terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Resenha Especiais de Scott Westerfeld.


Título: Especiais.
Trilogia: Feios.
Resenhas: Livro I. - Livro II.
Autor: Scott Westerfeld.
Editora: Galera Record.
Numero de Páginas: 352.
Ano de Lançamento: 2012.

Sinopse:
Circunstâncias especiais. As palavras dão arrepios a Tally desde seus dias como uma repugnante e revoltada Feia. Naquela época, especiais eram um boato sinistro - assustadoramente bonitos, perigosamente fortes, chocantemente rápidos. Perfeitos comuns podem viver uma vida inteira sem conhecer um especial. Mas Tally nunca foi comum. E agora ela se tornou um deles: uma super máquina de combate, construída para manter os feios humilhados e os perfeitos idiotas. A força, a velocidade, e a clareza e foco de seus pensamentos é a melhor coisa que Tally consegue lembrar. Na maior parte do tempo. Uma pequena parte do seu coração ainda se lembra de algo mais. Mesmo assim, é fácil ignorar isso - até Tally oferecer-se a acabar permanentemente com os rebeldes de New Smoke. Tudo se resume a uma escolha: escutar seu coração ou realizar a missão para que foi programada. De qualquer jeito, o mundo de Tally nunca mais será o mesmo.

Opinião:

Quem já leu a resenha de Feios e Perfeitos sabe que tive uma relação de ódio e amor com a série. Com o primeiro livro sendo muito fraco e o segundo eu adorando, Especiais ficou no meio termo.

A história se passa em um universo distópico em que as pessoas sofrem cirurgias que as transformam em bonitas, mas, além disso, tiram a capacidade da pessoa pensar, se tornam avoados. Mas existe uma resistência, que é a Fumaça, para onde alguns Feios fogem. Tally já viveu lá até ser raptada e virar uma Perfeita, e depois conseguiu limpar sua mente junto com Zane (seu namorado) e voltar a Fumaça, onde acabou sendo raptada novamente, já que Zane precisava de cuidados médicos e ela não o deixaria sozinho.

Agora Tally faz parte das Circunstâncias Especiais, sendo uma Cortadora, uma categoria nova e totalmente sagaz, em que a chefe é Shay. A motivação deles é achar Fumaça e exterminar logo com ela.

Quando Tally descobre que Zane já se recuperou, tenta convencer Shay que ele deve ser um Especial, para ficarem junto. O problema é que para isso Zane tem que mostrar que pensa sozinho e fazer algo borbulhante para a Dra. Cable querer transformá-lo.

Assim surge a ideia de mandar Zane atrás da Fumaça, visto que ele deseja ser um deles, é a favor da rebelião e, sem que ele saiba, o seguir para achar a localização dela.

Para Tally é muito importante que Zane se torna um Especial, pois ela não aguenta as sequelas que ficaram nele, como sua tremedeira e o achou muito comum para ela, não conseguindo nem olhá-lo direito.

Então o autor dividiu o livro em partes: Tally como Especial, Tally encontrando Zane, eles na floresta, quando chegam ao destino, e depois.

O que posso dizer é que pensava que Zane tinha morrido no final do anterior, então foi uma boa surpresa ter mais dele.

Essa não é uma distopia romântica, tem romance, sim, mas em nenhum momento o foco é esse, é mais uma complementação de motivação para Tally, mas é focada na situação da cidade.

É engraçado, pois Tally em alguns momentos parece conseguir recuperar sua mente e, em outros, já está agindo como Especial e, também, tudo que ela tem como objetivo sempre acaba dando errado desde o primeiro livro.

De jeito nenhum eu chamaria essa distopia de maravilhosa, mas é uma boa distopia, firme e objetiva, você não se sente lendo ficção e sim não-ficção, pois a escrita do autor te passa a firmeza da situação.

A trilogia tem um livro extra que se chama Extra, mas que é com outros personagens e outro foco, então quero ver como será a escrita do autor nesse.

Em resumo, se quiser ler uma distopia mais forte, acho que Feios é uma boa opção, pois foi isso que senti da série.


O momento especial trouxe uma lucidez avassaladora e Tally finalmente desembaralhou as ideias. Por dentro havia elementos permanentes, coisas que continuavam inalteradas fosse ela feia, perfeita ou especial - e o amor era um desses elementos.

Essa era a vantagem de ser um Cortador: tudo era sagaz agora, como se a pele absorvesse o mundo.

- Nem sempre a culpa é minha - disse, bainho. - A situação se complica às vezes.

Os Especiais podiam ter ossos inquebráveis de cerâmica, mas ainda havia muita carne para machucar e nervos para reclamar.
Aquilo estava ficando tão complicado quanto tentar imaginar dentes de dragão.


5 comentários:

  1. Sempre tive curiosidade com essa trilogia mas não sabia muito do que se tratava, sua resenha esclareceu bastante pra mim rs

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  2. Acabei pegando emprestado o último volume desta série. Já faz tempo que li este volume,então sua resenha acabou me ajudando a lembrar um pouco do enredo.
    Bjs, Rose

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  3. Cath!
    Uma distopia bem escrita é favorável a leitura.
    Gosto de distopias e o tema aqui é bem diferenciado.
    Queria entender por que transformar os feios e bonitos e ainda por cima, tirar deles o poder de pensar por conta própria?
    Claro que fiquei curiosa para ler.
    cheirinhos
    Rudy

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  4. Me amarro em distopias, e essa série já está na minha listinha de desejados. Acho um máximo quando os autores escrevem tão bem, que parece que a ficção que estamos lendo, parece ser real. Espero ter a oportunidade de ler muito em breve.

    @_Dom_Dom

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  5. Oi!
    Li essa distopia e gostei muito achei muito bem escrita e a historia te prende e o tema era bem diferente quando li tambem gostei que o autor criou um mundo totalmente novo e bem pensado mas o ultimo livro me decepcionou um pouco eu esperava mais do livro !!

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