terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Resenha 32 de Isabel Dias.


Título: 32 - Um homem para cada ano que passei com você.
Autora: Isabel Dias.
Editora: Livros de Safra.
Número de Páginas: 216. 
Ano de Lançamento: 2015.
Cortesia da Editora.

Sinopse:

Do que é capaz uma mulher traída? Isabel Dias refletiu, refletiu e perdoou, pensando no futuro. Mas descobrir novas mulheres do seu marido foi demais. Avisou os três filhos e exigiu a separação, chamou isso de “Operação Chega de Bandalheira”. Deixou sua cidade e veio para São Paulo. Na frente do espelho resolveu mudar, partiu em busca da sua feminilidade, não aceitando estar velha demais para não poder “aproveitar a vida”. No começo queria vingança, não contou para ninguém mas saiu em busca de 32 homens, um para cada ano que passou casada. Precisou de coragem e ousadia, mas encontrou muito mais do que o prazer lindamente narrado em cada história. Encontrou uma feminilidade desconhecida, enfrentou medos, temores, tabus, queria a verdade, queria os limites, com alguns se decepcionou, mas descobriu que sabia pouco de si mesma, que era uma mulher muito mais completa do que pensava. E ainda por cima resolveu dividir isso com as mulheres e com os homens. Produziu um livro que é erótico, mas é também libertador para elas e questionador para eles. É uma jornada de auto-conhecimento onde o leitor participa como voyeur da história dela, mas ativo na própria história, é impossível ler 32 e não pensar no próprio relacionamento. 32 excita, questiona, incomoda, liberta, distrai, informa. Não é exagero dizer que muda vidas. Depois dele, talvez a traição seja mais pensada e discutida dentro dos casais. Prefácio do “especialista em relacionamentos” Xico Sá.
Opinião:

32 começa com Isabel contando sobre as desconfianças que tinha do marido e como acabou descobrindo uma traição. Logo em seguida com a ajuda dos filhos começou uma investigação na internet e acabou descobrindo que seu marido não a traía com apenas uma mulher, mas com quatro. A partir desse momento ela resolveu acabar com tudo, enfrentou o marido e resolveu se divorciar.

Depois deste momento é que começa a aventura de Isabel com os 32 homens. Ela se inscreveu em um site para encontrar relacionamentos 'amorosos' e fez o seu perfil, mentindo o nome que colocou como Estela Andrade e sua idade que colocou como 48 anos, sendo que já passava um pouquinho dos 50. E é assim que escolhendo a dedo ela começa a 'colecionar' os seus 32. Saiu com homens mais novos que ela, como o número um que não ligava para a idade, sendo que ela estava muito nervosa e mas acabou se soltando. E teve até experiências bem diferentes como um sexo a três e com uma mulher. Mas no fim das contas ela percebe que o importante não eram os 32, mas sim a auto descoberta pela qual ela passou.

Bom... esse livro é uma situação muito delicada, pois se trata de uma história real. Devo dizer que Isabel Dias foi muito corajosa de expor sua vida e sua intimidade dessa maneira. Mas devo também dizer que não concordo com algumas atitudes dela. Ela foi traída pelo marido, ficou arrasada, chegou a agredi-lo de tanta raiva que sentiu, mas a maioria dos homens com quem ela saiu eram casados. E eu não acho certo ela de certa maneira 'ajudar' outros homens a traírem suas esposas. Não foi legal o que aconteceu com ela e por ter sofrido essa dor, eu não acho que ela deveria ter feito com outras mulheres o mesmo que fizeram com ela. Lembrando que não estou condenando ela, ao meu ver tanto ela como os homens que traíram suas esposas estavam errados (eles mais por ser deles o compromisso). Mais para o fim do livro, ela reflete sobre isso, sobre não querer destruir casamentos e sobre a maioria dos homens que ela saiu serem casados, pois... ela acabou sendo descoberta uma vez e ela não gostava disso. Então acabou tudo com ele e desapareceu.

Outra coisa que não gostei muito é que o livro usa muitas palavras de baixo calão, não vejo problemas disso em algo que alguém diz, afinal a pessoa disse mesmo. Mas esta espalhado até pelo texto e eu não gosto muito disso, mas acho que isso é uma coisa pessoal, pois outras pessoas podem não se importar com esse linguajar. 

Achei a capa bem interessante e é inspirada em uma foto que Simone De Beauvoir tirou no banheiro do amante Nelson Algren em 1950, pelo que diz no livro não se pode falar de feminilidade sem falar de feminismo então se lembraram dela. Eu gostei muito da fonte, da a impressão de que esta lendo algo escrito em maquina de escrever só que com a fonte um pouco mais bonita. A qualidade dos livro esta impecável como sempre.


Talvez tenhamos vivido tanto tempo assim: eu acreditando na história da carochinha e ele em suas próprias mentiras... os dois iludidos, acometidos por miragens.
Amizade. Porque, na verdade, neste momento eu não queria outra coisa. Queria sim, só conhecer gente, trocar ideias, me sentir abrigada. Até porque a gente às vezes se abriga mais com os desconhecidos do que com os próximos.
E logo eu que sofri ao ser traída, agora estava fazendo a mesma coisa? Quando eu me dispunha a conhecer alguém, o fazia conscientemente de que seriam apenas momentos. Só a parte boa. Era só um aprendizado casual. Porque eu sempre aprendia (até o que não tinha que fazer de novo).

3 comentários:

  1. hahahahha choquei com essa capa, achei a história interessante,mas não sei se eu leria, não curto muito o gênero.

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  2. Eu li uma resenha dele na semana passada e gostei da premissa do livro. Não sei se leria no momento, mas é um livro que eu leria sim.
    Bjs, rose.

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  3. Pamella!
    Gosto dos livros baseados em histórias reais e gostei da coragem da autora em se expor dessa forma.
    Não sei se tomaria a atitude que ela tomou... não sei se a 'vingança' feita dessa forma seria correta, afinal, ele nem se tocou, porém acredito que como experiência pessoal, ela deve ter aprendido muito.
    “ Educação é uma coisa admirável, mas é bom recordar que nada do que vale a pena saber pode ser ensinado.” (Oscar Wilde)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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