quinta-feira, 24 de março de 2016

Resenha Jardim de Inverno de Kristin Hannah.


Título: Jardim de Inverno.
Autora: Kristin Hannah.
Editora: Novo Conceito.
Número de páginas: 416.
Ano de lançamento: 2013.

Sinopse:
Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas. A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história. Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são.

Caso deseje tem a opção de vídeo resenha desse livro: Link.

Opinião:

Jardim de Inverno conta a história de três mulheres tremendamente fortes, cada uma do seu jeito.

Anya sempre foi uma mulher fria com as suas duas filhas, Meredith e Nina, mas se transformava quando via o pai delas, amando-o totalmente. As duas meninas nunca entenderam o porquê disso. O único momento em que conseguiam se reunir com a mãe era quando essa contava um conto de fadas com a luz apagada.

Quando eram crianças, Meredith e Nina, resolveram fazer uma peça desse conto de fadas em um natal. Contudo, a mãe acabou não recebendo muito bem essa apresentação, interrompendo-a de maneira bruta. A partir desse momento, Meredith resolveu que não iria mais gostar da mãe nem se deixar afetar por ela.

Após retratar esse momento da infância, passam-se os anos e o livro mostra Meredith, já adulta, administrando a plantação de maçãs do pai, casada com Jeff (seu amigo de infância) e com duas filhas na universidade. Nina se tornou uma fotógrafa famosa, mas passa mais tempo viajando na África do que com o pai. O único elo que unia a família era o pai das duas, que tentava aproximá-las.

Porém, antes de morrer, o pai delas pede que Nina faça a mãe contar o conto de fadas até o final e em sua versão verdadeira.

Primeiramente, Nina não aguenta ficar muito tempo na casa após a morte do pai e resolve ir para a África, deixando Meredith para lidar com a mãe. Meredith, depois de umas atitudes doidas de mãe, interna ela em um asilo. Então, quando Nina volta, para espalharem as cinzas do pai, fica furiosa e tira a mãe do asilo levando-a de volta para a casa.

A partir daí, Nina começa a incomodar a mãe para que conte o conto de fadas. Acontece que de conto de fadas a história não tem nada. Ela é uma história verdadeira que se passa na Rússia durante a Segunda Guerra Mundial. Aos poucos você vai sendo apresentado aos personagens desse "conto" e entendendo junto com Nina e Meredith o que aconteceu.

É uma obra tremendamente profunda, pois conta sobre um período terrível em que as mulheres tinham que ser muito fortes, não por si mesmas, mas pelos seus filhos. Enquanto os maridos iam para a guerra, elas tinham que cuidar das crianças, sendo que, na Rússia, naquela época, morrer era fácil, tanto pela falta de alimentos, quanto pelo frio congelante do inverno.

Não vou dizer que achei justificável o motivo para a mãe delas ser tão fria por anos com as duas. Deu para entender a base, claro, mas essa atitude não resolveria nada do que aconteceu, só serviu para magoar as três.

Achei muito emocionante como a autora foi construindo uma relação entre mãe e filhas, onde antes não existia nada. Além disso, cada uma delas tinha uma história individual que te fazia torcer por elas e sofrer com elas.

Kristin Hannah novamente trouxe a tona o valor da mulher, como são fortes em todos os momentos. Porém, trouxe também exemplos de mulheres que foram fortes não por serem mulheres, mas por serem mães.

Não tenho um ponto negativo para falar a vocês sobre a obra. Emocionei-me no decorrer de toda obra e fiquei torcendo por um final feliz para estas mulheres que passaram por tanta dor.

No fim, você percebe a importância da família na vida de uma pessoa e em como o passado de alguns muda o presente de outros.

A capa do livro está linda e seguindo o modelo lançado originalmente, com leves mudanças. Gostei da imagem representando Anya, Nina e Meredith. Indico, com toda certeza, a leitura desta obra.




A verdade que compartilhavam, apenas com os olhares, era que Anya Whitson era uma mulher fria; todo calor que demonstrava era dirigido ao marido. Muito pouco dele alcançava as filhas.
A mulher que contara aquela história era alguém totalmente diferente, não a fria e distante Anya whitson da juventude de Nina.
Perder o amor é algo terrível, mas virar as costas para ele é insuportável.
Como era possível que sua vida inteira fosse destilada nessa verdade tão simples? As palavras importam. Sua vida fora definida por coisas ditas e não ditas, e agora seu casamento era ameaçado pelo silêncio.
Nós mulheres, fazemos escolhas por outros, não por nós mesmas e, quando somos mães, nós suportamos o que for preciso por nossas crianças. Você vai protegê-las. Isso vai doer em você; isso vai doer nelas. Seu trabalho é esconder que seu coração esta se partindo e fazer o que elas precisam que você faça.
(...) As mães não se olham; dói demais ver sua própria dor refletida nos olhos de outra mulher.


Clique na imagem para aumentá-la.

6 comentários:

  1. Lindo, que sinopse impressionante
    Parece ser perfeito para o outono e inverno, parece ser bem acolhedor

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  2. Oi!
    Quero muito ler algo da Kristin Hannah e essa historia pareceu bem interessante e emocionante e fiquei curiosa sobre esse conto, mas tem outros livros da autora que quero ler primeiro !!

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  3. Achei lindo o livro, e deu pra perceber que vou não "engoliu" o fato da mãe delas ser assim só por causa de como era difícil as coisas naquela época na Rússia, não vou dizer que é legal, mas acho que as vezes isso é o "natural" da pessoa, minha vó sempre foi assim, ela não só falava mal e atendia aos outros de má maneira(sem contar que são pouco os filhos que ela gosta)como tratava mal o meu avô também, não foi só algumas vezes mas qquase sempre, daí quando eu pensava que ela ia melhorar após a morte do meu vô(vai fazer 4 meses domingo) descubro que ela tratou ele mal até nos seus últimos dias e que mesmo após ele ter ido, ela continua a mesma pessoa. Se ela não mudou com todos os ocorridos, dificilmente mudará, então acho que isso é "normal", é o jeito da pessoa, sabe? E olha que ela vai(bom, pelo menos ia antes..) direto pra igreja.
    Gostei pelo fato de você ter gostado, e também achei a capa linda, vou acrescentar a lista. s2

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  4. Olá!
    Nossa, faz um tempo que eu pretendo ler esse livro. Já pensei em comprá-lo diversas vezes. Sempre deixo passar. Acho que eu iria gostar muito. Parece ser bem profundo mesmo. Acho a capa bonita também, traz uma leveza, uma paz.
    Ótima resenha. Quem sabe desta vez eu compre o livro. rsrs
    http://ymaia.blogspot.com.br/

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  5. Adorei a sinopse, gosto mto desse tipo de leitura e como eu amo as estações outono e inverno será uma ótima companhia... Adorei !!! Bjs

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  6. Parece ser um livro interessantíssimo, que trata de como as mulheres são fortes e guerreiras. Achei a premissa bem criativa e parece ser um livro emocionante, que passa muitas lições de vida. Fiquei super curioso! Abraços :)

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