terça-feira, 14 de outubro de 2014

Resenha: O Julgamento de Shemaya.


Nome: O Julgamento de Shemaya.
Autor: James Kimmel Jr.
Numero de Páginas: 320.
Ano de Lançamento: 2014.
Editora: Leya.
Compre: Saraiva.
Sinopse: A advogada Brek Cuttler está morta . E agora terá de enfrentar o maior julgamento de sua vida ... A jovem advogada Brek Cuttler está sentada sozinha no banco de madeira de uma estação de trem deserta. Não se lembra como chegou lá, muito menos qual é o destino final de sua viagem. Em pouco tempo, Brek descobrirá que, na verdade, está morta... E isso provocará mais perguntas que respostas: o que provocou sua morte? Como aceitar a irrevogabilidade da morte que representa o afastamento de sua família e de todas as pessoas que ama? Pode a justiça divina apresentar tantas incongruências quanto as leis humanas? Mais do que isso, ela descobrirá que foi escolhida para integrar o seleto e talentoso grupo de advogados defensores das almas durante o Julgamento Final, onde se determina se o réu passará o restante da eternidade no céu ou no inferno. Porém, antes de seguir em frente e advogar a favor das almas, Brek deve se preparar para enfrentar a terrível verdade sobre sua morte e aceitar as relações que traçaram seu destino na Terra e que serão reveladas durante o primeiro caso que enfrentará no pós-vida... Sobre o autor: Com doutorado em jurisprudência pela Universidade da Pensilvânia, James Kimmel Jr. é romancista, advogado e acadêmico especialista na relação entre Direito e espiritualidade, auxiliando indivíduos com doenças mentais perante o sistema judicial criminal. O julgamento de Shemaya marcou sua estreia na literatura.

Opinião:

Vou tentar contar um pouco da história desse livro, tentando não revelar muitos mistérios e tentando não me repetir, pois a sinopse é bem extensa. Essa obra é cheia de segredos. Prende a atenção do leitor. Uma ótima narrativa em primeira pessoa.

Brek Cuttler, uma excelente advogada, casada com Bo, jornalista do Morning News, em um dia normal, após pegar sua filha Sarah na creche decide parar em um mercado para fazer algumas compras, o que ela não esperava que sua vida terminaria naquela hora. 

Ela simplesmente "acorda" em uma estação de trem chamada Shemaya. Olha ao redor tentando entender, porque está naquele lugar totalmente nua e coberta de sangue, e foi assim que ela conheceu Luas, ele que dá as boas vindas para todos que chegam a Shemaya e para cada um aparece de forma diferente. Para ela, Luas era um conjunto dos três homens mais velhos que admirava, isso acontece para as pessoas ficarem mais a vontade na hora de receber a noticia de sua própria morte.

Quando se acostuma com o fato de realmente está morta e não doente, então se depara com algumas situações: Ela não lembra de como morreu; não sabe o que aconteceu com sua filha, com a qual estava junto até a ultima lembrança que tem. E no meio disso tudo, recebe a noticia de que ela será nomeada uma das advogadas que apresentam as almas de outras pessoas para o julgamento final.

Com isso acaba conhecendo algumas pessoas que trabalham em Shemaya como Haissem, Elymas, Tim e Shelly. Ela também começa se familiarizar com o serviço que vai prestar e presencia o julgamento da alma de Toby Bowles, conhecendo assim toda a sua história. E descobre que sua primeira defesa será da alma de Amina.

O que ela não sabe é que a partir da história dessas pessoas é que começa a descobrir o porque da sua morte, pois tudo esta interligado.

Esse livro não tive o prazer de sentir as páginas, ver como é a textura da capa, recebi ele em e-book pela editora, uma nova maneira de fazermos parceria. Isso torna a leitura para mim mais demorada, talvez por ser um pouco mais cansativa. Mas a história me encantou, pois a vida pós morte (se é que existe) é um assunto muito delicado, e o autor soube levar muito bem, sem trazer a tona discussões sobre religião. 




Quando cheguei a estação Shemaya eu não sabia que morrera, nem tinha qualquer motivo para desconfiar de algo assim. Ninguém anuncia quando sua vida termina.
Gente morta duvida da irrevogabilidade de sua própria morte. Ou não acreditamos que estamos mortos, ou tentamos encontra um jeito de reverter isso. Só aos poucos nós aprendemos a aceitar a morte, em nosso próprio ritmo ou condições.

6 comentários:

  1. Oi Pri, eu soube deste livro durante a Bienal, e fiquei bem interessada nele. Ainda não o li, mas tenho ele na lista de leituras.
    Bjs, Rose.

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  2. Quando li a sinopse do livro,a história não me interessou muito.
    Mas quando li a resenha,e soube que tem um enredo cheio de mistérios,fiquei bem tentada a ler.

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    1. Tem mistérios que a gente só começa a descobrir no meio da história, então sempre tem um clima de suspense.

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  3. Pri!
    Ao ir lendo sua resenha tive mesmo o pressentimento de que seria um livro que leva a reflexão espiritualista (a qual acredito) e achei interessante a abordagem diferenciada dada pelo autor, fiquei bem intrigada.
    Gostaria demais de descobrir todos os mistérios e sensações do livro.
    cheirinhos
    Rudy

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    1. Sim, eu gostei do fato também de eles não imporem a religião como assunto principal... Isso torna o livro muito interessante.

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