domingo, 10 de janeiro de 2016

Resenha Distopia de Kate Willians.


Título: Distopia.
Autora: Kate Willians.
Editora: Arwen.
Número de páginas: 318.
Ano de lançamento: 2015.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Em uma sociedade governada por militantes, com um sistema incorruptível, as crianças são isoladas no regimento militar aos sete anos de idade e treinadas para serem soldados. Lá, eles aprendem da forma mais cruel a atirar e a matar, perdendo muito cedo a sua inocência. Depois da Grande Guerra, o mundo passou a ser dividido entre governantes e governados e cada um tem as suas dores, suas mágoas e limitações. E o que nos resta saber é: de qual lado você está? Porque no final das contas, não estamos vestidos para lutar... Assim como nunca estaremos vestidos para morrer...
Opinião:

Quem segue o Fantastic Books deve saber que um dos meus gêneros literários favoritos é distopia, então assim que vi o livro me animei pela leitura, infelizmente não alcançou o nível que eu esperava.

Em 2016 houve a Grande Guerra e representantes resolveram criar os regimentos, um Regimento para o Sul, um para o Norte, um para o Leste e outro para o Oeste. A história se passa, em grande parte do tempo, no Regimento Norte, no qual o coronel é pai de cinco filhos, incluso Laura, que é uma das protagonistas do livro. Do outro lado acompanhamos Thiago que foi treinado pelo regimento desde os sete anos de idade, quando as crianças são retiradas de suas famílias e encaminhadas para serem criadas pelo regimento, visando que todas tenham a mesma educação.

A ideia principal do livro que é mostrar um universo sem liberdade e como as pessoas ficam tentando buscá-la mesmo sem saber exatamente o que isso significa é boa, o problema da obra ao meu ver foram os personagens.

Não sei se a autora tentou retratar Laura como uma personagem mimada que mesmo assim consegue desempenhar um bom papel ou se a ideia era que encarássemos ela como uma heroína crível, mas para mim teve o efeito contrário, acabei detestando a personagem que tem várias mudanças de temperamento e na maioria das vezes está sendo mimada. Como no Regimento não é dada muita importância as mulheres, Laura quer provar que as mulheres são capazes de muito mais coisas, mas seu temperamento faz com que invés de retratar uma adolescente batalhadora, ela pareça uma filhinha do papai.

Por outro lado, Thiago consegue ser mais crível, mas ele passa de preocupado com um assunto a interessado em outro em segundos, estamos focados em algo complicado com ele em um momento e logo nos vemos largando aquilo de mão como se não fosse importante e indo em direção de outro assunto.

A obra vai mesclando passado e presente, o que no começo achei complicado para a leitura, mas depois me acostumei, e mostra como funciona o regimento, tanto para os governantes quanto para os governados, bem como as inquietações dos personagens sobre ele e rotinas sobre a vida deles.

Acho que a ideia base foi muito boa, mas faltou um desenvolvimento que te faça mergulhar no livro e te venda a noção de que esta embarcando em outra realidade, ou seja, que te faça esquecer que é um livro, que te faça torcer junto com os personagens. O final, ao meu ver, também deixou a desejar, não acho que aconteceria realmente aquilo.

A capa achei muito bonita, tanto a atual quanto a anterior que a autora mostra no final da obra, e também os detalhes de inicio de capítulos são bons.





- Ah não? - Questionou o coronel do Sul, irado. - Pois bem, deixa só eu abrir os teus olhos coronel, aceitei o seu filho de braços abertos em meu Regimento, em minha casa e ele retribuiu isso da forma mais indelicada possível. Aproveitando-se da inocência de minha amada Beatrice!
- Não quero me casar com um governante, mamãe. Eles são tão sérios e cheios de compromisso.
Ninguém sabe que terá que lutar até levar o primeiro soco.
Quem se atreveu a pronunciar em voz alta sobre discordar do Regimento, ou das regras ditadas pelo Coronel, nunca mais foi visto.

13 comentários:

  1. Eu comprei esse livro e também o novo livro da Kate: ''A Fada Madrinha'' e estou bem animada para ler! Distopia eu comecei a ler em versão e-book já que eu sou parceria da escritora. E concordo contigo em questão dos personagens. A Kate foi super corajosa por fazer um livro com tantos personagens, mais essa questão da Laura eu concordo, sim. Para mim ela é mimada. Vamos ver até o final do livro, se eu continuo com a mesma opinião, rs.

    Um beijo!

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    1. Laura é aquela personagem difícil kk. Tem horas que deseja sacudir ela.

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  2. Oi nossa que sinopse interessante o livro parece ser bem gostoso de ler daqueles que te prendem do começo ao fim e parece ser um livro intenso com certeza vou ler e você fez uma resenha incrível bjs.

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  3. Eu amo dispotia!! Curto muito a sinopse e a resenha e super leria.
    Apesar se gostar do gênero a novidade seria o treinamento desde criança. Fiquei curiosa pra saber s tem memorias do Thiago sobre essa época.

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    1. Também amo distopia, é só ver que é distopia e me atiro.

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  4. Olá, infelizmente esse livro não despertou minha curiosidade, e o fato de você ter dado somente 3 estrelas e dizer que a história foi pouco desenvolvida, deixou bem baixa minha vontade de ler... Acho que isso também se dá ao fato de eu não ser muito fã de distopias rs

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    1. Eu amo distopia, mas acho que a autora podia ter desenvolvido melhor.

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  5. Que pena que não foi tudo o que você esperava, mesmo assim ainda quero dar uma lida nele.
    Bjs, Rose.

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  6. Eu curto distopia, mas confesso que não senti aquela vontade de ler esse livro,talvez algum dia eu mude de ideia né? rs

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    1. Acontece, kk, tem livros que não atraem, cada um tem seus livros que brilham.

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  7. Cath!
    Gosto muito das distopias também.
    E fico triste quando um livro do tipo não atinge seu objetivo.
    Uma pena!
    “ Educação é uma coisa admirável, mas é bom recordar que nada do que vale a pena saber pode ser ensinado.” (Oscar Wilde)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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