terça-feira, 14 de abril de 2015

IV Odisseia de Literatura Fantástica.


Olá.
Aconteceu em Porto Alegre a IV Odisseia de Literatura Fantástica na sexta, sábado e domingo anterior. Eu fui somente no domingo então falarei um pouquinho de como foi.

Como eu resido em Gravataí perdi o começo que seria um bate papo sobre O Outro Lado do Mundo de Oz, mas cheguei a tempo de assistir o segundo bate papo.



Tema: Brasil a Vapor: O Steampunk em Terras Tupiniquins.
Conteúdo: Em evidência em boa parte do mundo, o steampunk invade a costa sul-americana, emprestando o cheiro do óleo e a força das engrenagens à literatura fantástica brasilera. Mundos retrofuturistas brincam com a história nacional e internacional entre caldeiras fumegantes e letras de carvão. Venha debater conosco a força das palavras que revelam um passado que nunca existiu.
Participantes:
R. Cândido: Fundador do Conselho Steampunk e editor do Selo Taberna (SP). É tarólogo e editor do Selo Taberna. Por ser fã inveterado de ficção cientifica, fundou em 2008, ao lado de Bruno Accioly, o Conselho SteamPunk. É também um dos organizadores da Steam Com, maior evento brasileiro de steampunk, que acontece em Paranapiacaba (SP). Mais em www.steampunk.com.br/conselho-steampunk/
Enéias Tavares: Autor de A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison (Casa da Palavra/LeYa, 2014). Professor de Literatura na UFSM e diretor do Centro de Pesquisas William Blake (www.ufsm.br/williamblake). Criou a série Brasiliana Steampunk aglutinando velhas ideias, heróis da literatura brasileira e verniz retrofuturista. Desde então, tem sido visto na companhia de pessoas suspeitas em fantasias exóticas. Sua base de operações é Santa Maria (RS). Mais em www.brasilianasteampunk.com.br
A. Z. Cordenonzi: Autor de Le Chevalier e a Exposição Universal (AVEC Editora, 2015). Autor gaúcho de fantasia e aventura, nasceu em 1975 em Santa Maria, Rio Grande do Sul, onde mora com a mulher, dois filhos, dois cachorros e um terreno cheio de insetos estranhos e seres imaginários. É autor de ficção, com mais de uma dezena de contos já publicados. Publicou seu primeiro romance, Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes, pela Editora Underworld. O segundo romance, o steampunk de aventura Le Chevalier, foi publicado pela AVEC Editora. Mais em azcordenonsi.com.br

Impressões:
Na maioria das vezes eu tenho a sorte, tanto em eventos literários quanto nos referente ao direito, de ter um palestrante que me cativa, pelo simples fato que você vê o quanto gosta do que está fazenda e de cara notasse que os três gostam (não por causa da roupa, mas por como falaram).
Mas, pessoalmente, eu adorei o Enéias Tavares falando, pois você sentia que ele realmente se importava com o que estava dizendo, e acabou que o livro dele é um dos próximos que irei comprar.
Eu só li um livro de steampunk e foi um gênero que não dei a devida atenção, mas o bate-papo me deixou com vontade de me aprofundar mais na leitura.
Eles resumiram steampunk em: ficção cientifica ambientada no século 19, mas que não é só isso.

Tema: Stephen King e o Medo Eventual.
Conteúdo: Discussão sobre o autor e suas obras: a biografia, os temas do drama infantil, o alcoolismo e as referências da cultura contemporânea em relação ao medo.
Participantes:
Andrio Santos: É formado em jornalismo e atualmente estuda o demônio nos livros iluminados de William Blake. Já publicou o romance “Santuário” e contos em coletâneas. Conheceu King num pesadelo e Cthulhu numa tempestade. É constantemente atormentado por um corvo que vem bicar sua janela.
Marcos T. Nogueira: É aficionado por Stephen King. Já leu em torno de 40 livros do autor e assistiu quase todos os filmes baseados em suas obras. Já publicou em seis antologias de contos. Atualmente vem trabalhando nos roteiros de três HQs, além de dois curtas-metragens em fase de pré-produção.
Leon Nunes: É escritor e sul-rio-grandense. Nascido em 17 de agosto de 1984 próximo a Porto Alegre; mora em Passo Fundo, Capital Nacional da Literatura. Escreve desde o final dos anos 90. Participou de várias antologias, dentre elas: Nevermore contos inspirados em Edgar Allan Poe e Autores Fantásticos. Publicou o livro “Fúnebre Cortejo” no verão de 2011. “Famintos”, noveleta de 2014, republicada 2015. Membro do sítio A Irmandade. Contato com o autor:leonnunesescritor@gmail.com

Impressões:
Como era sobre o Stephen King, conhecido mundialmente, até a platéia queria (e tentou) participar.
Foi um bate papo interessante para ver como cada um pode gostar de um livro por determinado motivo e ver pontos diversos na mesma obra.
Mas como conhecimento de Stephen King não foi UAU, contudo isso não é por causa do conteúdo e sim, pois ele é bem conhecido e acabamos sabendo bastante da vida dele.


Tema: Contos do Cão Negro: da origem literária aos quadrinhos.
Conteúdo: O escritor Cesar Alcázar e o artista Fred Rubim comentam sobre a criação de “Contos do Cão Negro”, webcomic de Fantasia Heroica baseada nas histórias do mercenário irlandês Anrath, o Cão Negro de Clontarf, criado por Alcázar.
Participantes:
Fred Rubim: Nascido em Porto Alegre, Fred Rubim passou sua infância em Uruguaiana, também no RS. A inclinação para o desenho esteve sempre presente, tanto que aos 9 anos criava e desenhava suas próprias histórias em quadrinhos para vender aos colegas na escola.
Determinado a fazer da atividade sua profissão, continuou seu aprendizado devorando gibis e rabiscando personagens em blocos de desenho. Mais tarde, acabou se graduando em Desenho Industrial na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Desde então trabalha como ilustrador e animador 2D. Também é músico, compositor e tem uma banda de rock. www.fredrubim.com
Cesar Alcázar: Nasceu em Porto Alegre, no ano de 1980. Admirador de Hemingway, Borges e Robert E. Howard, encontrou na literatura uma forma de exteriorizar seus devaneios aventurescos e sombrios. É o autor dos livros “Bazar Pulp – Histórias de Fantasia, Aventura e Horror” e “A Fúria do Cão Negro”, além de ter organizado a antologia “Crônicas de Espada e Magia”. Teve contos publicados em inglês pelas revistas Heroic Fantasy Quarterly e Swords and Sorcery Magazine. Também atua como editor (Argonautas Editora) e tradutor. http://sonorazao.blogspot.com.br/

Impressões:
Eu admito que não sou muito chegada a quadrinhos, mas foi interesse saber como um amigo reuniu os dois, sendo que Fred queria fazer a arte de um quadrinho e Alcázar o roteiro. Também é positivo ver o quanto a literatura se expande e toma variadas formas.
As ilustrações do Fred Rubim são lindas, vale a pena olhar.


Tema: Precisamos falar sobre Alan Moore.
Conteúdo: Desde o seu surgimento, os quadrinhos foram considerados como uma forma de arte menor, que não pertenceria a nenhum gênero específico, sendo constantemente confundido com um mero entretenimento. Nos últimos anos, os quadrinhos cresceram em importância, ganhando o estatuto de uma vertente artística e, para isto, foi essencial o trabalho do roteirista inglês Alan Moore. A mesa pretende dar um panorama sobre a obra de Alan Moore, enfocando os seus trabalhos seminais do início, como Monstro do Pântano, Miracleman e V de Vingança, passando por Watchmen, até chegar ao seu momento mais atual, com Do Inferno, A Liga dos Cavaleiros Extraordinários e Promethea. Por meio da análise da vida e da obra deste escritor, trataremos dos quadrinhos como forma artística e falaremos das perspectivas deste gênero tanto no Brasil quanto no mundo.
Participantes:
Gustavo Melo Czekster: É advogado e mestre em Letras pela UFRGS. Autor do livro “O Homem Despedaçado”, lançado pela editora Dublinense.
Gabriela Silva: É formada em Letras, especialista em Formação de Leitores, mestre e doutora em teoria da Literatura pela PUCRS. Pesquisadora do grupo de Fundamentos da Criação Literária – PUCRS. É criadora e uma das organizadoras da Feira Além da Feira. Autora do livro de poesia “Ainda é céu”, lançado pela Editora Patuá.
Daniela Langer: É autora do livro de contos “No inferno é sempre assim é outras histórias longe do céu”, lançado pela editora Dublinense. Cursa mestrado em Escrita Criativa na PUCRS.
José Francisco Botelho: É escritor, jornalista e tradutor. Sua coletânea de contos A árvore que falava aramaico foi finalista do prêmio Açorianos de 2012. Ganhou o segundo lugar do prémio Jabuti de 2014 pela tradução de Contos da Cantuária. É mestre em letras pela UFRGS.

Impressões:
Eu preciso admitir também que tenho um problema para nomes, então quando ouvi o nome de Alan Moore não liguei ao famoso V de Vingança, simplesmente ficou em branco.
A discussão foi divertida, pois trataram da diferença de quadrinho e literatura (se existe) e também conversaram sobre V de Vingança, o que afinal todos nós já fizemos em algum momento.




3 comentários:

  1. Eu tenho este mesmo problema de associar um nome ao rosto, preciso primeiro me acostumar daí não esqueço mais.
    Os tópicos do encontro foram bem interessantes, e mesmo para quem não é viciado tenho certeza que foi um encontro bem proveitoso.
    Bjs, Rose

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  2. Poxa os temas estavam bons mesmo. Uma pena que foi tão distante. Mas fiquei feliz por você ter ido e nos apresentado este lindo evento aqui. Pelo menos pude ter um gostinho do que rolou por lá. Amei.
    Beijos.

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  3. Eu gostaria que tivessem palestras assim na minha cidade e um evento de Steampunk (já falando sobre um dos temas, pois esse foi o que mais me inspirou a comentar) Eu acho muito lindo e criativo o estilo Steampunk, embora ainda não tenha lido nenhum livro do gênero, mas que ainda pretendo.

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