segunda-feira, 9 de maio de 2016

Resenha #Partiu Vida Nova de Leila Rego.


Título: #Partiu Vida Nova.
Autora: Leila Rego.
Editora: Gutenberg.
Número de páginas: 302.
Ano de lançamento: 2015.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Como muitas garotas pobres do interior, Mariana também sonhava em se casar com um cara perfeito, ter uma casa arrumada e ser feliz “até que a morte os separe”. Mas o sonho dela parecia ter sido turbinado: ela ia se casar com Eduardo, médico, lindo, rico, cobiçado e divertido, ia morar em um superapartamento no melhor bairro da cidade, e nunca tinha se sentido mais feliz com seu vestido de noiva de marca e um guarda-roupa repleto de peças de grife que ela tanto valorizava. Depois de uma trabalheira maluca e da organização de todos os detalhes, o grande dia havia chegado. E, se dependesse dela, tudo sairia maravilhoso! Ela estava em seu quarto sozinha, terminando de se arrumar para a cerimônia, quando o noivo aparece de repente e diz que precisa conversar, pois não se sente pronto para casar. A imagem do casal em cima do bolo começa a desabar… O que aconteceu com Edu? Mari necessita de respostas, nada mais faz sentido. Agora, ela precisa ir atrás da verdade, nem que para isso tenha que descer do salto, arregaçar as mangas e fazer um longo caminho de volta, até conseguir finalmente começar a aproveitar a sua tão sonhada vida nova. 
Opinião:

No dia do casamento de Mariana o noivo, Eduardo, aparece e diz que não quer mais se casar. Acho que você consegue imaginar como Mari se sentiu, primeiro achando que era uma brincadeira muito sem graça, e depois tendo que aceitar e se despedaçar. 

Antes que você pense que Eduardo é um canalha com "c" maior, não é bem isso. Eduardo fala para Mari que ela mudou muito no decorrer dos anos e que deixou de ser a mulher que ele amava. (Claro que isso não faz Eduardo um homem bom já que deixou para a última hora terminar com Mari.)

Primeiro Mari fica trancada dentro de casa, se sentindo a maior coitada do mundo e não entende porque suas amigas não entram em contato com ela nem respondem os telefonemas. Acontece que essas "amigas" só se aproximaram dela por causa que namorava o Eduardo.

No decorrer da obra descobrimos o passado dos dois, como eles se conheceram no curso pré-vestibular e que enquanto a família do Eduardo é rica, a família da Mari é pobre, daquelas que guardam potinhos de requeijão para dar para a casa das filhas depois que essas casassem (eu achei um pouco exagerado essa parte, mas vai saber, pode ter pessoas que fazem isso).

Quando os pais de Mari dão um ultimato ela se vê tendo que tomar um rumo na vida. Então tem a ideia de juntar dinheiro e no final do ano se mudar para São Paulo. Porém, antes disso Mari vê que cometeu muitos erros no relacionamento com Edu e tem uma conversa franca com ele.

Mari consegue se mudar para São Paulo, mas nada, nada, são flores. E mesmo enquanto está lá ainda tem esperanças que possa reatar com Edu devido a eles se falarem pelo telefone as vezes. Acontece que Mari cada vez mais tem que ir caindo na real...

#Partiu Vida Nova começa e você fica com vontade de sair correndo, pois vê que Mari é daquelas protagonistas insuportáveis, mas calma aí, depois ela melhora, prometo! A ideia da autora, acredito, era demonstrar as mudanças na protagonista. Você conhece ela como uma mulher metida e que não aguentaria uma hora perto, que quer mandar em todos e só liga para o que os outros vão pensar. Acontece que a ideia é você embarcar nesse descobrimento junto com a Mari.

Não vou dizer que Mari melhora 100% no decorrer do livro, mas melhora uns 80%. Ela passa a ser menos infantil e ligar menos para o que os outros falam, embora seu vício por compras continue, ela consegue da uma maneirada.

Vi resenhas falando super bem do Eduardo, mas não curti muito ele não. Além de dá um pé na bunda bem no dia do casamento ainda toma atitudes ruins durante o decorrer do livro.

Os pais da Mari me deram agonia demais em alguns momentos, principalmente quando a mãe dela quer que ela jogue fora suas roupas (caras) para desocupar espaço. Se alguém dissesse para jogar fora meus livros para desocupar o espaço não ia encarar nada bem. As vezes eu acho que os autores, em geral, exageram muito quando tento fazer um personagem pobre. Pobre não é sinônimo de ser sem noção e termina sendo um pouco de preconceito descrevê-los assim.


O ponto alto do livro é que ele te mostra que é importante persistir. Não vai ser fácil encontrar seu caminho. Muito menos encontrar seu par perfeito. Mas não é por isso que tem que desistir, bem como tem que sempre persistir pelos seus sonhos.

A história de Mari é isso. Contar como uma garota do interior que usava o email gatinhadodudo para procurar emprego conseguiu achar seu lugar no mundo e alcançar seus sonhos, bem como evoluiu muito.

A escrita é super fácil de ler, passa correndo o tempo e gostei da capa, é simples, mas ficou legal. Minha dica é você persistir nos primeiros capítulos, no final vai se pegar torcendo pelo sucesso da Mari.

 - Eu sabia! Você fez uma despedida de solteiro e não me avisou. Bem, não tem importância. A gente começa a lua de mel com mais uma de nossas "DRs". Está tudo bem, ok? Eu não quero nem saber o que aconteceu nessa farra com seus amigos. - Mentira. Eu queria muito, mas não agora. Ele que me aguardasse. - Eu te perdoo, tá? Não vou brigar com você, não vou fazer greve de sexo, nem nada disso. Prometo esquecer tudo. Pronto, está resolvido? Agora vai logo se arrumar porque você está me deixando irritada - pedi, ao mesmo tempo em que o empurrava para fora. Enfim, quando consegui, me encostei atrás da porta para recuperar o fôlego, de tanta força que fiz para tirá-lo de dentro do meu quarto.
- Você vai ter que se desfazer de boa parte disso tudo, Mari. Não tem espaço aqui pra guardar - avisou mamãe, pegando a minha bota de couro marrom da Arezzo. - Seis botas? Nesse calor que faz em Prudente?
Ela tinha razão. De fato eu não vivia minha realidade. Nos últimos anos eu tinha vivido no mundo onde eu sonhava um dia, realmente, viver. O mundo abastado das minhas amigas. E eu não era rica. Pelo contrário, minha realidade era outra.
- Obrigada - agradeci, pegando o copo de suas mãos e imediatamente o cheiro de seu esmalte fresco me subiu às narinas. Fitei as mãos dela e confirmei minhas suspeitas: unhas recém-pintadas de, se eu não estiver enganada, Vermelho Ivete! A maneira como ela mexia as mãos, como segurava o papel... era bem típico de quem tinha saído da manicure minutos antes. O óleo secante ainda escorria em volta das unhas. E o vermelhão acima do lábio? Espere aí, ela me fez esperar mais de uma hora dizendo que estava em uma "reunião muito importante" quando, na verdade, a fofa estava no salão depilando o bigode e fazendo as unhas?! E, pior, me subestimou achando que eu não notaria? Logo eu, que conseguia dizer até o nome da cor do esmalte? Ah, mas isso não estava certo! Eu tentei fazer tudo o que os especialistas em Recursos Humanos recomendavam e essa aí fazia tudo errado?    
 
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8 comentários:

  1. Eu simplesmente adorei a sinopse!
    A capa tbm tá linda!
    Coitada da Mariana, qro mto saber o final dessa história!!
    Bjs!

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  2. Eu adoro a Mari, uma pena que li apenas o primeiro livro. Agora com este lançamento, quero ver se retorno a leitura para saber como foi o desenrolar dos fatos até o dia deste não casamento e os acontecimentos depois disso.
    Bjs, Rose.

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  3. Não conhecia esse livro, mas achei bem interessante a história, e fiquei bem curiosa para conferir o final. Por esse motivo futuramente pretendo ler.

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  4. Gostei da resenha, não vou dizer que gostei do livro ao ponto de querer lê-lo depois da minha leitura atual, mas parece ser um bom livro pra quando você não sabe qual será o próximo. Não gostei muito da personagem mas já que você diz que ela melhora, vale dar um desconto. Também achei um pouco preconceituoso, se a família é pobre nunca que vai mandar jogar roupa CARA fora, principalmente por todo dinheiro ser precioso quando não se tem muito, antes doar. Mas tirando esses baixos parece ser um bom livro.

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  5. Apesar de não conhecer esse livro, ele parece trazer uma ótima leitura.
    Se eu ficasse no lugar da Mari ficaria um mês pensando o que faria da vida e simplesmente sem acreditar, principalmente por saber que essas amigas nem eram amigas. Achei Mari um pouco chata mas se ela muda com o passar do tempo, isso não tem importância já que vemos o crescimento do personagem.
    Mariana sofreu tanto de um dia para outro, acho que com esse sofrimento que ela acaba olhando pra si própria e vendo seus erros, adoraria ver seu crescimento como pessoa, deve ser ótimo!
    Bjs!

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  6. Oi. Não conhecia o livro, mas com sua resenha, penso ser bem interessante. Se traz uma mensagem de persistência e determinação, da personagem principal, com certeza também deve ter um final bem bonito. Deve ser uma boa leitura! Obrigada pela dica. Abraços.

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  7. Pois é, Cath's acontece de autores descreverem pobre como loucos praticamente, bem sem noção mesmo =/
    acho isso totalmente uó, porque sou pobre e não sou assim, e olha que já passei muito perrengues kkkkk
    Eu tenho bastante vontade de ler esse livro, pois dizem que é hilário, mas sei lá, tenho um pé atrás com a Mari, então quem sabe um dia...
    bjss

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