quarta-feira, 15 de julho de 2015

Resenha Factótum de Charles Bukowski.

Título: Factótum.
Autor: Charles Bukowski.
Editora: L&PM Editores.
Número de Páginas: 176.
Ano de Lançamento: 2007.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Em Factótum, segundo romance de Charles Bukowski, publicado em 1975, encontramos mais uma vez Henry Chinaski, alter ego do autor, protagonista de vários dos seus livros e um dos mais célebres anti-heróis da literatura americana. Durante a Segunda Guerra Mundial, o loser Henry (que reaparece mais tarde em Misto-quente) é considerado "inapto para o serviço militar" e não consegue entrar para o exército. Assim, enquanto os Estados Unidos se unem em torno da guerra e os homens alistados são vistos como heróis, Chinaski, sem emprego, sem profissão nem perspectiva, cruza o país, arranjando bicos e trampos, fazendo de tudo um pouco – daí o nome do livro –, na tentativa de subsistir com empregos que não se interponham entre ele e seu grande amor: escrever. Em meio a tragos, perambulações por ruas marginais, tentativas de ser publicado, vivendo da mão para a boca, o autor iniciante Henry Chinaski come o pão que o diabo amassou. Tais trechos, que tratam do escritor em formação, estão entre os mais pungentes e interessantes do livro. Na sua versão do artista quando jovem, Bukowski vê tudo através da lente da desmistificação – desmistifica a imagem do artista romântico e o milagre americano – e faz desse olhar cínico a sua profissão de fé.
Opinião:

Henry Chinaski é um porco! Porco na sua real etimologia. Não sei se ele quer aparentar ser esse desleixado com a vida para demonstrar que não possui nenhum sentimento ou se realmente é um PORCO.


Factótum conta a história de Henry Chinaski, um escritor frustrado que bebe, mas bebe muito! Além de beber, o livro te levará ao mundo das aventuras sexuais que o personagem principal do livro passará. Ah claro, não poderia esquecer de salientar a facilidade que o senhor Chinaski tem de ser despedido dos empregos que consegue. É uma facilidade tão natural que ele parece ter nascido para ser demitido dos empregos, e para beber é claro! Por sinal, ele bebe muito nos empregos, um alcoólatra.

Para Chinaski temos uma vida e devemos aproveitar. Aproveitar insanamente. Há que ressaltar o cunho machista que o livro possui. A mulher é vista como um objeto de uso. Diversas passagens do livros demonstram com clareza tal assertiva.

O livro é de fácil leitura com pequenos parágrafos. O autor resolveu escrever com uma linguagem informal que facilita a leitura. O livro é recheado de palavrões, vulgar e para aqueles que não gostam desse tipo de literatura, FUJAM! Porém, para aqueles que não se importam com esse tipo de linguajar é uma boa dica de leitura.

Assim, a história levará o leitor a esse mundo sórdido e sujo de um dos mais célebres escritores anti-heróis da literatura americana, que na minha opinião, vale a leitura.

QUOTES PARA MAIORES DE 18 ANOS DE IDADE.

A chamada continuava. Eu achava bacana que houvesse tantas vagas de trabalho, embora isso também me preocupasse - provavelmente seríamos lançados uns contra os outros de alguma maneira. A lei do mais forte. Sempre haviam homens à procura de empregos na América, sempre essa oferta de corpos exploráveis. E eu queria ser um escritor.
Eu tinha o dinheiro das minhas vitórias e o das apostas do pessoal. Assim, apenas fiquei de pernas para o ar, e Jan gostou disso. Depois de duas semanas, caí no seguro-desemprego e aí relaxamos e fodemos e fizemos a ronda nos bares e toda semana eu me dirigia ao Departamento de Emprego do Estado da Califórnia e entrava na fila e pegava meu pequeno e delicioso cheque.
Jan era uma excelente foda. Era mãe de duas filhas, mas trepava maravilhosamente bem. Tinha uma buceta estreita e recebia cada golpe do meu pau como se estivesse sendo esfaqueada. Ela me lembrava uma pequena leitoa. Havia torpeza e hostilidade suficientes nela para me fazer sentir que a cada estocada eu lhe dava uma espécie de corretivo por seu gênio ruim.

5 comentários:

  1. Fédon!
    Não conhecia o livro nem o autor.
    Um livro que fala das experiências pessoais de alguém, a princípio é interessante, dependendo do que acontece e é relatado no livro.
    Quanto aos palavrões, se forem inseridos em um contexto, não tem problema, desde que não sejam exagerados.
    “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada.”(William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  2. Eu sou louca pra ler algo do Bukowski, fiz até algumas pesquisas pra saber qual livro é melhor começar e a maioria indicou Misto Quente. Baixei o livro, mas ainda não tive oportunidade de ler. Pelo que sei do autor, quem o lê precisa ter a mente bem aberta, Bukowski não tem papas na língua e relata a verdade nua e crua, na maioria das vezes, suas verdades. Ainda lerei algo do autor, mas já anotei o nome do livro, caso goste do meu primeiro contato.

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  3. Não conhecia o livro, aliás, primeira resenha que vejo dele. Não me interessei no momento.
    Bjs, Rose.

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  4. Não conhecia o livro, aliás, primeira resenha que vejo dele. Não me interessei no momento.
    Bjs, Rose.

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  5. Histórias de guerra não são os meus favoritos, mas essa resenha em especial...me prendeu para ler cada pedacinho das palavras! Espero que a história seja tão fascinante quanto a resenha!

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