quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Resenha As Cores da Vida de Kristin Hannah.


Título: As Cores da Vida.
Autora: Kristin Hannah.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 352.
Ano de lançamento: 2016.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Uma arrebatadora história sobre irmãs, rivalidade, perdão e, em última análise, o que significa ser uma família. As irmãs Winona, Aurora e Vivi Ann perderam a mãe cedo e foram criadas por um pai frio e distante. Por isso, o amor que elas conhecem vem do laço que criaram entre si. Embora tenham personalidades bastante diferentes, na verdade são inseparáveis. Winona, a mais velha e porto seguro das irmãs, nunca se sentiu em casa no rancho da família e sabe que não tem as qualidades que o pai valoriza. Mas, sendo a melhor advogada da cidade, ela está determinada a lhe provar seu valor. Aurora, a irmã do meio, é a pacificadora. Ela acalma as tensões familiares e se desdobra pela felicidade de todos – ainda que esconda os próprios problemas. E Vivi Ann é a estrela entre as três. Linda e sonhadora, tem o coração grande e indomável e é adorada por todos. Parece que em sua vida tudo dá certo. Até que um forasteiro chega à cidade... Então tudo muda. De uma hora para a outra, a lealdade que as irmãs sempre deram por certa é posta à prova. E quando segredos dolorosos são revelados e um crime abala a cidade, elas se veem em lados opostos da mesma verdade.

Opinião:

Esse foi o livro da Kristin Hannah em que menos chorei... E isso diz muito, já que nos outros eu chorava demais!

Em "As Cores da Vida" conhecemos três irmãs: Winona, Aurora e Vivi Ann. A mãe delas morreu quando elas eram crianças e o pai é extremamente seco e sem coração.

Winona é uma advogada bem sucedida, mas que deseja do fundo do seu coração receber carinho do pai e se ressente porque Vivi Ann, que gosta de coisas semelhantes as que ele gosta, consegue chamar mais a atenção do pai. Winona também se ressente por Vivi Ann ser loira e magra enquanto ela mesma é gordinha.

Aurora é o legítimo "nem fede, nem cheira". É a que fica no meio das duas irmãs e tem um casamento sem paixão.

Vivi Ann ama cavalos e a fazenda onde vive com o pai. É extremamente otimista perante a vida e quando o livro começa isso tem motivo já que as coisas acontecem facilmente para ela.

As coisas pioram entre as irmãs quando Luke volta a cidade. Winona é apaixonada por ele desde os quinze anos, mas a única pessoa que sabe disso é Aurora. Quando Luke se interessa por Vivi Ann e a convida para sair, Winona proíbe Aurora de contar para a irmã o que ela sente por Luke e pensa que logo Vivi Ann vai acabar com ele como faz normalmente com os homens. Enquanto isso Winona vai se ressentindo cada vez mais da irmã.

Ocorre que um índio chega a fazenda a procura de emprego, quando Vivi Ann tem a ideia de fazer torneios no local, e  Winona acaba contratando Dallas. Porém, Vivi Ann desde o início se interessa por Dallas e acaba traindo Luke com ele.

Adivinhem quem descobre a traição? Winona! Que acaba contando diretamente a Luke que pouco depois deixa a cidade. A saída de Luke só deixa Winona com mais raiva e ressentimento.

Anos depois quando Dallas e Vivi Ann estão casados, acontece um assassinato na cidade e acusam Dallas e Winona se recusa a defendê-lo e acredita que ele seja o culpado. Dallas termina sendo condenado a prisão perpetua e Vivi Ann nunca mais é otimista, pelo contrário. (Não se preocupem acontece mais coisas no livro que não contei, óbvio.)

Essa é basicamente a história de uma família e que família! Comecei o livro não gostando muito da Vivi Ann  já que tudo dava certo para ela enquanto Winona não recebia nenhuma atenção do pai e dos homens.

Porém, Winona se mostrou insuportável! E Vivi Ann pareceu cada vez mais legal a medida que se envolvia com Dallas e se tornava forte, enfrentando os desafios que apareciam.

Quando Dallas foi preso eu detestei Winona. Mesmo que ela não gostasse do cunhado, como pode ver a irmã e sobrinho sofrendo e não fazer nada sendo que sabia que o defensor público era fraco?!?

Winona guardou raiva e rancor por anos e cada vez mais eu ia desgostando da personagem. Aurora era tão sem graça que não gostei nem desgostei. Vivi Ann teve seus momentos, mas com a prisão de Dallas acaba despencando (o que é compreensível). O pai delas nem preciso dizer que detestei do começo ao fim, homem miserável e desprezível. 

A autora desenvolveu bem essa família complicada, tentando mostrar que as vezes os laços familiares e perdão são mais importantes que outras coisas. Contudo, foi a obra dela que menos me envolvi com os personagens, pois não tinha nenhum ao qual me apeguei, já que todos tinham nuances péssimas na maioria do livro. Noah se salva, mas ele somente aparece perto do fim do livro.

É Kristin Hannah e até quando não amo o livro dela tenho que admitir que é bom. Então eu indico ele, mas caso você queira conhecer a autora, sugiro que comece pelos outros, pois é neles que vai se apaixonar pela escrita dela. É inegável que mesmo nesse ela conseguiu aflorar emoções em mim, mesmo que as emoções não sejam muito boas. 


Quantas vezes Winona havia deixado sua mãe de lado no verão? Estava ocupada demais para ficar com ela, era deslocada demais para vasculhar a praia à procura de pedaços de vidro quebrado em meio a conchas de outras estilhaçadas e algas secas.

Mas anos depois, quando se lembrava daquela semana da morte da mãe, Winona via como aquela única ação - a entrega das rédeas - havia mudado tudo. Daquele dia em diante, a inveja se tornara uma corrente submarina, movendo-se em espirais sob a vida delas. Mas ninguém percebera. Não naquele momento, pelo menos.

Muito mais tarde, quando entrou no silêncio reconfortante de sua casa, olhou ansiosamente para a porta fechada do quarto do pai, desejando ter uma mãe com quem conversar sobre isso. Sentindo-se muito cansada, ela subiu e se preparou para dormir, mas antes de se cobrir com o edredom, foi até a janela. O rancho estava todo escuro diante dela, iluminado aqui e ali por uma lua que parecia tão pálida quanto ela. Sabia que atrás de apenas uma fileira de árvores estavam as terras de Luke e ficou se perguntando se isso importava. Não do modo como importava para seu pai, é claro, mas como uma forma de conexão mais profunda e significativa, que surgia quando duas pessoas cresciam no mesmo lugar, conhecendo as mesmas pessoas, querendo as mesmas coisas. É claro que o limite de uma propriedade poderia ser uma fronteira, mas não era também uma linha de pontos em comum?

Isso havia sido antes de conhecer a paixão, é claro. E embora Winona não admitisse, Vivi Ann sabia que a reconciliação das duas não havia sido perfeita. Winona ainda não confiava em Dallas e não havia perdoado totalmente Vivi Ann por magoar Luke. No mundo de Winona tudo era preto no branco. Principalmente a justiça. E ela achava que Vivi Ann havia sido punida por fazer a coisa errada.

Essa semana havia afetado Vivi Ann; ela caminhava lentamente pelo corredor, incapaz de parecer nada além de esgotada e com medo. Seus cabelos loiros, normalmente tão sedosos, estavam escorridos como uma tábua caindo pelas costas. Ela havia desistido da maquiagem e, sem cor, seu rosto estava triste e pálido. Seus olhos verdes pareciam surpreendentemente brilhantes em comparação.

Winona achava que ele precisava de aconselhamento profissional, no mínimo, e possivelmente de uma vaga em uma escola para adolescentes problemáticos, mas dar esse conselho a Vivi Ann era complicado. Sobretudo vindo de Winona. A reconciliação das duas estava completa, embora um pouco condicional. Algumas coisas eram simplesmente proibidas.

Clique na imagem para aumentá-la.

3 comentários:

  1. Olá, confesso que não gostei muito desse livro. Já venho vendo resenhas por ai, e sempre acho a história corrida demais, muitos dramas, entendo que é uma familia, mas enfim, não gosto como ela se desenvolve sabe? Esse é um livro que, pelas resenhas, não iniciaria a leitura.
    Abraços

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  2. Oiii!
    Eu qro mto ler esse livro, faz tempo q tô namorando ele, mas ainda não tive oportunidade...
    História linda!!
    Qro mto tentar no próximo ano!
    Bj!

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  3. Cath!
    O melhor dos livros da autora é justamente as reflexões que ela nos faz ter em relação as nossas atitudes, principalmente diante das dualidades vividas dentro do núcleo familiar.
    Quero ler mais essa obra dela.
    “Que os sinos natalícios anunciem as boas novas e te tragam um natal abençoado. Boas Festas!”
    (Priscilla Rodighiero)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de DEZEMBRO ESPECIAL livros + BRINDES e 4 ganhadores, participem!

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