segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Resenha A Garota das Nove Perucas de Sophie Van Der Stap.


Título: A Garota das Nove Perucas.
Autor: Sophie Van der Stap.
Editora: Virgilae.
Número de Páginas: 208.
Ano de Lançamento: 2013.
Cortesia da Editora

Sinopse:

Poucos fatos podem abalar tanto a vida de uma jovem linda, autoconfiante e baladeira de 21 anos. Sem dúvida, descobrir que foi acometida por uma doença muito, muito séria é um deles. Há alguns anos, muitas pessoas optavam por sequer pronunciar a palavra câncer. Mas a holandesa Sophie van der Stap não fez essa opção: encarou a palavra e a dureza de uma possível falta de perspectiva, viu de repente seu mundo ruir e a incerteza tomar conta de seus dias, pois a impossibilidade do futuro parecia concreta. Foi aí que, de um modo muito peculiar, encontrou uma forma de resistir. Se teve de enfrentar o estranhamento do seu rosto careca no espelho e imaginar o modo como as pessoas olhariam para ela naquela peruca desajeitada, aos poucos percebeu que poderia fazer daquele limão uma tentativa de limonada. Por que não ter um pouco de diversão e alívio criando personagens diferentes? Cada uma com uma peruca, que a ajudariam a enfrentar aquele difícil ano de muita incerteza, atravessado por idas e vindas para hospitais e tratamentos. Foi assim que surgiram Uma, Pam, Sue, Blondie, Daisy, Platina, Stella, Bebé e Lydia. Mergulhe neste livro e descubra um pouco mais sobre elas.
Opinião:

A Garota das Nove Perucas, trata-se de uma história real contada pela própria Sophie que foi diagnosticada com câncer aos 21 anos de idade em 2005. Estava com vários tumores no pulmão, uma espécie de câncer mais comum nas crianças e em jovens até os 19 anos, ela era uma exceção e os médicos tinham que estudar melhor o caso dela, as chances de não conseguir se recuperar eram grandes. Primeiramente Sophie ficou bem para baixo, não aceitava a perda dos cabelos e não gostava de usar perucas, porém aos poucos foi aceitando melhor a situação e se tornando mais resignada e encontrou nas perucas um escape, sentia que poderia ser qualquer pessoa usando-as. Por isso criou em cada peruca uma personagem, pois apesar de se sentir um pouco como Sophie, quando usava as perucas ela podia ser tudo o que Sophie não ousava ser. Com bastante humor e ousadia, Sophie deu a volta por cima não deixando de ser jovem e se divertir, saía com os amigos, viajava e até mesmo saía sozinha para paquerar, mostrando que o câncer não é um ponto final.

Da para sentir e se emocionar bastante com todos os relatos de Sophie, principalmente quando falava da reação de sua família, da sua preocupação com eles e também quando ela começou a contar de sua amiga Chantal que não tinha esperança alguma de cura e que podia viver por apenas alguns anos. Claro que apesar de começar a se dar “bem” com o câncer, ela ainda tinha suas recaídas e momentos em que pensava na morte e a possibilidade de não se curar, mas a maneira como lidou com tudo isso é realmente inspiradora.

Sophie acabou se engajando bastante nas campanhas para ajudar a conscientização do câncer e para ajudar instituições que ajudam pessoas com câncer, fez doações, escreveu artigos contando suas histórias com as suas perucas, foi a um programa de TV e estreou em um comercial para uma fundação que ajuda pessoas com câncer. Além disso foi feito um filme contando sua história.

Adorei o livro do começo ao fim. Gostei bastante da capa e acredito que seja a própria Sophie nela, e por dentro da capa somos agraciados com fotos de todas as personagens criadas por Sophie: Stella, Daisy, Sue, Blondie, Platina, Uma, Pam, Lydia e Bebé. A edição do livro é leve, bonita e achei que combinou bastante com tudo. E achei o material da capa e das páginas de boa qualidade. Não encontrei erros gramaticais ou de concordância.


Essa era uma das piores partes de todo aquele pesadelo: uma pai que quase desmorona no minuto em que pensa que você não está olhando. Ou uma mãe que à noite chora aos soluços com a irmã ao telefone, sentada na escada, porque acha que lá eu não a ouço.
Não vejo meu tratamento como um inimigo peçonhento, mas sim, como um amigo esquisito que com uma mão dura me faz melhorar. E corto logo quem me venha falar mal de quimioterapia. É a minha doença, minha luta, meu campo de batalha e minha voz.
Já tivemos que abrir mão de muito, mas ainda temos muito também. Temos cada segundo, minuto e hora do dia para nós mesmas. Cada dia da semana. Vivemos para nós e para os que mais amamos.

3 comentários:

  1. Pamella!
    De certa forma Sophie foi bem corajosa e enfrentou o câncer de forma alternativa que para ela deu certo.
    O livro deve ser cheio de incentivo para quem tem de enfrentar a doença.
    “Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.”(Érico Veríssimo)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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    Respostas
    1. Sim, Sophie é uma guerreira, adorei como ela soube lidar com tudo isso e dar a volta por cima.

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  2. Olá!!
    Já tinha ouvido falar sobre a Sophia mais não sabia que ela tinha escrito um livro, achei super bacana, ela é um exemplo, muito guerreiro enfrentou tudo com muito amor a Vida.
    Bjocas

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