quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Resenha Cuco de Julia Crouch.


Título: Cuco.
Autora: Julia Crouch.
Editora: Novo Conceito.
Numero de Páginas: 464.
Ano de Lançamento: 2012.

Sinopse:
Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.
Opinião:

Rose tem sua vida totalmente sobre controle. Gareth, seu marido, é um artista que trabalha na mesma propriedade onde fica a casa e eles possuem duas filhas, a mais velha chamada Anna e a menor chamada Flossie. Em decorrência de Floss ainda ser um bebê, Rose não trabalha fora, só faz os serviços domésticos.

Tudo estava muito bem até o marido da sua melhor amiga de infância, Polly, falecer em um acidente. Então Rose se vê convidando Polly para passar um tempo na edícula que tem no seu terreno com os seus dois filhos.

Acontece que a amizade das duas nunca foi fácil, uma sente inveja da outra, então quando Polly se muda o ambiente passa a se tornar hostil aos poucos, e depois de um acidente Rose tem que começar a se perguntar o quanto pode confiar em Polly, ao mesmo tempo que está presa a ela por um segredo do seu passado.

Cuco não foi um livro que eu li a sinopse e fiquei morrendo de vontade para ler, talvez por isso ele me surpreendeu tão positivamente.
 

Pelo livro acompanhar Rose, você termina vendo sempre o lado dela da história, como tudo foi mudando sem que ela admitisse e, quando resolveu enxergar, tudo já havia desmoronado a sua volta.

Eu já tive uma amiga que a relação era de amor X ódio, então entendi o que Rose ia sentindo, aquele "é minha amiga" versus o "mas é uma vaca" e você acaba ficando com raiva de Polly junto com Rose, mas o livro deixa claro pelas lembranças da protagonista que ela não foi nenhuma santa.

Quando chega ao final do livro você já está nervosa, pois sabe o que vai acontecer e admito que o final me decepcionou ao mesmo tempo que foi uma ideia fantástica da autora, pois te deixa com muita raiva e torna impossível esquecer o livro.

É um livro de suspense que consegue o objetivo, te deixar ansiosa pelo que vem a seguir, e ao mesmo tempo que tem 464 páginas, é uma leitura bem rápida.

Gostei também do trabalho da editora na capa, ficou levemente sombrio e conseguiu retratar uma parte do livro.

Mas eu admito que embora as duas fossem vacas no sentido ruim da palavra, pelo livro ser do ponto de vista da Rose, acaba criando muita raiva da Polly.




Vez ou outra, Rose foi o alvo da raiva de Polly, e ela odiara aquilo. Na verdade, Rose não suportava que alguém sentisse raiva dela, e frequentemente penava bastante para evitar isso. Quando era mais nova, comparava-se a Polly, considerando-se um pouco evasiva, um pouco amorfa, um pouco ávida demais para de adequar ao molde que sua melhor amiga esculpira para ela. Mas desde que se casou com Gareth e teve seus filhos, descobriu-se mais centrada e resoluta.
Mesmo uma criança precisa ir até o fundo do poço antes que pudesse retomar a vida.
- Olhe, Rose – falou. - Sou muito grata pelo que está fazendo por mim. De verdade. Só que, por favor, não pense que irá resolver tudo com uma conversa, tendo agradáveis papinhos comigo ou com meus filhos. Não vai funcionar assim. O que estamos passando não será resolvido com isso. O único jeito que irá funcionar é do meu jeito. E eu faço as coisas de modo diferente de você. Sempre fiz. Então, por favor, não pense que pode deixar tudo bem com palavras e pratos de comida, porque não pode. O fato é que ninguém me trará Christos de volta. E é com isso que nós, os meninos e eu, estamos lidando. E como você poderia saber o que isso significa para nós? Então, por favor, fique na sua.
Tudo permaneceu em suspenso por um instante, enquanto ela absorvia o que mais estava acontecendo. Seguiu a trajetória do olhar de Polly e Gareth fora da casa, no gramado dos fundos, ajoelhado sobre um pequeno corpo prostado. Ao seu lado, jazia uma arma. Uma arma?



6 comentários:

  1. Olá!

    Gostei da resenha. Já conhecia o livro e quero ler faz um tempo. Eu ri alto com "vacas no sentido ruim da palavra". kkkk

    Beijos!

    http://ymaia.blogspot.com.br/

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  2. Oi Cath, adorei a resenha e fiquei bem curiosa com esse livro. O que será que aconteceu no passado da Rose? Quero muito descobrir :D

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  3. Li há tempos atrás, e não gostei muito dele, talvez justamente pela raiva que peguei de ambas as protagonistas.
    Bjs, Rose

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  4. Cath!
    Li o livro há uns 2 anos e me lembro que a melhor parte foi o mistério e por isso continuei a ler o livro, porque o relacionamento das protagonistas... chegou a ser até cansativo de tanto mimimi...
    cheirinhos
    Rudy

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  5. Adoro livros com essa pegada de tensão. Gosto também quando as personagens de santas não tem nada. Fiquei bem curioso pra saber o que Rose fez no passado, o que Polly aprontou no presente e como foi esse desfecho que te fez ficar irada.

    @_Dom_Dom

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  6. O livro me deixou bem curiosa sobre o mistério o passado da protagonista a capa contribui muito para esse clima de mistério achei legal essa relação de amor e ódio ser explorada no livro !!!

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