quinta-feira, 14 de julho de 2016

Resenha Amor à Moda Antiga de Fabrício Carpinejar.



Título: Amor à Moda Antiga.
Autor: Fabrício Carpinejar.
Editora: Belas Letras.
Número de páginas: 104.
Ano de lançamento: 2016.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Em seu aniversário de 43 anos, Fabrício Carpinejar ganhou de presente uma velha máquina de escrever Olivetti Lettera 82 verde-esmeralda. Desde esse dia, ele se dedica a escrever nela poemas de amor e a guardá-los como um inventário de seus sentimentos e emoções ao longo de sua carreira. Pela primeira vez, a Belas-Letras publica esses poemas exatamente como os originais foram enviados à editora, em maços de papel despachados pelos Correios, sem nenhum tipo de correção ortográfica, edição ou retoques, inclusive com as próprias anotações à mão feitas pelo próprio Carpinejar. Todos os textos de Amor à Moda Antiga (inclusive este) foram originalmente escritos em máquina de escrever. O resultado é um livro orgânico, singelo e apaixonadamente imperfeito, exatamente como o amor é. 

Opinião:

Amor à Moda Antiga se trata de um livro de poesias de Fabrício Carpinejar. O livro foi todo digitado em uma máquina de escrever. A medida que o autor escrevia os poemas de amor ia guardando-os, o que resultou nesta coletânea. O livro trás várias poesias, as vezes em uma linguagem direta em outras por metáforas. Algumas se consegue entender de imediato, outras é preciso ler, reler e refletir.

A leitura é fácil e fluida. Carpinejar sabe muito bem como conquistar o leitor com suas palavras e em suas poesias pode-se imaginar e sentir o amor que ele tem/teve pela sua amada. Confesso que não foram todas as poesias que gostei ou compreendi, mas sou nova nisso e espero amadurecer mais nesse estilo. Porém teve vários poemas de que gostei e marquei. Este livro me deu a energia certa para criar coragem e encarar mais livros de poesia, e tentar entender este mundo que as vezes é tão rejeitado pelos leitores (inclusive por mim). Adorei a leitura e penso em ler mais livros do autor e de outros poetas.

A diagramação do livro é bem bonita e clean, com folhas amareladas onde há texto e folhas verdes na parte de trás. A fonte é a mesma de uma máquina de escrever, que o livro foi todo escrito em uma e não houve edição nos textos do autor, eles estão no livro exatamente como foram enviados a editora. Adorei o detalhe de na primeira folha haver uma máquina de escrever desenhada junto ao título do livro. A capa é um mimo, ela é toda branca com as escritas em preto, porém existe uma segunda capa que envolve esta. A segunda capa é toda verde, com desenho de flores como se fossem bordadas e a toda ela tem um efeito em alto relevo. Como sempre a Belas-Letras trouxe um material de altíssima qualidade para todos nós.


quando me calo
e finjo ausência.
você me pergunta
o que estou pensando.
é certo que mentirei.
deveria me perguntar
o que eu estou sentindo.


não culpo Deus
pela caligrafia de meu rosto.
não se pode escrever bem
e ainda ter letra bonita.


quando o ódio
casa com o amor,
nasce a vingança.

Clique na imagem para aumentá-la.

2 comentários:

  1. Que edição linda, não sou acostumada a ler poesias por isso preciso de livros que me despertem esse vontade, já que é um gênero tão rico, certamente esse seria o livro certo, já que o autor soube encantar o leitor com suas palavras, imagino que ele saiba se expressar bem, quero ler

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  2. Não gosto de poesia, não leio muito.. Mas pra quem gosta de poesias parece ser uma boa. Já vi algumas resenhas sobre o livro e de quem gosta de poesia amaram!

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