quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Resenha A Irmandade Perdida de Anne Fortier.


Título: A Irmandade Perdida.
Autora: Anne Fortier.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 528.
Ano de lançamento: 2015.
Cortesia.

Sinopse:
Diana Morgan é professora da renomada Universidade de Oxford. Especialista em mitologia grega, tem verdadeira obsessão pelo assunto desde a infância, quando sua excêntrica avó alegou ser uma amazona – e desapareceu sem deixar vestígios. No mundo acadêmico, a fixação de Diana pelas amazonas é motivo de piada, porém ela acaba recebendo uma oferta irrecusável de uma misteriosa instituição. Financiada pela Fundação Skolsky, a pesquisadora viaja para o norte da África, onde conhece Nick Barrán, um homem enigmático que a guia até um templo recém-encontrado, encoberto há 3 mil anos pela areia do deserto. Com a ajuda de um caderno deixado pela avó, Diana começa a decifrar as estranhas inscrições registradas no templo e logo encontra o nome de Mirina, a primeira rainha amazona. Na Idade do Bronze, ela atravessou o Mediterrâneo em uma tentativa heroica de libertar suas irmãs, sequestradas por piratas gregos. Seguindo os rastros dessas guerreiras, Diana e Nick se lançam em uma jornada em busca da verdade por trás do mito – algo capaz de mudar suas vidas, mas também de despertar a ganância de colecionadores de arte dispostos a tudo para pôr as mãos no lendário Tesouro das Amazonas. Entrelaçando passado e presente e percorrendo Inglaterra, Argélia, Grécia e as ruínas de Troia, A irmandade perdida é uma aventura apaixonante sobre duas mulheres separadas por milênios, mas com uma luta em comum: manter vivas as amazonas e preservar seu legado para a humanidade.
Opinião:

Quem já leu Julieta entenderá quando eu falar que me animei ao ler o nome Anne Fortier nos lançamentos da Editora Arqueiro e sabia, sem precisar nem ler a sinopse, que queria A Irmandade Perdida e já adianto que vale totalmente a pena. 

Diana Morgan é um filóloga e trabalha na Universidade de Oxford, mas tem uma imensa fixação pelas amazonas, o que no seu meio não é levado muito a sério. Ocorre que Diana tem um motivo para isso, quando era criança sua avó passou a morar na sua casa por um tempo e ela acreditava ser uma amazona. Evidentemente, o período de convivência não durou muito já que os pais de Diana não queriam que ela ficasse perto da sua avó, mas a fixação se manteve.

Então quando Diana é parada e recebe o convite de fazer uma viagem para desvendar um idioma que acreditam estar relacionado com as amazonas ela não aguenta muito tempo e resolve ir, mesmo não sabendo nada sobre as pessoas com quem está lidando.

Quando chega ao local é apresentada a Nick que parece não gostar muito dela e é todo enigmático, mas o que importa é o templo que estava encoberto pela areia e que tem algumas inscrições que combinam com a do caderno que sua avó deixou para ela e a ajuda a desvendar um pedaço da história.

Ocorre que nós não ficamos acompanhando somente a história de Diana, mas voltamos no tempo e assistimos a história de Mirina, uma garota que quando a aldeia é infestada foge com a irmã que perdeu a visão. Elas viajam até chegar ao templo da Deusa da Lua que de acordo com a mãe morta delas poderia fazer "milagres", como restaurar a visão de sua irmã. Porém, pouco tempo depois de serem aceitas na irmandade ocorre uma invasão e o mundo de Mirina muda totalmente novamente. Claro que não contarei spoiler, mas o universo de Mirina termina se entrelaçando com o do príncipe Páris, de Troia.

Não quero contar muito da história para não tirar a emoção da leitura, mas tanto Diana quanto Mirina acabam embarcando em várias situações tensas, nunca parando quietas em um único lugar.

Em geral é um capítulo contanto a história de Diana intercalado com outro de Mirina, o que serve para deixar o leitor curioso (ao menos comigo adiantou) já que no clímax você acaba passando a outro enredo e assim vai.

Obviamente, como conta a história das supostas amazonas as personagens femininas do livro tem um temperamento bom e você não vai se irritar com nenhum drama delas, pois em sua maioria, elas não os fazem.

Eu admito que quando peguei o livro para ler já havia esquecido que na sinopse falava sobre Troia (eu tenho essa mentalidade louca que acaba sendo muito boa que é ler a sinopse e quando pego o livro eu esqueço ela, assim sempre me surpreendo) e quando chegou a parte eu fiquei U-A-U. É incrível você ver como é possível ter tantos pontos de vistas coerentes sobre um mesmo passado ou mito. Embora eu não concorde totalmente com o ponto de vista das amazonas, tem como você ser feminista sem ser altamente radical.

Novamente Anne Fortier me surpreendeu positivamente e me fez ficar ansiosa pelo próximo livro que vai vir dela, pois já provou que o talento não foi coisa de uma obra só. 



- Não! - Ergui as mãos para impedi-lo de se aproximar. - Que imbecil eu fui, uma imbecil! É claro que você nunca teve nenhum interesse nas amazonas; mal sabia quem elas eram! Mas isso não o impediu de sequestrar uma filóloga sem um tostão e usá-la como isca, não é?!
O que eu nunca havia entendido direito era que a batalha fora uma emboscada executada de forma brilhante por integrantes de tribos da região e que as legiões romanas tinham sido enganadas para adentrar um terreno que invalidava sua superioridade em matéria de armamentos e impossibilitava as formações de combate. Obrigado a marchar por uma trilha estreita na floresta, o exército havia se separado a tal ponto que perdera a força numérica, e os soldados, sem dúvida intimidados pela imensidão das matas germânicas, deviam ter se sentido estranhamente pequenos e vulneráveis mesmo antes de iniciado o ataque.
- Em todos os meus anos, nunca vi um caso tão claro de intervenção divina - disse ela. - Pela infinita justiça da Deusa, você sofreu e sobreviveu à punição de sua mãe, lavando assim a culpa de ambas. E depois de ouvi-la defender sua irmã... - Ela olhou para as sacerdotistas silenciosas. - ... eu diria que você passou em todos os testes de dignidade.

 

  

5 comentários:

  1. Olá!
    Eu achei a sinopse muito boa. Tem um tom enigmático que me lembrou os livros de Dan Brown, algo nesse estilo. Só não curti a capa, pois me transmitiu outra ideia sobre a trama.
    Ótima resenha. Beijos!
    http://ymaia.blogspot.com.br/

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  2. Oi....
    amei o livro....adoro aventuras com quê de miaterio.....tomara que ela descubra o enigmas.....e a avo dela sera que era realmente uma amazona ou e so uma obseçao....ahhhhh.....louca pra ler...obg pela dica e bjsss....

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  3. Quando vi a capa do livro também sabia que precisava ler. Infelizmente ainda não li, mas estou muito satisfeita com as resenhas que saíram dele. Li pouca coisa com amazonas, mas também acho que é preciso radicalismo.
    Bjs, Rose

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  4. Eita Cath!
    Adorei a resenha e fiquei bem interessada na leitura.
    Gosto do artifício de um capítulo destinada a cada uma das protagonistas, assim embarcamos em duas histórias diferentes e que no final, se juntam!
    “A beleza é a única coisa preciosa na vida. É difícil encontrá-la - mas quem consegue descobre tudo.”(Charles Chaplin)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  5. Olá!!
    Eu mesmo não conhecendo a escrita da autora como você eu me animei quando vi esse livro nos lançamentos e coloquei em minha lista de desejos sem nem ler a sinopse, a capa é linda perfeita mesmo, e a historia minha gente é muito boa , to fascinada só de ter lido algumas resenhas então não vejo a hora de te-lo em mãos pra apreciar essa bela leitura.
    Bjocas!!

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