segunda-feira, 27 de julho de 2015

Resenha Érica de Larissa Barros Leal.



Título: Érica.
Autora: Larissa Barros Leal.
Editora: Novo Século (Talentos da Literatura Brasileira).
Número de páginas: 272.
Ano de Lançamento: 2014.
Cortesia da autora.

Sinopse:
Moscou. Dois jovens sobrevivem a um duplo atentado que mata quase todos os seus amigos. Cairo. Uma ONG islâmica tenta escapar de uma armadilha, arquitetada por integrantes da Ordem das Doze Tribos de Israel. Washington. Na sede da Ordem, a filha de um funcionário da Casa Branca cai em ciladas para que seu pai colabore com os radicais. Pequim. Um filho procura o pai, há meses desaparecido. Fortaleza. Em uma triste manhã, Érica encontra seus pais mortos... Nessa incrível trama, todas essas histórias se entrelaçam de forma impressionante. E somente Érica, que acaba de descobrir que foi incluída em uma lista negra da Ordem das Doze Tribos de Israel, poderá impedir uma grande desgraça planejada por judeus fundamentalistas, prestes a atingir a todos.

Opinião:

Érica conta a história de um grupo de várias pessoas, de lugares diferentes, que são afetados de diversas maneiras pelo grupo terrorista da Ordem das Doze Tribos de Israel, mas no fim das contas, a única que pode resolver a situação é Érica, a garota de 15 anos.

Infelizmente eu achei vários pontos que, na minha visão foram negativos. Existem muitos personagens e alguns, embora não muito significantes, não são meramente citados e você precisa se forçar a lembrar quem são e de onde são, o que nos leva a outro problema: muitos lugares. Várias cidades de vários países são citados, e cada um com cerca de 3 a 5 personagens! No meio da história você já não sabe quem é quem, de onde é e qual foi a ação que o levou a determinada situação. Você fica mais ou menos assim: "Ok, uma narração da Natalie. Quem é Natalie mesmo? Acho que é a Russa... Não! É a americana, isso. Mas por que ela está assim mesmo? É vou precisar voltar algumas páginas". Sim, algumas páginas, pois as narrações não são por capítulo como podemos observar em Crônicas de Gelo e Fogo, Legados de Lorien e Heróis do Olimpo, mas na verdade, temos umas 6 narrações por capítulo, e cada narração tem uma página ou menos. Na minha opinião, não é o suficiente para uma boa desenvoltura dos personagens.

O livro tem uma sinopse de encher os olhos (além de uma capa super linda) e embora a escrita e ideia sejam boas, a divisão que a autora fez, não foi das melhores. Faltou focar um pouco na história dos personagens principais, para os entendermos melhor. Na minha opinião, com um pouco mais de profundidade, a história transcorreria de maneira mais natural ainda. Gostaria de lembrar que minha opinião não reflete a capacidade da história e da autora (aliás, estou ansiosa para ler mais alguma coisa que Larissa tenha escrito), apenas são coisas que não me agradaram muito. Érica tem um enredo super original e atraente. O desfecho da trama muito me agradou e surpreendeu. Talvez eu leia novamente no futuro com uma outra visão e até reparando melhor em algumas coisas que foram esclarecidas no final.

E para finalizar, gostaria de propor um debate, talvez. Um simples tema. Em Érica, a heroína é apenas uma adolescente de 15 anos (16 anos no final), mas não é a primeira heroína "mirim/juvenil" da literatura atual. Na opinião de vocês, por que os autores do mundo todo tem apostado fortemente em heróis jovens, quando pessoas mais velhas podem ser mais maduras e resolver problemas de maneiras mais astutas?




- Não pode me contar mais nada?
- Não.
- Que saco!
- Quando você descobrir tudo, verá que o saco de algumas pessoas é bem maior do que o seu. Metaforicamente falando, claro.
- Fique com seu luto e seus estudos. Vou para o meu quarto. Estou com uma enxaqueca miserável.
- Isso se chama ressaca.
- Cala a boca!"
- Certo. Mas que tal a gente ir ao cinema hoje? Gostaria de ver o sétimo episódio de Star Wars. Dizem que nem parece que foi feito pela Disney.

4 comentários:

  1. Olá, Bia. Eu já li o livro e gostei bastante, acho que todas as personagens que teve no livro foi bom para ter aquele final, que por sinal foi ótimo.
    Beijo,
    http://www.pactoliterario.com/

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  2. Olá!
    Eu também estou lendo um livro e sentindo essa mesma sensação que você descreveu na resenha. Muitos personagens, várias coisas acontecendo, capítulos curtos...
    Bem, sobre a questão dos heróis jovens:
    Creio que seja uma tendência, porque temos vários exemplos que comprovam que isso VENDE.
    Tudo é muito comercial hoje em dia. Acho que os autores já escrevem pensando nisso. Minha opinião.
    Bjs!

    http://ymaia.blogspot.com.br/

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  3. Ah, eu acho isso terrível, Bia! Você descreveu exatamente o que costumo sentir quando me deparo com livros cheeeeeeios de personagens. Fico imaginando esse com muitos personagens, muitos países e muitas situações. Infelizmente, não se aproveita a leitura, mesmo que a história seja boa.
    Sobre sua pergunta, eu já tinha observado isso, tem muitos autores criando personagens jovens, acho que é para dar mais conflitos na história. Pessoas mais maduras, embora tenham muitos conflitos também, são bem resolvidas. Acho que a intenção é você se deparar com uma personagem imatura e aos poucos conquistar a maturidade ou uma identidade, não sei se deu pra entender. Basicamente para o leitor acompanhar o crescimento.

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  4. Bia!
    Entrando no debate... acredito que os protagonistas jovens é o que anda vendendo livro na atualidade. Os jovens, por modismo, onda ou porque realmente gostam, estão lendo mais e com isso, comprando mais livros, o que leva a tantos personagens jovens... há um identificação.
    “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”(Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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