domingo, 8 de junho de 2014

Resenha Roleta Russa.


Título: Roleta Russa.
Autor: Jason Matthews.
Editora: Arqueiro.
Numero de páginas: 432.
Ano de Lançamento: 2014.
Compre: Saraiva.
Cortesia da Editora.

Sinopse:
Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo. Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem. Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR. Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro.
Opinião:

Fazia muitos anos desde que li um livro sobre espionagem, então não tinha uma ideia formada sobre o que esperar de “Roleta Russa” além do apresentado na sinopse.

Nathaniel Nash é um agente da CIA atuando na Rússia, ele tem como informante o mais importante espião. Quando é descoberto que Nate é o operador nesse caso, ele é afastado e enviado para outro local.

Dominika planejava se tornar uma grande bailarina, até que armam contra ela. Machucada, ela tem que abandonar essa carreira na mesma época em que seu pai morre. No enterro dele, ela encontra seu tio, que trabalha na SVR (Serviço Secreto da Rússia) e ele diz que precisa de sua ajuda.

Logo, Dominika se vê metida numa teia com mortes e destruição. Ela sabe que se tentar sair, com certeza será morta. Assim, ela segue em frente, indo para um curso chamado “Academia de Pardais”, onde se é ensinado a usar o corpo para seduzir outras pessoas a serviço do SVR.

Os dois agentes não teriam nada a ver se não os juntassem em uma missão: Dominika tem que descobrir o nome do informante de Nate. Enquanto isso, Nate tem que tentar recrutá-la.

Admito que a leitura não fluiu muito fácil. Você é jogado no serviço secreto e fica perdido com tantas siglas, nomes e personagens. É aquele tipo de livro que você tem que ler um pouco e parar para conseguir absorver tudo, senão começa a ficar confuso. Ao mesmo tempo acho que o autor conseguiu me mergulhar nesse universo de espionagem, onde se tem que cuidar até as esquinas antes de entrar na rua.

A história se passa entre americanos x russos, e o autor deixou claro o favoritismo dele pelos americanos, é óbvio desde o início, e vai se intensificando ao decorrer do livro.

Um dos pontos positivos é que o livro segue a mesma linha desde o início, permanece assim sem deixar o ritmo cair em nenhum momento.

A relação entre Dominika e Nate é bem conturbada graças às funções de cada um, ao mesmo tempo em que gostam um do outro, implicam e sabem que não devem ficar juntos. Os outros personagens também tiveram personalidades marcantes, Marble me conquistou desde a primeira cena e a mesma coisa aconteceu com Gable e seu jeito maroto de ser.

Do outro lado, também tem personagens que te fazem querer entrar no livro e bater neles, por serem tão medonhos em vários sentidos.
Acredito que pelo fato do autor ter trabalho da CIA, a obra é bem coerente. Ao menos, a meu ver de quem não trabalhou na CIA. O ponto negativo é o que disse antes, é um livro para se ler devagar, não é uma leitura que descansa, ela te absorve.

Acredito que quem goste de livros policiais e de espionagem vai adorar, para o restante do pessoal eu aviso que vocês devem gostar, mas que a leitura terá que ser feita com calma para acompanharem todo o enredo.




- Qual é o seu problema? - devolveu Dominika, quase num sussurro. A sala estava desfocada à sua volta. Ela via Nate roxo, granulado. Baixou os olhos para a boca dele, desafiando-o, querendo que ele chegasse mais perto. Após um segundo o momento passou. - Me solta - exigiu.

Marble sentiu um calafrio. Foi como se as paredes da cafeteria tivessem se fechado à sua volta, as vozes se reduzindo a um zum-zum indistinto.
 - Você sabe tão bem quanto eu que antes de agir a gente precisa ter um camalhaço de provas debaixo do braço. Essas investigações levam tempo. Às vezes anos.

- Li nas comunicações que você ligou pro seu tio e falou que esteve comigo, que eu contei sobre meu informante em Moscou. Quem a mandou dizer isso?

- Vocês não são nem um pouco melhores que os russos.

8 comentários:

  1. Adorei a resenha, estou curiosa com esse livro desde o lançamento. Adoro livros policiais, mas não se se já li algum que envolvia o serviço secreto. Mesmo sendo essa leitura meio complexa, fiquei bastante interessada. Que interessante o autor já ter trabalhado na CIA, com certeza vários fatos que são citados devem ser verdade.

    Bjok

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    1. Eu vi depois de ler que o autor trabalhou na CIA e meu queixo caiu, rsrs.

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  2. Desta vez não li sua resenha, pois estou lendo o livro no momento.
    Bjs, Rose.

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  3. Vi o livro nos lançamentos e já ta na minha lista para comprar com urgência *-*
    Sou apaixonada por livros policiais <3
    Vi no blog da Mi que tem receitas no final dos capítulos achei bemmmm estranho policial+culinária=????mistura doida essa. Tem msm receitas???
    Bjs Mi *-*

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    1. Sim, eu admito que até agora boiei nas receitas, rsrs.

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  4. Sim, sou super fã de livros policiais. Não me canso de ler e todos os que eu posso comprar, eu compro [e isso não é exagero]. Mas não gostei desse não. A capa conta muito nos livros que leio, e essa não me agradou. Também pelo fato de, como você disse, é uma leitura devagar... normalmente não concluo um livro quando fica cansativo.

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    1. Acho que espiões tem que estar atentos aos detalhes, por isso o autor deve ter passado ao livro.

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