terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Resenha Alice no país das armadilhas de Mainak Dhar.


Título: Alice no País das Armadilhas.
Autor: Mainak Dhar.
Editora: Única.
Número de páginas: 256.
Ano de lançamento: 2015.
Cortesia da editora.

Sinopse:
O planeta Terra foi devastado por um ataque nuclear, e boa parte de sua população se transformou em Mordedores, mortos-vivos que se alimentam de sangue e, com sua mordida, fazem dos humanos seres como eles. Alice é uma jovem humana de 15 anos que mora no País das Armadilhas, nos arredores da cidade que um dia foi Nova Déli, na Índia. Ela nasceu nessa nova realidade aterrorizante e teve de aprender a se defender sozinha desde cedo. As coisas mudam quando Alice decide seguir um Mordedor por um buraco no chão: ela descobre a estarrecedora verdade por trás da origem das criaturas e se dá conta da profecia que ela mesma está destinada a consumar — uma profecia que se baseia nos restos chamuscados do último livro encontrado no País das Armadilhas, uma obra chamada Alice no País das Maravilhas. Uma mistura incomum de mitos, teorias conspiratórias e Lewis Caroll, Alice no País das Armadilhas pode parecer mais uma história de zumbi, mas é uma metáfora instigante de como tendemos a demonizar aquilo que não compreendemos.
Opinião:

Zumbis e Alice no país das maravilhas? Sim, o autor Mainak Dhar conseguiu juntar as duas coisas nesse livro.
 
Na obra, os zumbis são chamados de mordedores, tem partes dos seus corpos podres como em The Walking Dead (vamos admitir que é falar em zumbis e lembramos do seriado), mas a personagem principal, chamada Alice, acaba por descobrir que não são tão malvados quanto parecem.
 
Alice acaba seguindo o mordedor Orelhudo (clara referência ao coelho) por um buraco no chão, onde fica a casa dos mordedores, mas, ao ser encurralada, é levada à Rainha deles, que, para surpresa da garota, consegue falar na linguagem dela e fez uma profecia ao seu respeito.
 
A Rainha conta que os mordedores só atacam os humanos para se defenderem e que ela fez uma profecia que Alice salvaria os mordedores com base no livro Alice e o país das maravilhas. Também descobre que os mordedores foram criados graças a um grupo do antigo governo que queria instaurar o caos para depois assumir o controle.
 
Aos poucos Alice começa acreditar na história da Rainha e se vê tendo que coordenar uma revolução no território do país das armadilhas, que se localiza na Índia.
 
A premissa do livro parece boa, mas eu achei a maneira do autor contar a história um pouco enfadonha. Primeiro ele tenta vender a idéia de que Alice é uma menina prodígio, excelente em armas, mas só o que me pareceu é que Alice é teimosa e chatinha. Depois, embora a ideia central tenha sido boa eu acho que ele não soube desenvolver a história, pois todos os acontecimentos são rápidos e sem muita emoção.
 
O autor, evidentemente tentou criar personagens que cativassem ou que fossem detestáveis, mas me pareceu faltar essência, eles não me fizeram nem tomar seu partido, nem ir contra eles, só me pareceram tremendamente chatos.
 
Eu vi resenhas bem positivas sobre a obra, mas achei que faltou desenvolvimento a história, faltou algo que cativasse e te fizesse mergulhar nas páginas.
 
A arte da capa é tremendamente bem feita, da vontade de comprar só por ela, consegue chamar atenção de longe.
 
Não encontrei erros no decorrer da leitura no quesito português.
 


Uma morta-viva? Uma Mordedora? Ou qual outro rótulo odioso você usaria? Esse sempre foi o problema de vocês, humanos. Transformam em objeto de ódio tudo o que não conseguem compreender. É tão mais fácil detestar e destruir do que procurar entender.
Quando Alice foi dormir, a senhora Gladwell repensou nas palavras da Rainha. Será mesmo que havia homens no poder que não faziam parte da conspiração? Haveria, afinal, alguma esperança?

Enquanto caminhava, Alice cabisbaixa foi empurrada à frente na direção do helicóptero que a aguardava, e ficou imaginando se a bala que a mataria estava prestes a ser disparada. 

4 comentários:

  1. Cath!
    Gosto muito das releituras dos contos de fadas e aqui me parece que ela é bem diferenciada.
    Também li várias resenhas positivas, porém cada leitor percebe o livro de uma forma e por vezes tem coisas que não se enquadram como deveria.
    Desejo um 2016 carregado de saúde, realizações e muito sucesso em tudo que empreender.
    “Que as conquistas no Ano Novo, cheguem na sua vida como confetes: Abundantes, Alegres e festivas...FELIZ SEMPRE!!” (Ana Marise)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  2. Oiiii...
    bom deve ser muito legal uma nova historia....mas e ruim quando um autor faça isso mas nao desenvolve bem a historia como vc disse....mas seria uma otima experiencia...boa resenha...otima dica....bjsss..

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  3. Oi!
    A premissa da estória é mesmo muito boa, é uma pena que o autor não tenha desenvolvido bem. Por enquanto vou deixar a dica passar... Gostei muito da sua resenha!
    Beijos

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  4. Oi!
    Gosto muito da historia de Alice e achei bem legal essa mistura com zumbis pela resenha não gostei muito do livro mesmo a premissa estando mesmo interessante e a capa ficou maravilhosa da vontade mesmo de comprar só de olhar !!

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