quinta-feira, 2 de julho de 2015

Resenha Lino Yang e os Herdeiro dos Deuses de Thiago Ribeiro.


Título: Lino Yang e os Herdeiro dos Deuses.
Autor: Thiago Ribeiro.
Editora: Novo Século.
Número de Páginas: 440.
Ano de lançamento: 2014.
Cortesia do autor.

Sinopse:
Cansados da eternidade, os deuses passaram a selecionar alguns herdeiros humanos e a criar uma nova linhagem de expressão divina. Mas romper com a imortalidade poderá se tornar um jogo perigoso, já que a vida dos deuses olímpicos corre o risco de desaparecer. Além disso, nem todos os deuses do panteão estão de acordo com esta mudança. Lino Yang, um garoto de apenas catorze anos, é logo reconhecido como um possível herdeiro, e repentinamente é aceito no Pathernon, escola onde, entre outros adolescentes como ele, poderá desenvolver suas habilidades. E, com as instruções do deus Hermes, caberá a este jovem encontrar descendentes dos demais deuses entre os seus colegas. Mas identificar personalidades como a de Apolo, ou até mesmo a do complexo Hades, não será uma tarefa fácil. O destino dos deuses antigos dependerá do resultado de sua jornada, de sua capacidade de lidar com as adversidades e das verdadeiras amizades que ele puder construir.
Opinião:

O livro conta a história de David Lino Yang Riton, morador do pais de Belana, praticamente uma Grécia antiga, devido a devoção aos deuses. Após uma garota morrer durante a noite em seu colégio, quando supostamente Davi estava invadindo o mesmo, ele foi expulso da instituição, e na busca de seu pai por um novo colégio ele ganhou uma passagem só de ida para a Vila Tholos, lugar cercado de mistérios e lendas de criaturas mágicas, sendo o epicentro de toda a parte mitológica. Lá, Davi vai morar com Thalia e Nicolas Farsala e vai estudar no Pathernon, colégio que abriga supostos herdeiros dos deuses, onde conhece Astros, Eric Niven, Eric Rhodes, Seth Cecília, Elissa, Shiva, Karin e Malu, seus colegas de classe. Se não desse para ficar mais estranho, eles tem apenas um professor, que é um trans-mega-vestido, pois além de lecionar todas as aulas, em cada uma ele adota um nome e uma aparência completamente diferente, por exemplo, em uma aula ele é Demofon, na outra é Delfina e numa outra, Filomela.

O livro é bem interessante e bem humorado, tendo um história que realmente prende, mas algumas coisas realmente me incomodaram, como por exemplo, o uso da palavra “cousa” no lugar de “coisa”. Sim, eu sei que de acordo com a gramática brasileira, o termo “cousa” está certíssimo, mas não é algo que vemos constantemente nas nossas leituras, e sendo sincera, eu achei uma palavra bem feinha (sim, eu realmente vejo beleza - ou não - nas palavras). Outras coisas tamém deixaram a desejar, como mal aproveitamento de personagem com um bom potencial (por exemplo, Guan Mao, Nyx, Karin e Vicenza), a demora para explicações do livro, afinal, eram muitas perguntas no começo e nem todas foram respondidas no final, e isso também implica em partes desnecessárias, ou com referências muito depois, fazendo alguns detalhes se perderem no caminho. Muitas das coisas realmente importantes (e emocionantes) acontecem apenas depois da página 390, e quando a história finalmente entra de forma definitiva na trama descrita na sinopse, as páginas acabam! Ainda estou me perguntando se meu exemplar veio com páginas faltando. Muitas situações também foram apenas “jogadas no ventilador”, como uma onda de assaltos que está acontecendo em Tholos, e eu espero que essas coisas sejam melhor explicadas num volume próximo.

Volto a afirmar que a história é realmente muito boa. A trama é sensacional e ao longo do livro, são abordados vários temas do cotidiano adolescente, como por exemplo, a questão do namoro. Eu realmente gostaria que Sethilia (Seth/Cecília) acontecesse, mas devido as minha suposições sobre o estado deles como herdeiros (tenho sérias desconfianças sobre eles serem herdeiros e acho que até sem de quem), será meio difícil de acontecer… Se bem que Davilia (David/Cecília) não seria nada mau também. O autor nos trás uma linguagem bem tranquila, que facilita bastante a leitura, além de vários diálogos engraçados. A personalidade dos principais alunos também é bem diversa, o que dá um certo charme para a trama tomar várias formas. Estou ansiosa por uma continuação, para sanar essas minha dúvidas, sem contar que o “barraco” que começou a ser armado neste livro, tem um potencial ENORME para tornar o próximo, no mínimo, épico.


Post Mortem, nulla volupas - após a morte, não há prazer. E antes dela também não.
- Não aguento mais! - Disse Elissa Ársis aflita, fazendo força para não gritar. - Nem a mãe desse cara deve ver tanta cousa nele! Isso não quer dizer nada, Cecília, nada! Se formos contar o tempo em que vocês dois estiveram juntos, não dá nem pra fazer macarrão instantâneo!
- Na garagem tem mais vagas.
- Mas aqui também tem!
- Acontece que lá tem mais! - Retorquiu já irritado. - Você não ouviu? Quarenta vagas! Aqui só tem sete!
- E de quantas você vai precisar?!

3 comentários:

  1. Bia!
    Fiquei confusa só de ler a quantidade de personagens que o livro tem... affffffeeeee! Para que tanto.
    De qualquer forma como gosto de mitologia e me parece que o livro é bem hilário, até arriscaria a leitura.
    “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”(Clarice Lispector)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  2. Eu não gosto desse gênero, por isso o livro não me agradou em nenhum aspecto. Nem a ilustração da capa foi convidativa. Até acredito que trata-se de um leitura boa como disse, mas pra quem curte o gênero. Essa leitura, eu passo. :T

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  3. Apesar de gostar de mitologia, não foi um livro que me atraiu.
    Bjs, Rose.

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