quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Resenha Máscara.


Título: Máscara.
Autor: Luiz Henrique Mazzaron.
Editora: Novo Século.
Numero de Páginas: 368.
Ano de Lançamento: 2013.
Cortesia do autor.

Sinopse:
No mundo de Domus, a morte é a moeda que alimenta o jogo. E a verdade pode custar a vida. Liam é um garoto que viveu por muito tempo isolado devido aos constantes castigos do sádico tio, um carrasco ex-militar. Porém, inesperadamente, surge uma entidade maléfica, uma figura das trevas trajando uma máscara, e passa a o perseguir, levando-o a participar de um jogo num mundo surreal, chamado Domus. Junto a um grupo, Liam parte para uma experiência alucinante, em que os pecados da humanidade serão colocados em xeque, como numa espécie de julgamento. Um combate onde o principal objetivo do adversário é mostrar o quão odiosa é a raça humana… Mas ainda há muitos mistérios que rodeiam este intrincado jogo. Por qual motivo a criatura possui tamanha obsessão por ele? E vale a pena prosseguir, já que a morte é a única certeza?
Opinião:

Máscara é o primeiro livro de uma série e conta a história de Liam, que foi adotado por um casal que logo depois faleceu. Dessa forma, foi morar com um tio, que deixava o garoto com fome e o tratava mal.

Alguns anos depois uma assistente social vai a casa para o levar embora, só que o tio não permite, e é nesse dia que Liam mata o tio quando esse estava tentando assassiná-lo, e o garoto termina na delegacia de policia.

Só que quando os policiais vão investigar, homicídios começam a acontecer, e um policial termina fugindo da cidade com Liam e algumas pessoas para se salvarem. Depois disso se passam anos no livro, com eles vivendo numa mansão como uma família.

Acontece que quem está atrás de Liam não é uma pessoa normal, ele se chama Nero e não posso contar o que exatamente é, pois estragaria a surpresa, só que ele pode matar uma pessoa e tomar sua forma, menos pelo rosto, que fica negro.

Então depois desse tempo Nero consegue ir atrás de Liam, e é quando o captura e leva para Domus, que também não posso explicar o que é, mas é como um universo alternativo. Nero também faz Liam escolher alguns parceiros, todos com características tensas, exemplificando, assassino, prostituta, ladrão e etc.

Logo começa um jogo com várias fases, e as pessoas devem sobreviver a essas fases, então eu aviso tem mortes e nem todos vivem.

A obra me lembrou uma mistura dos filmes Jogos Mortais com Silent Hill, só acho que o autor pecou em pequenos detalhes no momento de retratar as pessoas, como os policiais que eram frágeis demais, eles vivem enfrentando várias situações, então imaginem se eles saíssem visitando diariamente todas as crianças que já resgataram, ou se fugissem com essas crianças cada vez que algo de errado.

Outro ponto é que obrigatoriamente você terá que ler a continuação, pois a aventura de Domus não termina neste primeiro livro como eu achei que ocorreria, imaginei que eles iriam sair de Domus nesse e no próximo teria um outro enredo, mas não é o que acontece.

Eu achei que o autor tem que crescer a escrita nesses pontos no próximo, mas as ideias são muitos boas e surpreendentes.

Por parte da editora ocorreu alguns errinhos de falta de pontos ou de colocarem uma palavra errada, mas nada que atrapalhe a leitura.

Se você curtiu Silent Hill e Jogos Mortais (mas não tão nojento, eu mesma não consigo ver Jogos Mortais, mas gostei do livro), acredito que vá gostar da obra.




O ser humano é realmente um enigma. Mesmo num ambiente de selvageria e morte ainda conseguem rir e esquecer que estão com as vidas em risco. A capacidade de adaptação deles é incrível.

- Sabe o que o ser humano faz para mascarar seus sentimentos na maioria das vezes?
- O quê?
- As pessoas riem e sorriem. Sorrisos falsos. Máscaras. É isso que me fascina em vocês.

- Você acha que é simples assim? Quando uma pessoa está morrendo, ela deve ter amor e atenção, não virar um ratinho e laboratório.

Mas sua sorte parecia não lhe abandonar. Olhou para um bar em frente a boate. Pela vidraça, vira sua presa. O garoto. Parece que ele também o vira, mas não o reconhecerá. Como ousa me esquecer, pequeno Liam?

Talvez pelo simples fato de o melhor jogador sair vitorioso, enquanto o mais fraco é subjugado. A lei do mais forte. E nisso os humanos eram mestres.

4 comentários:

  1. Já li este livro do Luiz e gostei bastante. Este livro é maravilhoso e a história é a do tipo que eu gosto, adoro Jogos Mortais e com este livro não tinha que ser diferente, né? rs
    O Luiz é um autor com um grande potencial e que merece bastante reconhecimento, estou louca para ler o próximo livro dele. Adorei sua resenha!
    Beijos,
    Ana Caroline.
    pactoliterario.blogspot.com

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  2. Gosto de livros policiais, mas este não me interessou no momento.
    Bjs, Rose.

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  3. Tenho verdadeiro horror ao filme Jogos Mortais,e se o livro tem pelo menou um pouuquinho da história do filme,tenho quase certeza que não vou gostar.

    Esse eu não leria!

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  4. Cath!
    CErteza que vou gostar sim, embora tenha achado que o enredo seria um pouco diferente, mas fiquei curiosa por conhecer o que o Domus e a continuação da história...
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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