domingo, 6 de dezembro de 2015

Resenha Volkodlák - A Maldição do Tempo de Roxane Norris.


Título: Volkodlák - A Maldição do Tempo.
Autora: Roxane Norris.
Editora: Modo Editora.
Número de páginas: 288.
Ano de Lançamento: 2013.
Cortesia da autora.

Sinopse:

Neste primeiro volume, A Maldição do Tempo, voltamos à Irlanda do Século XIV, onde a caça às bruxas segue seu rumo impiedosamente. O romance começa na tentativa de Lady Alice salvar seu amante através de rituais pagãos, invocando um antigo espírito: Volkodlák. Contudo, o que era para ser a cura se torna uma maldição para todos os envolvidos no episódio. O jovem amante, Joseph, é condenado a vagar pela terra numa forma meio humana, meio loba. Petronella é queimada viva na fogueira e Lady Alice é dada como desaparecida. Em meio ao caos em que sua vida se transforma, Joseph abandona completamente sua antiga existência. Contudo, certos laços o prendem ao passado e um deles, em especial, se torna a sombra de Joseph. O Bispo, que naquela fatídica noite também perseguia Alice. Mistérios começam a ser desvendados ao longo da trama que arrasta Joseph para várias aventuras, até que chega ao Brasil em meio aos cafezais de 1860, e encontra a bela e misteriosa Yamê.
Opinião:

Volkodlák nos traz uma ideia já bem conhecida, a licantropia, porém, ao contrário do que vemos muito hoje em dia, essa licantropia é adquirida "a moda antiga", através de métodos de bruxaria e evocação de demônios - que no caso, se trata de Volkodlák -, e tudo começa durante o início da inquisição, passando pela época da escravidão nos Estados Unidos e no Brasil, na época da prosperidade dos cafezais.

Amei o prólogo, mas quando parti para a história em si, percebi que arrastaria com a leitura deste, não pelo enredo, mas pela escrita. Roxane trata dos personagens pela cor dos olhos, e as vezes, pela cor dos cabelos, e eu achei isso diferente e chato, por que já deixa a impressão de que ela se focará muito em detalhes um tanto quanto desnecessários.

Outro ponto ruim é, novamente, a enrolação. Quando a história finalmente estava "pegando no tranco", eu já estava cansada de ler. Confesso que corri com o final, porque já estava meio sem paciência.

Volto a falar: A história é muito boa, tem muitas partes que cativam, mas a forma como estava escrita não meu atraiu muito. Eu pensava "Nossa, preciso ler Volkodlák, preciso saber o que acontece com Amíra e Joseph", mas logo lembrava que precisaria resgatar alguns detalhes do começo antes de começar a leitura. Apesar das ótimas notas e opiniões do Skoob, não foi uma leitura que me agradou muito.

Me desprendendo um pouco da questão "leitura", preciso mencionar que a capa é simplesmente maravilhosa, e traz a figura da linda Yamê. Gostaria muito de chamar atenção também para Joseph e Aiden, seu "sobrinho"... Eles fazem qualquer uma suspirar por lobos, embora Joseph seja meio fresco e dramático (o que me lembrou bastante a Kelsey de A Maldição do Tigre), o que me fez querer entrar no livro diversas vezes pra bater nele, mas nada que a gente não possa relevar e seguir com a leitura.

E você? Já leu Volkodlák? Se sim, deixe aqui sua opinião. Espero que tenham curtido e até a próxima. Beijinhos!

 
Dourados nos azuis, olhos que se cruzaram, piscando até compreenderem o que ela queria. A cabeça que se abaixou até que ela pudesse toca-lo e acariciar seu pelo.
- Claro - conseguiu responder devidamente, deixando sua mão na dele. - Sei que é uma opala, mas gosto de pensar que ganhei a lua.
Sem esperar por resposta, deixou os dois na varanda. O corpo de Yamê ainda tremia entre os braços do pai.

7 comentários:

  1. Oi Bia! Eu ainda não tinha ouvido falar de Volkodlák, mas vou ser sincera em dizer que não sou muito fã de sobrenatural, mesmo que uma vez ou outra eu arrisque ler algo do gênero.
    É realmente desapontador quando estamos empolgados em ler uma estória que tinha tudo para dar certo, mas ele acaba decepcionando, né? Desde que li a sinopse já não me interessei e sua resenha só me fez concluir este pensamento, mas a resenha ficou incrível e gostei de sua sinceridade nela.
    Bjs!

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  2. Bia!
    Não li ainda o livro, mas gosto muito do tema licantropia, os lobinhos chamam minha atenção.
    Fiquei foi intrigada por saber que a autora usa uma forma diferente de identificar as raças.
    Acredito que ao irmos com muita ansiedade para uma leitura, acabamos mesmo nos decepcionando quando ela não sai a contento.
    “Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos.” (Albert Einstein)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista de Dezembro, serão 6 livros e 3 ganhadores!

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  3. Oiii....
    bom nao vou mentir descordo com vc ....nao gostei da capa e nem da sinopse...amo bruxos.magia.suspense...mais acho que a autora nao fez uma boa historia...posso estar enganada...mas e o que eu acho....e isso...bjss...

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  4. Não conhecia o livro e uma pena que a leitura tenha sido tão cansativa. É ruim quando isso acontece.
    Bj,Rose

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  5. Não fazia ideia da existência deste livro, mas é uma difícil quando a leitura é arrastada, me irrita profundamente isso. Acho que não leria.

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  6. Oi!
    O livro pareceu legal com um bom enrendo e um modo novo para mim de falar sobre a licantropia, mas não foi uma historia que me envolveu e quando a leitura fica arrastada acaba que me desamino com a leitura e deixando o livro !!

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  7. Oi Bia!
    Eu ainda não conhecia o livro, mas a sinopse me deixou bem animada, porque gosto muito de estórias medievais, ainda mais quando envolvem magia! É uma pena que a escrita da autora não tenha te agradado tanto, mesmo assim vou deixar anotado na listinha de livros desejados.
    Beijos

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