente. Por exemplo, ela usava somente uns dedos, pois os outros ela não enxergava mais. Nick não estava sabendo lidar com a morte de Kathy e a necessidade da filha de atenção e procurou ajuda na bebida.

Annie, que tem mania de tenta consertar tudo, resolve cuidar de Izzy enquanto Nick se recupera. Acontece que isso vai curando Annie também e a fazendo ter novos sonhos, ao mesmo tempo que desperta antigos sentimentos sobre Nick.

Obviamente Blake volta a vida de Annie depois de sentir falta de tudo que ela fazia por ele e ela tem que escolher o que deseja para sua vida, ao mesmo tempo em que tem uma grande surpresa.

Kristin Hannah como sempre conseguiu me emocionar e fazer eu desejar muita felicidade para Annie, Nick, Izzy e Natalie.

Um ponto muito importantes nas obras dela é que, em geral, não temos um personagem malvadão, no qual de para jogar a culpa pelas coisas ruins e sim escolhas ruins das próprias pessoas que termina levando a confusão. O que é o caso desse livro.

Nesse, que foi um dos primeiros livros da autora quando saiu dos romances de banca, temos uma mulher em busca de seus próprios sonhos e aprendendo a tê-los depois de vários anos tentando esquecê-los. Um homem que precisa encontrar seu caminho no mundo depois de achar que está tudo perdido. Uma criança que deseja amor e cuidados enquanto enfrenta a morte da mãe e uma mulher que procura enfrentar a fraqueza da mãe ao mesmo tempo que espera que o pai melhore e se torne presente.

O pai de Annie em muitos momentos do livro dá agonia, pois ele acha que a filha tem que voltar para o marido mesmo ele não a valorizando. Mas ao final você vê que ele mesmo enxerga que esse pensamento não é certo e sim algo que a sociedade antiga acreditava erroneamente.

Kristin consegue te fazer mergulhar na história criada por ela e nesse livro mostra que não precisamos de um final perfeitinho, mas sim saber que estamos indo aonde queremos e que vamos chegar lá.

Amei a obra! Li ela em poucos dias e indico muito para vocês! Tem história de vida, lições, volta por cima, romance e principalmente aprendemos que sempre é tempo de nos descobrirmos e fazermos o que desejamos.

A capa é linda e combina totalmente com a obra. Agora só falta uma das publicações da autora no Brasil para eu ter e espero adquirir o livro esse ano. Só esperando uma promoção de Por Toda Eternidade, haha.   

      
Coisas. Era tudo a que se resumia depois de todos esses anos. As coisas que eram a vida deles, a escova de dentes dele, os bobes dela, a coleção de discos dele, as joias dela, eram tudo apenas coisas a serem divididas e guardadas em malas separadas.

Duas vezes durante a noite, Annie acordou em sua cama solitária e ficou andando pelo quarto. A morte de Kathy a fazia lembrar de como o tempo era precioso, e como era fugaz. Como às vezes a vida arrasava com as boas intenções e não dava nenhuma segunda chance de dizer o que realmente importava.

- Vá para casa, Nicholas. Vá para sua casa bela no lago e para a menininha que o ama e esqueça disso.

Quando o filme terminou, Annie não podia olhar para ele, com medo do que veria nos seus olhos... com medo do que ele veria em seus olhos. Por isso, ela pegou a caixa de lenços de papel e a bolsa e correu para a porta. Mal parou para murmurar um boa-noite.   

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2 comentários:

  1. Cath!
    Já tive oportunidade de ler esse livro e lembro que muitos questionamentos rondaram minha mente na época, muita coisa para pensar.
    Gostei do livro, embora algumas atitudes da protagonista por vezes me deixava até um pouquinho indignada, porque ela queria resolver tudo de todo mundo e a própria vida dela era questionada...
    É uma boa leitura.
    “Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.” (Guimarães Rosa)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de FEVEREIRO, livros + KIT DE MATERIAL ESCOLAR e 3 ganhadores, participem!

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  2. Olá Cath!
    Não conhecia a autora, mas fiquei com muita vontade de ler esse livro. Principalmente por você ter mencionado as lições que ele trás como volta por cima e por não ter um vilão com todas as letras, afinal, todos nós estamos sujeitos a fazer escolhas erradas.
    Abraços!

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