quinta-feira, 16 de julho de 2015

Resenha O Beijo de Chocolate de Laura Florand.


Título: O Beijo de Chocolate.
Autora: Laura Florand.
Série: Amor e Chocolate.
Resenha do livro anterior: Link.
Editora: Única.
Número de páginas: 304.
Ano de lançamento: 2015.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Quem Nunca Sentiu Algo Tão Forte Que Pensou Que Só Poderia Estar Enfeitiçado? Na pequena Île Saint-Louis, no coração da romântica Paris, esconde-se uma casa de chá especial e mágica: La Maison des Sorcières. As tias Aja e Geneviève confiaram em sua jovem sobrinha Magalie para ajudá-las na empreitada de encantar os clientes com doces e bebidas que são literalmente feitiços – em especial, o inexplicável chocolate quente de Magalie. A vida seguia tranquila até que o badalado pâtissier Philippe Lyonnais resolve abrir uma filial de sua loja a poucos metros dali. É então que começa uma batalha mais do que apimentada entre os dois doceiros: Magalie tenta punir (e instigar) Philippe com suas xícaras de chocolate quente, e ele a enlouquece com tentações inéditas e cheias de sabor. Magalie, porém, nunca esteve pronta para sentir algo tão forte e, depois de tanto tempo isolada, ao conhecer Philippe vê que não pode mais fugir de quem é e dos seus desejos. Contudo, ele significa o risco de perder tanta coisa… Tudo aquilo que vale mais que um simples – ainda que absolutamente tentador – macaron. Entre a teimosia e o desejo, o doce e o amargo, descubra as emoções que só a paixão com uma boa dose de cacau e magia pode despertar.
Opinião:

Inicio ressaltando que a série Amor e Chocolate é formada por livros independentes, ou seja, não precisa ler o anterior para ler este. Alguns personagens de Melhor que Chocolate aparecem nessa obra, mas dentro de um contexto que não faz necessário a leitura do primeiro da série.

Magalie estava muito feliz na sua casa de chá, a La Maison des Sorcières, trabalhando com suas duas tias. Elas faziam do lugar um local mágico com decorações pitorescas e se auto denominavam como bruxas, colocando seus sentimentos nas receitas, principalmente Magalie que enquanto fazia seu chocolate quente sempre desejava algo especial para o cliente.

Ocorre que Philippe Lyonnais, famoso pâtissier, resolve abrir uma filial na mesma rua que a La Maison des Sorcières e Magalie enlouquece, pois acha que isso tirará todos os clientes delas e acabariam tendo que fechar.

Então muito teimosa (e diga de passagem, sem noção nessa parte, pois imagine se alguém fosse fazer isso sempre que abrissem um negócio similar na mesma rua) vai tentar convencer Philippe a desistir dessa ideia, mas não pedindo e sim com toda uma arrogância.

Como podem adivinhar rola uma atração entre eles e o livro começa a se desenvolver mostrando o dia a dia dos dois e das pessoas ao redor.

Algo que gostei muito na obra é que a autora não se preocupa em correr para chegar ao final logo e nem por isso enrola, os personagens são orgulhosos demais e demoram a conseguir no mínimo conviver sem discutir, então tem muito conteúdo para se tratar.

Ao mesmo tempo traz os traumas de Magalie, que não são pedintes, são até normais na atualidade, mas que para uma criança se torna algo gigantesco que fica difícil se livrar na vida adulta.

Por outro lado, acho que a autora podia ter explorado uma pouco mais da infância de Philipe, ela faz leves referências, mas sem se aprofundar, o foco vai para a de Magalie que é a mais complicada da relação.

Obviamente o chocolate e os doces estão inclusos em toda a obra, sendo que os dois lutam primeiramente para ver quem vai ceder comendo a iguaria do outro.

Apreciei muito a leitura,  pois consegue te fazer viajar para Paris e sua Île Saint-Louis onde se passa a história e querer devorar os doces ao mesmo tempo que se diverti com os personagens e as vezes também quer mandar eles pararem de serem tão orgulhosos. Vale salientar que as tias da Magalie são um sarro, diferentes e encantadoras e incluem mais charme ainda a história.




Philippe estava tendo um bom dia até ser amaldiçoado por uma bruxa. E estava em choque, ainda incapaz de se recompor. Não acreditava que Magalie tinha rejeitado um de seus macarons. Ele o oferecera fresquinho das próprias mãos. Não era apenas a sua receita, mas havia sido feito pessoalmente por ele. E ela o recusou.
- Bem, é isso o que você consegue quando não baixa a guarda. Ou você fica sozinha, ou fica com um monte de pessoas superficiais. Se você quer mais do que isso, tem de dar espaço para a pessoa. E acreditar que ela arranjará espaço para você.
Você não pode curar a solidão se afundando nela, vivendo em uma ilha afastada do mundo. Magalie sabia disso. No entanto, tinha muita dificuldade com todas as curas. Pareciam ásperas, rudes e brutais, como se estivessem esfregando uma bucha em sua pele. Coisas como tentar sair com homens que ela mal conhecia, ou dançar em casas noturnas de Paris, ou sair com os amigos para bares próximos às margens do rio.
Então era ela quem estava faltando. Ele riu um pouco. Nunca conseguia entender as coisas facilmente, não é? Ela mandara a ele merde de chocolate em resposta ao seu presente de Natal no dia anterior. Ele lhe enviara uma caixa do tesouro e recebera em troca chocolate amargo, feito de tal forma que parecia cocô mole de vaca, com fios de casca de laranja cristalizada saindo das fezes, como palha não digerida. Aquilo o fizera rir até se curvar sobre a mesa de trabalho e agarrar-se à borda em um ataque de excitação desesperada. O que era muita má sorte para ele, porque não pensava que a merda de vaca fosse uma mensagem amigável.

3 comentários:

  1. Olha só! Eu não sabia que era uma série. Fiquei muito feliz ao saber que os livros podem ser lidos independentemente. Eu sempre tive vontade de ler o livro anterior a esse, mas acho que ficaria muito feliz com a série toda. Parece ser histórias divertidíssimas e deliciosas de se ler.

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  2. Cath!
    Um livro que reúne chocolate, Paris e romance, não tem como dar errado.
    Imagino a delícia que é ler esse livro e poder acompanhar a teimosia dos protagonistas.
    A história deve ser hilária, quero ler.
    “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”(Carlos Drummond de Andrade)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  3. Não tenho muito interesse neste livro.
    Bjs, Rose.

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