quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Resenha As Sete Luas – A Saga de uma tribo de Salustiano Souza.



Título: As Sete Luas - A Saga de uma tribo.
Autor: Salustiano Souza.
Editora: Giostri.
Número de Páginas: 190.
Ano de Lançamento: 2015.
Cortesia do Autor.

Sinopse:

As obras da Usina de Belo Monte, no Estado do Pará, Região Norte do Brasil, correm a todo vapor. Uma grande área de terra será inundada, provocando inúmeros prejuízos à natureza e aos povos indígenas da região. A recusa dos índios Kambebas, de saírem de suas terras ameaça a conclusão da obra. Ligados à questão da desocupação do espaço estão o militar Capitão Marcos, a bela Sofia e o ambicioso Jorge, cujos destinos se entrelaçam.
Opinião:

O livro As Sete Luas é composto por uma trama envolvendo vários personagens que vão ser essenciais para o desenrolar da história. Nesta obra, a aldeia dos índios Kambebas está ameaçada pela construção da Usina Belo Monte no Pará. E estes se recusam a sair do local, pois lá viveram por muitos anos, seus ancestrais estão ali, suas memórias, suas histórias e as suas vidas. A doce e amável Sofia acaba indo viver na aldeia depois de ter o coração partido por Jorge e de sentir que os Kambebas precisavam dela. Jorge e Doutora Raquel fazem parte do consorcio que está fazendo de tudo para retirar os índios dali, seja da maneira legal ou da ilegal, eles não medem escrúpulos para isso. Capitão Marcos é chamado para tentar negociar com os índios e tirá-los de lá, por isso ele acaba fazendo um acordo com o Pajé.... Por sete Luas (1 semana) ele iria viver como um índio com a tribo e depois destes sete dias ele poderia decidir o destino deles, e eles acatariam o que quer que ele decidisse. Durante esses sete dias Capitão Marcos aprende muitas coisas e descobre outras, como o amor, e ao findar dos sete dias ele tem que tomar a sua decisão.

O livro é narrado em terceira pessoa e por isso a cada capitulo pode-se ver a história contada sobre a visão de algum personagem. Eu poderia dizer que os personagens principais são os índios, Sofia, Capitão Marcos, Jorge e Doutora Raquel, mas no decorrer da história somos apresentados a políticos, juízes, promotores e advogados que tem grande importância para o desenvolvimento do enredo. Pode-se enxergar em Jorge e Doutora Raquel uma vontade mudar e de serem pessoas melhores, e até mesmo ficamos sabendo de coisas de seus passados que podem ter contribuído para serem como são.

Gostei bastante de ver descrito sobre os rituais realizados nas tribos indígenas, deixando claro que ao início do livro o autor diz que nem todos os rituais ainda são realizados e que alguns nem se sabe se são mesmo realizados, mas mesmo assim achei maravilhoso ver tudo isso narrado no livro. Além disso, toda a filosofia que é passada pelo Pajé já torna toda a obra maravilhosa.

Achei a capa muito bonita e encantadora, e adorei a edição do livro como um todo. A meia lua que vem junto ao número do capitulo dá um charme especial a obra. Não encontrei erros de português, e gostei de as letras do livro não serem muito pequenas e serem de fácil leitura. Termino esta resenha tendo este livro na minha lista de obras favoritas e também gostaria de lhes contar que o autor está com uma campanha, a cada 100 curtidas na página do facebook do livro, um livro será doado para a biblioteca de uma escola. Então, que tal ajudarmos?


“Como poderemos deixar esta terra se somos parte dela?” A pergunta latejava em suas têmporas, ressoava no seu peito. Não era isso que eles queriam. Queriam apenas manter intocável o que deveria permanecer intocável. Queriam apenas contemplar as fagulhas do sol entrecortadas pelas folhas das árvores. Queriam apenas continuar sendo parte indissociável daquilo que era um todo indissociável.
Não sabia explicar, mas sentia ali uma paz diferente, algo que não sentira antes, era como se fosse outro mundo, longe de tudo e todos, mas a distância não era no plano físico, era uma distância diferente, como se fosse uma energia. Realmente não sabia explicar.
Todos temos algo de divino dentro de nós, é isso que nos faz ser tão especial, distinguir o que faz bem e o que faz mal para nós e para tudo o que nos rodeia. 

4 comentários:

  1. Olá,

    Gostei da premissa da história. Uma abordagem bem brasileira.
    Achei também muito legal a ideia da doação de livros para bibliotecas de escolas.
    Ótima iniciativa.
    Beijos!

    http://ymaia.blogspot.com.br/

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  2. Pamella!
    Enredos com povos indígenas são sempre instrutivos ao mesmo tempo que intrigantes, já que dizem respeito a uma realidade mais fechada e quase nem temos acesso.
    “Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo.”(Friedrich Nietzsche)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista, serão 3 ganhadores!

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  3. Um enredo bem brasileiro. Sempre escuto falar do autor, mas ainda não tive oportunidade de conhecer seu trabalho.
    Bjs, Rose

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  4. Olá!!
    Nossa gostei muito, conheço bastante sobre os indígenas principalmente as tribos no território Baiano, quero muito ler essa livre, vi que o conteúdo é bem rico e nos leva a perceber as vivencia e dificuldades dessa tribo em questão.
    Bjocas

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