terça-feira, 28 de outubro de 2014

Resenha O melhor de mim (livro e filme).

Olá, queridos leitores. Estou de volta com mais uma resenha, porém, esta será um pouco diferente. Na última sexta (25), fui convidada pela Editora Arqueiro para a cabine de imprensa do filme O melhor de mim, que estreia nesta quinta (30), portanto, desta vez falarei um pouquinho do livro e do filme, fazendo uma breve comparação.



O livro



Título: O melhor de mim.
Autor: Nicholas Sparks.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 272.
Ano de Lançamento: 2012. 

Sinopse:
Na primavera de 1984, os estudantes Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram perdidamente. Embora vivessem em mundos muito diferentes, o amor que sentiam um pelo outro parecia forte o bastante para desafiar todas as convenções de Oriental, a pequena cidade em que moravam. Nascido em uma família de criminosos, o solitário Dawson acreditava que seu sentimento por Amanda lhe daria a força necessária para fugir do destino sombrio que parecia traçado para ele. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, que sonhava entrar para uma universidade de renome, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. Infelizmente, quando o verão do último ano de escola chegou ao fim, a realidade os separou de maneira cruel e implacável. Vinte e cinco anos depois, eles estão de volta a Oriental para o velório de Tuck Hostetler, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas. Após tanto tempo afastados, Amanda e Dawson irão perceber que não tiveram a vida que esperavam e que nunca conseguiram esquecer o primeiro amor. Um único fim de semana juntos e talvez seus destinos mudem para sempre. Num romance envolvente, Nicholas Sparks mostra toda a sua habilidade de contador de histórias e reafirma que o amor é a força mais poderosa do Universo - e que, quando duas pessoas se amam, nem a distância nem o tempo podem separá-las.

Opinião:
O livro se trata basicamente do romance entre um jovem vindo de uma família perigosa e uma moça de família importante, que são separados por suas diferenças, sob influência de suas famílias e se reencontram vinte anos depois, com a morte de um amigo em comum, Tuck Hostetler. Dawson Cole faz o tipo garoto temido porém bonzinho na adolescência e homem recluso na meia-idade, enquanto Amanda Collier era uma borboleta social rebelde dos anos 70/80 e uma adulta infeliz no casamento.

Como esperado dos livros de Nicholas, sempre há aquela pitada de tragédia, e desta vez não foi diferente. Ela se apresenta para nós aproximadamente no segundo capítulo, quando Amanda - que falava de sua vida pós Dawson - conta que sua terceira criança, Bea, falecera devido a uma leucemia. Como eu disse, nada mais que o esperado de um livro dele.

O livro não me surpreendeu muito, talvez por já estar familiarizada ao estilo do autor e me senti um pouco frustrada, pois estava com grandes expectativas para este, mas gostei MUITO dos personagens principais serem adultos de quarenta anos, ficando grisalhos e lidando com a vida adulta como ela de fato é, um campo de batalha no lugar do mar de rosas adolescente. Personagens que já trabalham, lidam com situações mais maduras e que mesmo assim, ainda amadurecem muito ao longo da narrativa.


Quero acordar de manhã com você ao meu lado, quero chegar à noite e jantar com você. Quero compartilhar com você cada detalhe bobo do meu dia e ouvir cada detalhe do seu. Quero rir junto com você e dormir com você em meus braços. Porque você não é só alguém que eu amei no passado. Você era minha melhor amiga, a melhor parte de quem eu sou, e não consigo me imaginar desistindo disso outra vez. - ele hesitou, buscando as palavras certas. - Eu lhe dei o melhor de mim e, depois que você foi embora, nada jamais voltou a ser o mesmo.

O filme



Estreia: 30 de outubro de 2014.
Duração: Aproximadamente 2 horas.
Distribuidor: Imagem Filmes.


Opinião:

Filme lindo, fato, porém, pouquíssimo parecido com o livro. Quando cheguei no cinema, eu tinha certeza que amaria o filme (o que de fato aconteceu), afinal ainda não tinha terminado a leitura do livro. Porém, na primeira meia hora de filme, que correspondia a parte que eu já havia lido, já ficou claro que o livro nem sequer serviu como pano de fundo, talvez título, nomes e um pouco da história. Com o avanço da minha leitura, minhas suspeitas foram confirmadas: Houveram mudanças drásticas nesta adaptação.

Agora, vendo o filme apenas como filme e esquecendo que há um livro base, o longa é realmente maravilhoso, desde a história aos cenários e atores. Por falar em atores, eu realmente adorei a escolha das atrizes que interpretaram Amanda, pois elas são muito parecidas e parecem a mesma pessoa com anos de diferença. Já a escolha dos atores de Dawson não me agradou muito. Dawson adulto, eu amei, foi espetacular, merece um prêmio, mas o jovem não era muito parecido. Luke Bracey tem uma aparência mais velha que o personagem  e a sua fisionomia não lembrava nada James Marsden (durante o filme, mas em fotos, parece um pouquinho).

James Marsden e Luke Bracey

Michelle Monaghan e Liana Liberato


Apesar de lindo, não consegui captar muito a emoção do enredo, principalmente no final, nos momentos decisivos. Senti falta de um pouco mais de entrega por parte dos atores no final. Desta vez, eu nem chorei, e vocês bem sabem como isso é estranho.

É um bom filme para quem não nega uma história de amor, principalmente um "primeiro amor", indicado para um casal ou até para um grupo de amigas, mas acho que não faz exatamente o estilo dos rapazes, que são mais ligados a filmes de ação (embora eu não possa negar, há um pouco de ação neste filme). Mas, uma curiosidade: Paul Walker interpretaria Dawson, mas após sua morte, James (nosso eterno Ciclope) assumiu o papel.


Classificação:
Bom, a classificação também será diferente desta vez. Se observarmos o filme como uma adaptação, infelizmente houveram incontáveis falhas e modificações, portando a nota é bem baixa.


Mas se olharmos para o longa como um filme a parte de qualquer livro, é ótimo e cativante, porém, sem a real emoção necessária em algumas partes, tanto por parte dos atores como dos roteiristas e produtores.





2 comentários:

  1. Não li o livro ainda. Mas ainda pretendo ler.
    Mas acho que vou assistir o filme primeiro.
    Sou bem romântica e provavelmente vou gostar!
    Só achei uma grande
    pena ter faltado mais emoção!

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  2. Caroline!
    Já li o livro e sempre fico emocionada com as personagem do Tio Nick.
    Quanto ao filme, não posso falar nada porque não assisti ainda, espero poder ver a película.
    Fizeram tanto alarde que achei que a adaptação fosse bem perto do original do livro.
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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