sábado, 2 de janeiro de 2016

Resenha A dama de papel de Catarina Muniz.


Título: A dama de papel.
Autora: Catarina Muniz.
Editora: Universo dos Livros.
Número de páginas: 256.
Ano de lançamento: 2015.
Cortesia da editora.

Sinopse:

Localizado na zona periférica de Londres em meados do século XIX, o bordel de Molly está sempre repleto de fregueses: ricos e pobres, magnatas e operários. O que nenhum deles sabe - nem mesmo as outras trabalhadoras do estabelecimento - é que a dona do prostíbulo optara por ser "mulher da vida fácil" após fugir de um casamento forçado, abrigando-se nas entranhas de um cortiço na busca indelével por liberdade. Certa vez, no entanto, Molly é inebriada pelas propostas de um cliente: Charles O'Connor, o herdeiro de um império têxtil, deseja que ela seja somente sua. Molly, arrebatada pelas sensações provocadas pelo novo amante, se vê obrigada a questionar o modo de vida que conduzira com orgulho até então, além de testar os limites da liberdade obtida a duras penas. Entregues à avassaladora paixão e à incrível química sexual que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias sociais e a moral conservadora da época para dar continuidade a este amor proibido. Mas terão de pagar um preço alto por suas decisões.

Opinião:

De surpresa, recebi a edição especial de pré-lançamento do livro, pela Editora Universo dos Livros.

Achei, a princípio, que encontraria uma história de amor entre um nobre da sociedade e uma prostituta, mas no final cheguei a conclusão que não é exatamente sobre isso que trata a obra, mas sim sobre a liberdade das mulheres.

O livro se passa em meados do século XIX. Molly, tinha uma vida de classe média com sua família, mas quando foi combinado seu casamento com um senhor mais velho, que ela não suportava, resolveu fugir de casa e terminou virando prostituta.

Anos depois, quando ela já é a responsável por um bordel, recebe a visita de Charles O´Connor, herdeiro de fábricas têxtil que tem uma bela mulher, Katherine, e filhos, mas que se encanta por Molly, aos poucos se apaixonando por ela.

Charles, então, começa a escrever poemas sexuais (os quais eu não gostei) sobre Molly e como se sente, que termina se espalhando pela cidade, e sua própria esposa se sente entusiasmada por eles, querendo saber quem os criou.

Até aqui parece um romance normal, mas o foco dele não é o amor entre os personagens, mas sim como Molly se vê tendo que escolher entre Charles e sua liberdade que conquistou a duras penas, ao mesmo tempo que se reencontra com seu antigo noivo que agora é casado com sua irmã e tenta chantageá-la.

O objetivo da obra, ao meu ver, é atingido, mostrando como é cruel a luta por liberdade, e como é dificil vencer os preconceitos, porém os personagens não me convenceram como pessoas, normalmente tem aquele personagem que, mesmo cheio de defeitos, você termina adorando, mas não é o caso. Nenhum dos personagens me conquistou, eu estava acompanhando a vida deles, só que eles não pareciam intensos. Essa foi a dificuldade que encontrei na leitura, a falta de emoções profundas nos personagens que me fizesse torcer fervorosamente por eles.

Quanto a capa, é muito bonita. Acho que ela retrata o charme que Molly tem. Por fim, não encontrei erros de português durante a leitura. Na minha opinião a obra é boa para quem deseja um momento de reflexão.


Durante toda a comemoração, o nome de Melinda havia sido cuidadosamente evitado por todos os presentes. Apenas algumas mulheres arriscavam um palpite sobre a "burrice da mais velha".
Molly gelava. O ódio que nutria por Albert fora quintuplicado naquele exato momento. "Que verme desprezível!", pensou ela.

Trancou-se mais que depressa no próprio quarto. Olhou para os lados. Procurou na gaveta da cômoda, na pequena mesa ao lado da cama. Nada. Olhou em volta. Percebeu a cama um tanto desarrumada. Jogou lençõis pelo ar até que, embaixo do travesseiro da esposa, encontrou o papel dobrado e amassado. abriu com as mãos trêmulas. Sim, era realmente um dos textos que escrevera para Molly. Mas aquela não era sua letra! Aquela era a letra de Katherine! Ela havia copiado o texto. Mas de onde? De quem?

- É assim que será, Katherine. Se devemos manter esse teatro em nome da boa condução de nossas finanças, então que ao menos sejamos francos um com o outro. Não desrespeito nossa casa. Peço que não faça mais o mesmo. Ou serei obrigado a me divorciar de você.

16 comentários:

  1. Cath!
    Talvez a falta de identificação tenha sido justamente pelo fato de o romance não ser o foco e sim a liberdade feminina, não sei...
    Sei que adoro os romances passados no século XIX e gostaria de ler.
    Desejo um 2016 carregado de saúde, realizações e muito sucesso em tudo que empreender.
    “Este ano foi um grande ano! Foram momentos de alegrias constantes e tristezas passageiras. Gostaria de agradecer imensamente sua companhia, seu apoio, sua lembrança! Obrigado por me presentear com sua amizade e carinho! Desejo-lhe um feliz ano novo. Forte abraço!” (Givas Demore)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participe do TOP COMENTARISTA de Janeiro, são 4 livros e 3 ganhadores!

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    1. Eu me considero feminista, então não sei se é isso, acho que o romance não foi tão crível quanto eu gostaria.

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  2. Oi Cath adoro livros que se passam em outra época lendo a sinopse e a resenha confesso que o livro me chamou bastante a atenção parece ser daqueles livros que te prendem do começo ao fim com certeza vou le-lo obrigada pela dica bjs.

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  3. não conhecia esse livro,fiquei curiosa acerca dele e adoro tramas de outras épocas...são minhas preferidas. ;)
    bjosss

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    1. Eu admito... que gosto de todas as épocas, haha.

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  4. Oi Cath, quando os personagens não ganham nossa simpatia, o enredo acaba perdendo em qualidade, e é uma pena quando isso acontece. A Capa é muito bonita realmente. A luta pela liberdade é uma constante até hoje, e sempre permeada de dificuldades.
    Bj, Rose.

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    1. Sim, pois você sempre deseja que os personagens te cativem.

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  5. Não curto romances de época, mas achei legal o nome do livro, ser por conta dos poemas escritos sobre ela. Também acho que essa forma de Liberdade não bem... Liberdade. Acho que os personagens não são mesmo tão marcantes porque não vejo um desfecho legal.

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    1. Foi minha opinião, já li resenhas de pessoas que amaram a obra.

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  6. Não gosto de livros de época e é muito raro eu ler algo do gênero.
    Esse livro não me chamou a atenção em nada, então não leria.

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    1. Eu gosto de livros de época, acho que tem seu encanto.

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  7. Olá, adoro livros de época, mas acho que como você também não me identificaria por esse, por não ter o foco romance e sim a luta pela liberdade da mulher, acho que não leria, bjos

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    1. A luta pela liberdade é muito importante, só achei que o romance tinha que ser mais crível.

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  8. Esse tipo de livro não faz meu estilo,apesar da capa ser bonita, acho que eu não leria, talvez um dia né? hahah

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