quarta-feira, 24 de junho de 2015

Resenha O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry.



Título: O Pequeno Príncipe.
Autor: Antoine de Saint-Exupéry.
Editora: L&PM Editores.
Número de Páginas: 96.
Ano de Lançamento: 2015.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Há algumas histórias que transformam o mundo de seus leitores para sempre. O pequeno príncipe é uma delas. Um piloto isolado no deserto do Saara acorda e se depara com um garotinho loiro dizendo: “Por favor, desenhe uma ovelha para mim”. Nesse momento, o piloto se dá conta de que, quando a realidade parece inexplicável, não há outra escolha a não ser sucumbir a seus mistérios... E, justamente, um dos grandes mistérios deste livro é encantar gerações e gerações de leitores há mais de setenta anos, tanto adultos como crianças, que a cada leitura descobrem novos significados para as sábias palavras do principezinho. As belas aquarelas de Saint-Exupéry, aqui reproduzidas como na primeira edição do livro, em 1943, permitem viajar por planetas desconhecidos e se encantar com esta fábula mais do que poética.
Opinião:

Se você ainda não leu O Pequeno Príncipe, não se sinta só, eu li há poucos dias pela primeira vez.

Embora seja um livro infantil trouxe tantos conselhos e trechos fantásticos que se tornou mundialmente conhecido e lido não só por crianças, mas por adolescentes e adultos.

Na obra um piloto fica isolado no deserto do Saara até consertar sua aeronave, e lá conhece o Pequeno Príncipe que lhe conta sua história.

O Principezinho vivia em seu pequeno país, com sua rosa de temperamento difícil e seus dois vulcões, aos quais ele tinha que limpar, até que resolveu dar a volta por outros mundos e terminou na Terra.

A cada mundo que o Príncipe conheceu você terá uma curta história, sempre com uma pequena lição.

É um livro curto com suas noventa e seis páginas e ilustrações, mas trás muitas mensagens legais, que te fará parar e pensar, num universo em que nossa economia comanda tantas coisas é fácil esquecer que "o essencial é invisível para os olhos".

A obra busca isso, a humanidade dentro de nós, o que acabamos deixando de lado quando nos tornamos adultos, aquela pureza de quando éramos crianças e acreditávamos no mundo.

Por exemplo, a relação da raposa com o Príncipe, assim que eles se conhecem a raposa diz que ele é igual vários outros seres humanos, mas a partir do momento em que ele a cativa se torna único, bem como no trecho que fala que se o Principezinho vier as quatro horas visitá-la, a raposa já o esperaria desde as três horas. Não devo ser a única pessoa que quando marca com um amigo fica pronta o esperando antes, ou mesmo ansiosa, então a obra trás a importância da amizade e de se cuidar dela, não somente de entrar em contato com os amigos as vezes, mas sim cultivar essa relação.



Cabe a você decidir até onde consegue enxergar.


- Então você vai julgar a si mesmo - respondeu o rei. - É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo do que julgar as outras pessoas. Se conseguir julgar-se bem, é porque é um verdadeiro sábio.

- A gente fica solitária também entre os homens - disse a serpente.

- Para mim, você ainda não passa de um menino parecidíssimo com cem mil meninos. E eu não preciso de você. E você também não precisa de mim. Para você, não passo de uma raposa parecida com cem mil raposas. Mas, se você me cativar, precisaremos um do outro. Para mim, você será único no mundo. Para você, serei única no mundo...
 - A gente só conhece as coisas que cativa - disse a raposa. - Os humanos não têm mais tempo para conhecer nada. Só compram coisas prontas dos comerciantes. Mas, como não existe comerciante de amigos, os humanos já não têm amigos. Se quiser um amigo, me cative!
 - Seria melhor se tivesse voltado na mesma hora - disse a raposa. - Se, por exemplo, você vier às quatro da tarde, às três horas já começarei a ser feliz. Quanto mais a hora avançar, mais feliz me sentirei, às quatro horas, já estarei agitada e inquieta.
 - Vocês não se parecem nem um pouco com a minha rosa, vocês ainda não são nada - disse-lhes. - Ninguém as cativou e vocês não cativaram ninguém. Vocês são agora como minha raposa era antes. Era apenas uma raposa semelhante a cem mil outras. Mas eu a transformei em minha amiga, e ela agora é única no mundo.
- Adeus - disse a raposa. - Eis meu segredo (ele é muito simples): só se enxerga bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- Mas você não deve esquecê-la. Você se torna responsável para sempre por aquilo que cativou. Você é responsável por sua rosa...

- E, depois que se consolar (a gente sempre se consola), ficará contente por me ter conhecido. Sempre será meu amigo. Terá vontade de rir comigo.

10 comentários:

  1. Amo o Pequeno Príncipe ^^ pode ser um livro infantil mas pra mim ele é para todasas idades...perfeito, doce e simples!

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  2. Eu nunca li esse clássico. Não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade. O que sempre vi é que esse livro é um daqueles que não pode ser categorizado para uma determinada faixa-etária. Ele é para todas as idades. Enfim, quero ler muito e espero que seja em breve.

    @_Dom_Dom

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    1. Vale a pena Nardonio, e sim é para todas as idades.

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  3. Cath!
    Já li esse livro várias vezes, em várias fases da minha vida e a cada nova leitura, vejo com outros olhos ele livro atemporal e cheio de ensinamentos.
    “A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se (é uma virtude).”(Simone Weil)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  4. Sou completamente apaixonada pelo livro e sempre que vejo uma edição nova eu compro. Tenho até em francês. Recentemente comprei O Pequeno Príncipe para crianças que quero ler para a minha filha. Ela só tem 4 meses, mas ouve histórinhas.

    Sou louca assim com o livro Dom Casmurro de Machado de Asssis.

    ^^

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  5. Esse é um livro que foi, e ainda é, bastante comentado, principalmente de forma positiva. Eu adoraria lê-lo, pois ele aparenta ser um lindo livro, apesar de simples. Adorei a resenha!

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