quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Resenha A Viajante do Tempo.


Título: A Viajante do Tempo.
Série: Outlander.
Autora: Diana Gabaldon.
Editora: Saída de Emergência Brasil.
Numero de Páginas: 800.
Ano de Lançamento: 2014.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente? 
Opinião:

O livro começa com Claire e Frank Randall indo passar uma segunda lua de mel na Escócia, visto que há poucos meses havia terminado a Segunda Guerra Mundial, na qual Claire era enfermeira.

Frank desenvolveu um fascínio pela sua história familiar, em especifico pelo seu antepassado Jonathan Randall, que lutou em Culloden, por isso Claire acabava ouvindo muitas histórias daquele tempo.

Já Claire, incentivada por Frank, foi estudar plantas, descobrir suas características e para que ajudavam.

E tudo ia basicamente bem na lua de mel (embora eu não saiba como ela aguentava Frank, pois ele visivelmente não era super interessado nela) até que Frank descobriu que ia ter um ritual de druidas nas pedras na montanha de Craigh Na Dun e resolveu que iriam assistir escondidos.

Nesse dia Claire resolve voltar a noite para pegar uma planta diferente que viu no local e é aí que ela acaba ouvindo uma das pedras soltar um som e a abertura no meio desta transporta Claire para o mesmo local, só que na Escócia de 1743.

Primeiramente, quando acorda Claire acha que esta fazendo parte da encenação de um filme, mas logo vê que não é isso quando conhece o antepassado de Frank, o Jonathan Randall, que não tem nada de nobre (sério, vocês vão odiar esse homem).

Claire acaba sendo "salva" pelos escoceses e levada ao Castelo Leoch depois de ajudar o Jamie, que acaba se tornando amigo dela no decorrer do livro e a chama de Sassenach, o que significa forasteira.

Eu não quero contar muito do enredo para vocês, pois achei ótimo não ter lido muitas resenhas e não saber o que ia acontecer e acho que vocês devem ter essa oportunidade, mas depois que passa esse começo vem Claire tendo que se adaptar a vida da época enquanto tenta fugir para voltar as pedras e assim a sua vida.

Ao mesmo tempo a maioria pensa que ela é uma espia inglesa, então está sempre sutilmente presa ao castelo e a olhares.

Existe sim um romance lindo a ser desenvolvido no livro e eu gostei de como a autora fez isso calmamente, com leves toques, humano e também de como o próprio Jamie tem os traços de herói que adoramos, é muito bonito, másculo, mas é mundano e um bebê chorão quando fica doente (que diga-se de passagem, a maioria dos homens são).

Eu li o livro em uma semana, isso porque pegou bem minha época de provas, caso contrário teria lido mais rápido, pois embora tenha 799 páginas a escrita da autora é suave e não é detalhista em excesso como me falaram.

Acho que a Diana conseguiu introduzir história sem ser cansativo, pois você acaba aprendendo daquele tempo na leitura, mas de forma que nem repara, porque está envolvido no enredo.

E outra coisa é que os personagens são cativantes e uma mistura de bom e mau em cada um, Claire mesmo acaba fazendo coisas tolas as vezes e Jamie tem um certo complexo de herói, mas não vou mentir, me peguei apaixonada por ele desde o inicio.

Quanto a capa achei muito bonita e tem tudo a ver com a proposta da obra e a diagramação está perfeita.


Posso dizer com toda sinceridade que o começo da história de Claire Elizabeth Beauchamp e James Alexandre Malcolm MacKenzie Fraser me cativou, e que já estou lendo o próximo, que pelo começo continua extremamente bom.

Curiosidades:
* A série já foi publicada pela Editora Rocco aqui no Brasil, as publicações começaram no ano de 2004, mas pararam sem completar a série, não sei porque.
* As capas da Rocco eram bem feias pelo que olhei na internet.
* Em agosto de 2014 foi lançado um seriado de televisão baseado na série de livros, não vi todos os episódios ainda, pois li o livro antes, mas vi até o 5º e eles mudaram algumas coisas, embora tenha momentos bem fieis, então indico que leiam o livro primeiro, pois ele é melhor.


- Eu sou Jonathan Randall, capitão da Oitava Companhia de Dragões de Sua Majestade. A seu serviço, madame.
Desatei a correr. Minha respiração roncava no peito à medida que eu abria caminho entre a cortina de carvalhos e amieiros, ignorando amoreiras selvagens, urtigas, pedras, troncos caídos, tudo que estivesse em meu caminho. Ouvi um grito às minhas costas, mas estava apavorada demais para verificar de onde vinha.
O rapaz tinha bons sentimentos. Em vez de pedir ajuda ou se retirar perplexo, sem saber o que fazer, ele se sentou, puxou-me com firmeza para seu colo com o braço bom e ficou embalando-me suavemente, murmurando palavras carinhosas em gaélico ao meu ouvido e alisando meus cabelos com uma das mãos. Chorei amargamente, sucumbindo por um momento ao medo, à confusão e ao desânimo, mas aos poucos comecei a me acalmar, enquanto Jamie acariciava afetuosamente meu pescoço e minhas costas, oferecendo-me o conforto de seu peito largo e aconchegante. Meus soluços diminuíram e comecei a serenar, recostando-me, exausta, na curva de seu ombro. Não era de admirar que fosse tão bom com cavalos, pensei indistintamente, sentindo seus dedos acariciando-me suavemente atrás das orelhas, ouvindo as palavras tranquilizadoras e incompreensíveis. Se eu fosse um cavalo, deixaria que me conduzisse para onde quisesse.
A multidão apartou-se e Jamie MacTavish surgiu no espaço vazio. Inclinou a cabeça respeitosamente para MacKenzie, em seguida continuou a falar, O que quer que tenha dito, pareceu gerar mais controvérsia. Colum, Dougal, o pequeno escrivão e o pai da jovem, todos pareciam estar avaliando a situação.
Por que não?, tive vontade de dizer. Porque você não a conhecia, ela não significava nada para você. Porque você já estava ferido. Porque é preciso uma coragem especial para ficar parado diante de uma multidão e deixar alguém surrá-lo no rosto, qualquer que fosse o motivo.
A arca era o repositório do lado cirúrgico das atividades de Beaton. Dentro, havia serras, facas, bisturis e outros instrumentos de aparência sinistra, parecendo mais adequados à construção de prédios do que aos delicados tecidos humanos. O cheiro fétido aparentemente provinha do fato de que Davie Beaton não via necessidade de limpar seus instrumentos entre uma utilização e outra. Fiz uma careta de nojo diante das manchas escuras em algumas das lâminas e fechei a arca batendo a tampa com força.
Nesse caso, não era nem uma questão de vida ou morte. E o apoio de Colum provavelmente evitaria qualquer ataque fisico à minha pessoa. Mas as minhas mãos ficaram pegajosas em torno da tigela de porcelana ao me imaginar descendo as escadas, sozinha e sem nenhum poder, para confrontar aquela multidão de cidadãos virtuosos e inabaláveis, ávidos pela empolgação do castigo e do sangue para aliviar o tédio da existência.
- Bem, não - disse ele devagar -, desde que não a incomode o fato de eu ser. - Riu diante da minha expressão de queixo caído e recuou em direção à porta. - Imagino que um de nós deva saber o que está fazendo - concluiu ele.
- Isso nunca para? O desejo de ter você? - Sua mão acariciou meu seio. - Mesmo quando acabo de sair de você, eu a desejo tanto que sinto um aperto no peito e meus dedos doem querendo tocá-la outra vez.
- Uma troca - disse ela, irritada. - Certamente você deve saber o que é uma troca. Quando as fadas roubam uma criança humana, deixam uma das suas no lugar. Você sabe que é uma criança trocada porque ela chora e se queixa o tempo todo e não cresce nem se desenvolve.
- Não para que você ficasse, não achava isso certo. Rezei para ser forte o suficiente para deixá-la ir embora. - Balançou a cabeça, ainda fitando a colina, uma expressão sonhadora nos olhos. - Eu disse: "Senhor, se nunca tive coragem em minha vida antes, que eu a tenha agora. Permita que eu seja corajoso o suficiente para não cair de joelhos e implorar-lhe que fique".

2 comentários:

  1. Sério, sempre tive vontade de ler. Mas depois de conhecer a protagonista, eu consegui odiar tudo. E também por se passar em época, mas mesmo assim parecer meio que atual, em algumas coisas. A autora soube fazer no ponto certo a parte romântica, sem exageros. Mas enfim, agora não estou para ler um enredo do tipo. Mas quem sabe mais pra frente.
    Abraos Cath,
    ThayQ.

    ResponderExcluir
  2. Cath *-*

    Já li várias resenhas desse livro, a ponto de me apaixonar pela história desse casal, mas confesso que o tanto de páginas me desanimou um pouco, não por preguiça de ler, mas porque já vi algumas pessoas dizendo que é um livro cansativo. Comecei a assistir a série de TV e to adorando, assim que tiver oportunidade compro o livro .. Espero me apaixonar também.. Ah, amo, amo e amo essa capa <3
    Beijos

    ResponderExcluir