quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Resenha Confetes na eira.


Nome: Confetes na Eira.
Autor: Franca Treur.
Editora:Virgiliae.
Numero de Páginas: 267.
Ano de Lançamento: 2012.
Compre: Link.
Cortesia da editora.
Sinopse: Katelijne é uma menina doce e carismática, mas mais questionadora do que seu mundo permite. Ela é a encantadora protagonista do romance de estreia de Franca Treur, que surpreendeu a Holanda e bateu recorde de vendas, 150 mil exemplares. A humanidade e a proximidade com que Katelijne narra o seu mundo - ela vive em uma fazenda com seus seis irmãos e os pais, dentro de uma reclusa comunidade protestante - foram aclamadas pela crítica.
Opinião:
 
Me decepcionei com este livro, acho que criei expectativas demais, em função de ele ser um best-seller na Holanda e ter várias criticas positivas por lá. Mas o enredo é muito maçante e complicado de ler.


Desde a escrita, que se arrasta por usar palavras mais antigas (talvez seja só a tradução) à descrição dos fatos que estão acontecendo em si. A autora descreve toda uma paisagem, com riqueza em detalhes para informar a nós leitores que o personagem está simplesmente jogando adubo no jardim. Eu me peguei várias vezes pensando, porque será que ela faz isso, pois deixa a leitura muito cansativa, ao invés de simplesmente fluir.

E o que tornou minha leitura realmente complicada foi... Não me encantei com nenhum personagem, e olha que isso tinha de sobra. a personagem principal Katelijne morava com seus seis irmãos e pai e mãe, e mesmo assim não me interessei por nenhum deles. 

O livro conta a história dessa família que mora no campo, trabalham no campo e seus únicos passeios são ir a igreja. É eles são muito religiosos o que acaba fazendo grande parte do livro se tornar em idas a missas, versículos, e pregações do padre. As quais eram tiradas a limpo quando chegavam em casa para ver se as crianças tinham prestado atenção no que havia sido dito. Caso não soubessem explicar do que se tratava eram obrigados a estudar a bíblia ou ir novamente na missa da tarde.

A outra parte do livro era baseado em contar histórias sobre como era o cuidado com o campo, flores e animais. De vez em quando Katelijne tinha lembranças do que alguns parentes faziam ou diziam enquanto eram vivos.

A única coisa que me identifiquei, mas muito pouco é que ela gostava de ler e as vezes se imaginava fazendo parte da história. Ou esperando que assim que terminasse de ler sua realidade estaria diferente. Acho que isso acontece com a maioria das pessoas que gostam de ler. 

Mas o que mais me questionei foi, porque que todo o livro foi narrado na perspectiva de Katelijne sendo que no "grande" acontecimento ela está apenas de espectadora, e assim só ficamos sabendo o que se passa de acordo com o que ela subentende. Afinal ela é apenas uma criança. 

Bom espero que não tenha ficado muito maldosa a resenha.
E tomara que você se apaixone por essa personagem de um jeito em que eu não consegui. Talvez eu apenas não tenha entendido ela. Ou simplesmente eu estivesse esperando um outro tipo de romance.

Já no verão, a história é completamente outra. Nos meses estivais, são três missas no domingo, o que por si só já basta para preencher o dia de desassossego.
A mãe tem preferência pela noite, provavelmente por ser-lhe mais fácil, o que aumenta o risco das crianças terem de acompanha-los três vezes; como quando o pai considera, por exemplo, que não tenham estado quietos pela tarde ou quando não souberam listar os temas do dia; ou ainda porque jogaram bola, desrespeitando a prescrição de ócio no dia do Senhor. O que ainda pode-se dar é que tenham de acompanhar a mãe a noite pela pura e simples razão de ela não estar com vontade de ir sozinha.

9 comentários:

  1. Olá!
    Pelo que você falou do enredo, não senti vontade de ler o livro. Faltou mais conflito nessa história. Esse negócio de idas à missa deve ser meio entediante de se ler, eu imagino.
    Beijos!

    http://ymaia.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. É meio entediante mesmo... Mas acredito que isso aconteça em função de sermos de culturas diferentes. Porque este livro foi eleito como best - seller na holanda. Sinal de que alguns milhares de leitores foram tocados com essa história.

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  2. Nossa,
    esse livro parece ser chato demais!
    Personagens sem carisma e trama maçante :Ninguém merece!

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  3. Não achei maldosa, achei sincera. uma pena.
    Bjs, Rose.

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  4. Pri!
    Não conhecia a editora e gostei muito do nome da protagonista, bem diferente.
    Acredito que o fato do livro ter sido aclamado na Holanda é que lá é uma realidade bem próxima do enredo, eles adoram as flores, vivem em fazendas com famílias grandes, etc...
    Achei sua análise sincera, não tentou colocar panos quentes e falou o que sentiu, por que maldosa? Jamais!
    cheirinhos
    Rudy

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  5. A resenha não foi maldosa, não senti nada desse tipo enquanto lia. Na verdade, você foi muito feliz ao escrevê-la, pois sinceridade é muito importante ao argumentar. Enfim, a sinopse do livro não me encantou nem um pouco e a sua opinião frisou pontos importantes e que sempre prezo ao ler (narrativa, personagens, enredo, etc). É chato quando pegamos um livro e estamos cheios de expectativas e elas não são atingidas de nenhuma forma :(

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  6. Uma pena que você não gostou. Bom se eu tivesse lido o livro também iria sintir a mesma coisa que você sentiu ao ler o livro. Devido a isso não leria.
    A história não me agradou muito, achei que era só eu que não tinha gostado do livro.
    Como você descreveu na resenha que a protagonista depois de ler um livro imagina a história.. eu também sou assim. Rs

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