sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Resenha Incendeia-me.


Título: Incendeia-me.
Autora: Tahereh Mafi.
Editora: Novo Conceito.
Ano de Lançamento: 2014.
Numero de páginas: 384.

Sinopse:
UM DIA EU POSSO ROMPER

UM DIA EU POSSO R O M P E R
E ME LIBERTAR
NADA MAIS VAI SER IGUAL
O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Todas as pessoas com quem Juliette se importa podem estar mortas. Talvez a guerra tenha chegado ao fim antes mesmo de ter começado. Juliette foi a única que restou no caminho d O Restabelecimento. E sabe que, se ela sobreviver, O Restabelecimento não sobreviverá. Entretanto, para destruir O Restabelecimento e o homem que quase a matou, Juliette vai precisar da ajuda de alguém em quem nunca pensou que pudesse confiar: Warner. Enquanto eles lutam juntos para combater o inimigo, Juliette descobre que tudo que ela pensava saber sobre seu poder, sobre Warner e até mesmo Adam era uma mentira.
Opinião:

Sabe aquele livro que você imaginou que seria bom, mas ele chega e te da um tapa na cara, pois é muito melhor do que sequer imaginou? Foi esse.

Juliette tem um dom (que ela vê como uma maldição): não pode tocar nas pessoas sem que se machuquem/morram, além disso tem uma força imensa. No livro anterior ela descobriu que existia uma resistência contra O Restabelecimento, organização que governa seu país de forma horrível, deixando as pessoas subjugadas e em condições de vida deploráveis. Ela se juntou a esse grupo e durante o dia da batalha do Ponto Ômega contra O Restabelecimento levou um tiro e assim termina o segundo livro da trilogia.

O terceiro começa com Juliette percebendo que foi salva por Warner e descobrindo que ele não é nem de perto o monstro que imaginava. Ao mesmo tempo em que descobre que o Ponto Ômega foi destruído, sobrando somente oito sobreviventes.

Ainda assim, Juliette quer desesperadamente destruir o Restabelecimento e percebe que quem deve fazer isso e comandar o novo governo é ela mesma.

Primeira coisa que devo salientar é a escrita da autora, Tahereh mistura uma maneira simplista com uma forma poética que te conquista de cara, e olha que eu não curto nem um pouco poesia, mas Juliette tem na sua maneira de falar e pensar um jeito levemente poético de olhar o mundo.

Ponto dois é que esse livro terminou exatamente como eu desejava, embora tenha me dado um imenso susto no final.

Nesse livro Juliette tem que rever seus conceitos sobre ela mesma, Warner e Adam, e o crescimento da personagem é notável em cada página, não é mais aquela garota que se encolhe num canto chorando.

Outro detalhe ótimo é como está forte a amizade entre Juliette e Kenji, ele se tornou a pessoa mais confiável para a garota.

Se tem um livro que beira a perfeição a meu ver é esse, não digo que é perfeito, pois eu queria uma continuação após o final e mais do Warner. O romance que tem nesse exemplar de longe é o mais bonito da trilogia, na minha opinião.

Quanto a capa, eu indo contra a maioria, adorava as capas antigas, embora tenha achado essa bonita também, e a diagramação da obra está perfeita.

Quando terminei ficou um imenso desejo de mais, saber mais sobre o que acontece depois, sobre Juliette, Warner e Kenji.


- Solte-me - eu grito, mas, ah, apenas na minha imaginação, porque meus lábios pararam de trabalhar e meu coração acabou de deixar de funcionar e minha mente foi para o inferno pelo restante do dia e meus olhos meus olhos acho que estão sangrando. Warner está sussurrando palavras de consolo que não consigo escutar e seus braços estão enrolados inteiramente ao redor de mim, tentando me manter inteira por meio de força física mas não adianta. Não sinto nada.
- Se existisse pelo menos a menor chance de eu poder poupá-la dessa dor - ele diz, enfim-, eu teria aproveitado. Você precisa saber que eu não teria dito isso se não fosse absolutamente verdade.
Aaron Warner Anderson, comandante-chefe e regente do Setor 45, filho do supremo comandante d`O Restabelecimento. Ele tem uma queda por moda.
A palavra escapa de meus lábios antes mesmo de eu ter tido a chance de pensar bem. Não tenho certeza de por que disse isso. Talvez porque seja tarde e ainda esteja tremendo, e talvez tê-lo por perto possa assustar meus pesadelos e mandá-los embora. Ou talvez seja porque esteja fraca e angustiada e precise de um amigo agora. Não tenho certeza. Mas tem algo na escuridão, na calmaria desta hora, eu acho, que cria uma linguagem própria. Há um tipo esquisito de liberdade no escuro; uma vulnerabilidade aterrorizante que permitimos a nós mesmos exatamente no momento errado, enganados pela escuridão, pensando que ela guardará nossos segredos. Esquecemos que a escuridão não é um lençol; esquecemos que o sol nascerá logo. Mas, no momento, pelo menos, nós nos sentimos corajosos o bastante para dizer o que nunca diríamos na claridade.
Por muitos anos vive em constante terror comigo mesma. A dúvida tinha se casado com meu medo e se mudado para minha mente, onde construiu castelos e governou reinos e mandou em mim, subjugando minha vontade a seus sussurros até eu ser pouco mais do que um peão obediente, muito aterrorizado para desobedecer, muito aterrorizada para discordar.
Nenhuma arma, nenhuma espada, nenhum exército nem rei um dia será mais poderoso que uma frase. As espadas podem cortar e matar, mas as palavras vão golpear e ficar, enterrando-se em nossos ossos para virarem corpos mortos que carregamos para o futuro, sempre cavando e sem conseguir arrancar seus esqueletos de nossa carne.
As palavras são como sementes, eu acho, plantadas em nosso coração em uma idade terna.





2 comentários:

  1. Vish '-'. Sabe que eu sempre tive vontade de conhecer? as capas são lindas mesmo. Juli parece ter um dom um tanto assustador. Mas ao mesmo tempo é bom. Essa batalha que está ocorrendo parece ótima. Ela parece bem decidida quanto a destruir o restab/. Uma pena ter faltado mais pra ti, ainda mais o romance dos dois.
    Abraços Cath,
    ThayQ.

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  2. Oi Cath :D

    Adorei os quotes, principalmente o segundo ! <3
    Me interessei pela trilogia logo de cara, então peguei emprestado o primeiro livro e "tentei" iniciar a leitura, acho que não foi em uma época boa porque não consegui me interessar .. A única coisa que me faz querer reiniciar a leitura e ler os outros livros é o dom da Juliette, ele me fascinou, é bem diferente do que costumo achar nos livros ..
    Bem, eu fico com as capas antigas, pra mim ainda são as mais bonitas !
    Bjs

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