quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Resenha Identidade Roubada de Chevy Stevens.


Título: Identidade Roubada.
Autora: Chevy Stevens.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 256.
Ano de lançamento: 2011.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.

Opinião:

O primeiro livro que li da autora Chevy Stevens, "É melhor não saber", eu amei e esse segundo, "Identidade Roubada" eu adorei. Admito que em comparação entre os dois o primeiro vence, mas ambos são excelentes.

Identidade Roubada conta a história da corretora de imóveis Annie O’Sullivan que se levantou para ter um dia tremendamente normal, mas teve seu mundo virado de cabeça para baixo. Annie estava acabando seu período de trabalho para venda de uma casa quando um homem aparece e a convence a mostrar o imóvel para ele. Achando que talvez fosse fazer uma boa venda, Annie volta e vai mostrar a casa. Ocorre que logo esse homem a captura, a coloca em uma van e a leva para um chalé no meio do nada.

Quando Annie acorda tenta convencê-lo de que aquilo tudo é um erro. Quando não da certo, tenda convencer o Maníaco (como Annie o chama durante o livro) que pode soltá-la que não irá contar nada. Aos poucos Annie vai perdendo a si mesma à medida que tem que se habituar as vontades do Maníaco (motivo para o título do livro, eu acho).

O livro é contado pela própria Annie depois de se libertar do Maníaco. Cada capitulo é uma sessão de terapia no qual ela vai contando a história e o que está vivendo na sua vida no momento. Assim temos o antes, durante e depois do sequestro.

Embora o livro não use linguajar pesado nenhum, as cenas tem um grande nível de emoções. Acompanhamos Annie lutando, sendo estuprada, grávida e cada vez mais tendo que se adaptar a sua realidade naquele momento e depois ainda acompanhamos a adaptação dela na sua antiga vida.

Gostei muito da obra, li rapidamente, meu namorado até comentou “fazia tempo que você não lia um livro tão rápido”. Simplesmente me vi mergulhada na leitura.

Temos toda profundidade do personagem da Annie e ainda vemos como fica o relacionamento dela com as pessoas a sua volta, o ex-namorado que não se encaixa mais, a melhor amiga mandona, a qual ela não quer mais ouvir, e sua mãe que mais parece uma criança mimada.

O final puxa o tapete de Annie e você consegue sentir o vazio com ela. Totalmente indico a obra! Não vejo como se arrepender se você gosta do gênero.

A capa é simples e muito bonita e a edição na integralidade está muito boa. Vale a pena embarcar na história da Annie.


Ainda bem que conseguiu me encaixar hoje, doutora. Se eu tivesse que lidar sozinha com essa merda que surgiu de repente, você acabaria me visitando no manicômio. Mas é provável que o manicômio seja até mais seguro. Você deve ter me visto no noticiário de novo. Que filho da mãe não terá visto?

A conversa me fez lembrar dos policiais com quem precisei lidar logo que sai da montanha. Já que minhas expectativas se baseavam em reprises de seriados de TV, digamos que eu queria um Lennie Briscoe, mas só consegui um Barney Fife.

Assim que soube que eu estava grávida, o Maníaco não fez mais questão de transar todas as noites, porém os banhos não foram suspensos. Às vezes, ele apenas descansava a cabeça no meu peito e conversava até pegar no sono. Num tom de voz sereno, ele expunha suas teorias sobre vários assuntos, das questões mais simples às mais complexas. No entanto os tópicos mais frequentes eram amor e sociedade. Por exemplo, ele dizia que nossa sociedade só quer saber de comprar e acumular: ele bem que tinha me comprado e me “acumulado”.

Fisicamente, era mais fácil colaborar com ele, mas, emocionalmente, uma parte de mim se rendeu para sempre.

O problema é que minha mãe tinha se desfeito de todos os meus enfeites natalinos, e cada vez que eu pensava em ir até uma loja... mesmo que as pessoas não olhassem mais para mim como se eu tivesse um elfo pendurado no pescoço... eu achava que seria preferível dançar descalça sobre cacos de bolas de Natal a ir às compras nesta época do ano. Fiquei tão cansada de olhar a droga da árvore pelada, no canto da sala, que acabei levando-a até o abrigo dos sem-teto no centro da cidade. Achei que alguém iria curtir a árvore.
Que droga! Não haveria presente algum embaixo daquela árvore. Eu disse aos meus amigos e à família que não queria presente, e não fui a nenhuma festa de Natal. Com isso diz um bem à população. Eu não precisava deixar ninguém deprimido. Em comparação com o ano passado, as festas este ano foram um tremendo sucesso.

Eu trazia na memória os gritos da minha mãe quando ela recebeu o telefone com a notícia do acidente, e desde aquela época era raro vê-la sem um copo de vodca. Mas só me lembro de poucas ocasiões em que a vi completamente bêbada. Em geral, ela ficava apenas “alterada”. Minha mãe ainda é bonita, mas parece, a meu ver, um quadro cujas cores, antes vibrantes, desbotaram e se misturaram.
Lembrei o que talvez tivesse sido nossa última conversa, uma discussão sobre uma máquina de cappuccino. Por que não dei logo a droga da máquina a ela? Fiquei tão irritada... e agora eu faria tudo para ter aquele momento de volta.

E, já que estamos acertando os ponteiros, vamos estabelecer algumas regras básicas antes de começarmos nossa brincadeira. Vai ter que ser do meu jeito. Isso quer dizer que você não vai perguntar nada. Nem mesmo “Como se sentiu quando blá-blá-blá...?”. Vou contar a história desde o começo e, quando quiser ouvir sua opinião, eu peço.
Ah! E, caso queira saber, não, nem sempre fui uma pessoa amarga.
 
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5 comentários:

  1. Ola ! Acho incrível essas histórias que mexem com nosso psicológico.. E que história hein ? Um ano presa, ela deve ter passado pelos seus piores momentos.
    Achei que a história era contada no momento que ela foi sequestrada e não depois, fiquei um pouco decepcionada. Espero que não atrapalhe o desenrolar dessa emoção toda.
    No final, gostei muito ! Deve ser incrível :)

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  2. Cath!
    Deve ser um tremendo thriller psicológico.
    Nem imagino por tudo que ela passou e fiquei bem interessada em saber como ela conseguiu se readaptar a vida antiga que tinha.
    “Capacidade de saber cada vez mais sobre cada vez menos, até saber tudo sobre nada.” (Millôr Fernandes)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de NOVEMBRO com 3 livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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  3. Oi! Até que enfim alguém leu esse livro para eu poder desabafar e comentar. Eu li ele tem muitos anos, mas eu lembro do quanto esta história me impactou, até porque foi o primeiro livro do gênero que li. Eu simplesmente amei! Senti como se estivesse junto a protagonista em todas as cenas de terror que ela viveu, seja psicologicamente ou fisicamente.
    É um livro maravilhoso que todos deveriam ler!
    Beijo, Leitora Encantada

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  4. Olá! O enredo parece bem forte msm...
    Me despertou uma vontade de saber o que mais a história reserva...
    Bjs!

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  5. Nossa, que livro forte e profundo, intenso, cheio de medos e desafios, imagino pelo que a Annie passou.
    Gosto de livros assim, apesar de que nem sempre estou "forte" para lê-los.
    Vou anotar aqui, e assim que der, comprarei com certeza.
    bjão
    Ana
    elvisgatao.blogspot.com

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