sexta-feira, 26 de junho de 2015

Resenha Os anjos do tempo de Kevin J. Anderson e Neil Peart.


Título: Os anjos do tempo.
Série: Clockwork Angels.
Autores: Kevin J. Anderson e Neil Peart.
Editora: Belas Letras.
Número de páginas: 304.
Ano de lançamento: 2014.
Cortesia da editora.

Sinopse:
No mundo do jovem Owen Hardy, tudo tem sua hora para acontecer. Ele vive em uma sociedade aparentemente perfeita, graças à administração precisa do Relojoeiro. A vida segue um roteiro cuidadosamente planejado para que nada afete a estabilidade conquistada depois de anos de guerras. Até o dia em que, pela primeira vez, um imprevisto acontece e Owen se vê abandonando sua terra natal para viver uma grande – e imprevisível – aventura, entre civilizações perdidas, piratas, anarquistas e alquimistas. Os Anjos do Tempo é uma história de ficção científica escrita pelo mestre do gênero steampunk Kevin J. Anderson, inspirada nas músicas da lendária banda de rock Rush, em parceria com o compositor e baterista Neil Peart. Uma fábula “nostálgica, estranha e encantadora”, ilustrada pelo premiado designer Hugh Syme, sobre a beleza que há na luta entre a ordem e o caos, entre a realidade e o sonho.
Opinião:

Confesso que ler steampunk (subgênero de ficção científica qual as obras são ambientadas no passado, ou num universo fictício semelhante a uma determinada época real da história humana, onde os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na história real, porém foram produzidos através da ciência disponível naquela época) pela primeira vez não foi algo fácil de fazer. Mas tirando esse detalhe, Os Anjos do Tempo é um livro que tiramos muitos ensinamentos para a sociedade atual.
A trama conta as aventuras de Owen Hardy, que vive inserido numa sociedade que é governada pelo Relojoeiro. Sociedade onde tudo era previsível, tudo era estável, todos tinham um almanaque que consultavam diariamente e planejavam suas vidas de acordo com ele. Ninguém nessa sociedade se perguntava o porque das coisas serem como são, apenas aceitavam e viviam de acordo com a Estabilidade que o Relojoeiro disponibilizava para o povo. Eram marionetes sem o livre arbítrio se pensar por si só.
Em uma noite, Owen Hardy iniciará suas aventuras. Irá para Crown City, cidade onde estão os Anjos do Tempo. No entanto, nessa cidade ele passará por alguns conhecimentos pessoais, que mudarão aos poucos sua personalidade. Conhecerá o Anarquista (personagem que tenta tirar as pessoas da inércia, da aceitação, da estabilidade) e depois desse acontecimento sua vida irá dar uma volta de 360º. 
Irá participar da trupe de um circo, que por sinal, encontrará o amor da sua vida nesse lugar. Conhecerá a maldade dos homens, aprenderá que as pessoas são egoístas e por mais que as sociedades em que conhecera sejam diferente da Estabilidade de Crown City, viver sem poder ser livre, sem pensar e sem o livre arbítrio, é a pior das coisas que se tem na vida.
Conhecerá lugares inimagináveis e tirará as suas próprias conclusões sobre tudo o que até então eram histórias dos seus livros.
Fazendo um paralelo com nossa sociedade, o livro traz importantes lições. Uma delas é como as Instituições de Poder querem que sejamos alienados de tudo o que acontece. As Instituições não querem seres pensantes, pois isso dificultaria as "falcatruas" realizadas pelos mesmos. Algo que vivenciamos cotidianamente. Querem marionetes que podem ser manipuladas. Querem pessoas que acreditem cegamente que aquilo dito é a verdade absoluta.
Nesse contexto, o livro mostra como nós devemos buscar os nossos sonhos, as nossas verdades, e não as verdades impostas pelos outros e pelas Instituições de Poder.

Desde o início eu tinha a estabilidade, uma felicidade palpável, uma vida perfeita. Cada coisa tinha o seu lugar, e cada lugar tinha a sua coisa. Eu sabia meu papel no mundo.
Cada pessoa deveria obter êxito por quem ela é, ou fracassar devido ao que lhe falta, e não se conduzida toda a vida pelos afagos de um Relojoeiro cruel.
Você passou por uma lavagem cerebral perpetrada pelo Relojoeiro. Não há nada de mau ou terrível na anarquia. A palavra apenas designa uma sociedade sem líder definido. Pessoas que tomam suas próprias decisões e tocam suas próprias vidas. Não precisamos de um ditador para dar ordens a cada segundo de cada dia.

7 comentários:

  1. Esse livro parece ser uma distopia bacana e o fato de ser um steampunk me chamou a atenção porque até hoje só li um livros desses estilo.

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    1. Se você gosta de distopia, esse livro é a dica Tamara.

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  2. Bem, eu adoro steampunk, e, só por isso, esse livro já me interessaria. Conforme fui avançando na resenha, vi que ele tem umas pitadas de distopia, ou seja, a vontade de ler só foi aumentando. E essas críticas/reflexões inseridas na trama dão um toque especial. Quero ler muito em breve.

    @_Dom_Dom

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  3. É a primeira vez que vejo esse livro, mas já vi me bastante interessado por ele. Já vi muitas pessoas lendo, e elogiando, esse gênero, o que acaba me interessando. E vendo uma resenha como essa, me deixou bastante empolgado! Adorei a capa *-*

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  4. Adorei o livro. Nunca li nada do gênero steampunk - confesso que nem sabia o que era - e adoraria começar por este livro.

    Legal também essa parceria do autor com a banda e tals. Super criativo e aprovado.

    Amo ficção científica, amo distopia e sinto que vou amar o livro. Já foi pra lista de querências.

    ^^

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  5. Fédon!
    Sou fã do gênero steampunk que vem se sobressaindo aos poucos e ver que podemos fazer uma analogia com o nosso tempo, onde os governantes desejam mesmo que sejamos alienados em relação a tudo que acontece ao nosso redor, me faz desejar a leitura do livro.
    Bom domingo!
    “Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.”(Chico Xavier)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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