quinta-feira, 12 de março de 2015

Resenha Insana de Susannah Cahalan.


Título: Insana.
Autora: Susannah Cahalan.
Editora: Belas Letras.
Número de Páginas: 300.
Ano de Lançamento: 2015.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Insana - Uma jovem jornalista com uma carreira promissora em Nova York se vê aprisionada em sua própria insanidade com uma doença que nenhum médico consegue diagnosticar. A rotina no jornal onde ela trabalha é substituída por inexplicáveis alucinações, surtos e ataques de paranoia - os mesmos sinais atribuídos a casos de possessão. Poderia se tratar de um episódio de House, mas é a história de Susannah Cahalan, que escreve o período de terror em que se transforma em desconhecida para si mesma e seus familiares. Sem poder contar com a memória para escrever sua reportagem mais difícil, Susannah recorre aos próprios rascunhos do período em que esteve doente, além de relatos de médicos, familiares, namorado e documentos para construir um drama psicológico sobre os caminhos misteriosos e assustadores do nosso próprio cérebro.
Opinião:

Eu recebi Insana da Editora Belas Letras como um presente de renovação da parceria, logo, eu nem fazia ideia de que o livro estava vindo e a primeira vista não é uma obra que me chamaria atenção, mas ela me conquistou logo nas primeiras páginas.

Susannah é uma jornalista do Post, jornal muito conhecido nos Estados Unidos, e vive em alta pressão, também mora sozinha em um local pequeno, mas que é dela, e tem um namorado, o Stephen.

Ela seria uma garota normal, com seus vinte e quatro anos, se não fossem as coisas estranhas que começaram a acontecer. Susannah começou a ver percevejos em sua residência, insistindo que precisava dedetiza-la, depois as cores começaram a brilhar e começou uma paranoia sobre seu namorado.

Primeiramente, assustada com seu comportamento atípico, foi procurar ajuda e fez uma bateria de exames que não acusou nada. Até que uma noite teve uma convulsão e seu namorado viu que algo não estava normal mesmo.

Logo depois Susannah foi internada no setor de epiléticos do NYU (hospital famoso), mas ninguém conseguia achar uma causa para seu problema, sempre passando pela hipótese que estivesse com problemas mentais, o que seus pais se negavam a acreditar.

A obra conta esse começo, com as primeiras reações de Susannah à doença e depois seu tempo no hospital, que foi um mês, por isso o nome do livro.

Acredito que a maior motivação do livro seja tornar essa doença mais reconhecida, por isso eu vou dizer o nome dela aqui entre aspas, se você não quiser saber qual é até ler a obra é só pular as aspas. Susannah tinha "encefalite autoimune, causada por um receptor anti-NMDA, que ocasiona uma inflamação no cérebro e por isso as reações estranhas que ela tinha".

O segundo ponto é como as pessoas que não tem um atendimento privilegiado, como ela teve em um dos melhores hospitais, podem ser diagnosticadas com alguma doença mental, sendo que podiam ser tratadas e talvez curadas. Então ela deixa a pergunta: quantas pessoas no mundo será que não foram realmente diagnosticadas? Sendo que podiam ser curadas?

Eu amo ficção, como vocês sabem, mas esse foi um livro baseado em história real que me apaixonei, ele retratou bem (ao menos acho) o que ela passou e família também, tanto antes, durante, como depois e ainda foi explicando sobre a doença e o cérebro.

Um livro que eu nem tinha uma ideia formada, acabou se tornando uma ótima surpresa, pois te faz pensar, e eu acho que isso vale muito em um livro, seja ficção ou não, te fazer reaver as ideias que tem e evoluir.




Saí novamente, trotando da sala de estar até a cozinha, e depois de volta outra vez. Dessa vez eu sabia. Dessa vez eu tinha sacado de verdade. Dessa vez tudo fazia sentido.
- Meu... coração... dóóóóóóói - eu disse enquanto segurava o peito e me contorcia no chão frio do hospital. - Não... consigo... reeeespiraaaar.
Mas era irresistível: agora eu tinha a oportunidade de desvendar o tempo perdido e provar a mim mesma que podia entender o que havia acontecido dentro do meu corpo.

6 comentários:

  1. Eu me interessei bastante por esse livro! Eu não tinha conhecimento sobre esse livro até ver esse post. A sinopse é bem feita e o livro bem marcante! O livro me interessou, porque ele parece deixar o leitor bem envolvente e fazer as pessoas refletirem sobre essa doença. Adorei a resenha!

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  2. A sinopse e capa não me atraíram nem um pouco, e se não fosse pela resenha eu não iria saber sobre o quê realmente o livro tratava. Apesar da avaliação e do enredo bem intrigantes, ainda não consegui me interessar muito pelo livro. Não é o meu estilo preferido de leitura...

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  3. Como você mencionou, a primeira vista, a obra não chama atenção, a capa não nos faz se interessar pelo livro, e a sinopse também não é das melhores.
    Mas com a sua resenha parece que a leitura é boa, não é muito o meu estilo, mas ainda assim não me interessei muito.
    Abraços

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  4. Bem, esse, definitivamente, não é o tipo de livro que gosto de ler. Até entendo da importância de uma obra assim, pois além de falar um pouco da experiência da autora, ainda informa um pouco mais sobre a doença, mas, mesmo assim, não me interessei.

    @_Dom_Dom

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  5. não conhecia esse livro , porém em saber que esse foi um livro baseado em história real, me chama bastante atenção...

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  6. Oi!
    O livro não chamado muita atenção, mas já tinha lido uma resenha achei a historia bem tensa e triste pelos dramas passado pela protagonista, o livro me interessou bastante por ser uma historia real !!

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