quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Resenha Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra de Sergio Rossoni.


Título: Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra.
Autor: Sergio Rossoni.
Editora: Chiado Editora.
Número de Páginas: 383.
Ano de Lançamento: 2015.
Cortesia do autor.

Sinopse:

Após mergulhar num mundo sombrio cercado por assassinos e traidores, Birman Flint depara-se com uma estranha verdade em torno de um antigo legado transformado numa maldição. A busca pelo misterioso artefato conhecido como Ra´s ah Amnui pode ser a resposta para a conspiração em torno do Czar Gatus Ronromanovich e sua família, conduzindo Flint por caminhos obscuros muito além da sua própria compreensão. Um artefato, uma estranha seita e um assassinato, todos eles interligados por algo que parece representar a chave deste misterioso enigma. Uma jóia, um objeto de rara beleza ocultando em si um passado sombrio, lançando nosso herói numa corrida contra o tempo para salvar a dinastia Ronromanovich do desastre iminente.
Opinião:

Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra, já começa com um assassinato. Karpof Mundongovich (um camundongo) foi assassinado em Siamesa na Françoria, mas o que seu assassino não contava era que ele ainda teria tempo de escapar para um lugar seguro e deixar uma pista antes que morresse de fato. No outro dia seu corpo é encontrado, e claro a pista também. Gallileu Ponterroaux (um galo), um detetive, convoca seu amigo Birman Flint (um gato) que é um repórter investigativo para lhe ajudar nessa. Juntos e com a ajuda de Bazzou, um camundongo amigo de Flint, vão para Rudânia investigar o assassinato de Karpof que era um agente do Czar Gatus Ronromanovich. Entretanto ninguém sabia da ida do camundongo a Françoria e é ai que descobrem que ele estava escondendo algo muito grande e quis deixar pistas deste mistério antes de morrer.

Inicialmente tudo o que eles tem como pista são o caderninho de anotações de Karpof e um desenho que ele fez no chão com o próprio sangue. Nesse caderninho ele menciona um antigo Czar, Féodor Ronromanovich, e o seu diário... como também a Pérola Negra que é uma joia antiga de Gaturnino Ronromanivich, o primeiro Czar. Com essas únicas pistas eles vão para Rudânia tentar resolver este mistério junto com o Czar, seu embaixador Splendorf Gatalho e seu comissário Rudovich Esquilovisky. Lá Flint e Bazzou são apresentados a Rufus Paparov um antigo Capitão do exercito do Czar, que é quem os recebe na Rudânia e os salva de poucas e boas, além de ser muito inteligente e também ajudar na investigação. Um pouco para mais da metade do livro, nossos personagens encontram mais pistas no caderninho de Karpof, e essas pistas o levam a outras e ai sim começam a desvendar o caso, até que temos o desfecho da estória.

Bom, como podem perceber o livro é protagonizado por animais que agem e vivem como nós humanos. E se engana quem acha que é um livro infantil, até achei que era, mas livros infantis com animais falantes não tem assassinato, animais bebendo e fumando não é mesmo? O autor foi bastante criativo em criar todo esse mundo com uma sociedade composta por animais. Mas devo admitir que foi bem difícil para mim imaginar os animais agindo como seres humanos.

Vi que era um livro de suspense e com um detetive, então eu imaginei que seria algo bem no estilo Sherlock Holmes, que eu adoro, mas foi bem diferente. Para começar, o livro começa com o assassinato. Até ai tudo bem, mas nós leitores sabemos quem é o assassino. Sim, isso nos é revelado. Então já da para saber que apesar de ninguém além de Karpof saber quem é o seu assassino, o mais importante no livro não é isso. Então o mistério esta envolto nas pistas que o camundongo deixou e o que tudo isso tem a ver com o Czar e os seus antecessores.

Achei legal o livro alternar a investigação com o "outro lado" das história, ou seja o lado dos vilões, e ir nos mostrando pouco a pouco no que estão envolvidos, isso sem nos revelar tudo é claro. Mas aparentemente ainda tem muita coisa por vir, já que o livro termina em suspense e esse é apenas o Volume 1 das aventuras de Flint. Uma coisa que não gostei e pesou muito, é que o livro é MUITO detalhado, muito mesmo. E isso tornou a leitura bem arrastada e cansativa, admito que fiquei com sono em várias partes. Foram várias páginas descrevendo o palácio do Czar, ou a casa de Patovinsky... Era tão detalhado que até a forma como a luz entrava pela janela era descrita.

Foi divertido ler os trocadilhos que o autor fez com os nomes dos personagens colocando algo relacionado ao animal no nome ou sobrenome. E também por na narração ele colocar ' miou', 'rosnou', 'cacarejou'... e por ai vai. Bom e os países tem nomes parecidos com os países que nós, humanos, conhecemos. Uma coisa interessante que descobri em uma nota do autor no fim do livro é que a família real foi inspirada na família Romanov e um dos vilões, que não vou citar pois é importante, foi inspirado em Rasputin. Quem conhece a história da família Romanov vai pegar as referências quando ler.

Achei a capa bem interessante, apesar de eu não imagina Flint ou Bazzou sérios como estão na capa, principalmente o Bazzou que imagino sendo um camundongo muito fofo. Encontrei apenas um erro de escrita no livro todo, ao invés de 'Ave de Rapina' esta escrito ' Ave de Rápida'. A qualidade do livro esta impecável, como sempre é de se esperar da Chiado Editora.


Gallileu deu um trago, pensativo, parecendo preocupado com os demais à sua volta quando se aproximou, entregando-lhe o livreto com um gesto bastante discreto. O monóculo encaixando no bico, refletindo a imagem do gato.
"Uma boa noite de sono", pensou o gato, imaginando ser tudo de que precisava naquele instante. Uma boa noite de sono.
A ave de rapina se posicionando atrás do roedor, feito um guardião, como se algo naquela estranha figura chegasse mesmo a incomodá-lo.

3 comentários:

  1. Quando vi a capa esse livro achei bem infantil hahaha mas achei interessante a história ,quero muito ler ele :)

    ResponderExcluir
  2. Achei a capa interessante também, mas não me interessei tanto pelo enredo.
    Bjs, Rose.

    ResponderExcluir
  3. Ei Pamella!
    Como falei gosto de livros com animais e colocá-los aqui como a vivenciarem a vida como humanos, deve ser bem interessante.
    Os nomes são bem sui generis e mais um atrativo para leitura, além de todo mistério.
    “ Educação é uma coisa admirável, mas é bom recordar que nada do que vale a pena saber pode ser ensinado.” (Oscar Wilde)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir