sábado, 28 de junho de 2014

Resenha - Os Doze Guardiões da Luz.

Obs.: Buenas, antes de começar esta resenha eu gostaria de me desculpa com o autor  pelo atraso na resenha. Ocorreram alguns problemas que atrasaram minha leitura. Então peço desculpas por não ter cumprido com o prazo. Sem mais delongas, vamos começar.



Título: Os Doze Guardiões da Luz.
Autor: Luiz Henrique Batista.
Editora: Novo Século.
Selo: Novo Talentos da Literatura Brasileira.
Numero de Páginas: 447 páginas.
Ano de Lançamento: 2013.
Compre: Saraiva.
Cortesia do autor.

Sinopse:
Ambientado num mundo de fantasia, Os Doze Guardiões da Luz narra as história de heróis imortais que encarnam os doze signos do Zodíaco. Séculos após a grande guerra, que expulsou a Escuridão dos reinos do oeste, o povo e os heróis parecem ter se esquecido da ameaça que reside lá fora, além da fronteira das terras da Luz com os países da neblina. Alheios ao alcance dos tentáculos do inimigo, os Guardiões são pegos de surpresa quando a ameaça vem não de fora, mas de dentro do reino, justamente daqueles em quem mais confiavam: eles próprios.
Opinião:

O livro conta a história de um reino que durante anos sofreu com guerras. Primeiro, ocorreu a Era dos Deuses, criadores de Gaia, porém com os deuses antigos começaram a se afastar de sua obra, até que decidiram criar uma nova raça para governá-la, assim começou a Era dos Dragões, onde as grandes crias dos deuses governavam tudo. Mas, após brigarem entre si, estas criaturas se extinguiram, sobrando apenas os humanos e os gigantes. Então, começou a Era dos Gigantes, que escravizaram os humanos e trouxeram a Escuridão. Gaia está mergulhada nas trevas, e quando já não existia mais esperanças, doze estrelas desceram do céu para trazer a paz, os Doze Guardiões da Luz. Estes guerreiros imortais acabaram com a Escuridão, exilando-a nos países da neblina e criando uma poderosa muralha de luz que protegia os reinos livres. Começou assim a Era dos Reis, onde o mundo vive em paz e todos são felizes. Pelo menos, até agora.

Eu sei o que alguns devem ter pensado "esse tema dos signos já não está batido?". Concordo com vocês, temos exemplos destes desde os mangás japoneses (quem não conhece Saint Seiya) até filmes e livros que usam os signos em suas histórias. Entretanto devo admitir que até hoje não conheci uma história que não tenha me conquistado, e posso colocar “Os Doze Guardiões” nessa lista.

A primeira coisa que marca no livro são os personagens. Cada um dos guardiões é incrível a seu próprio modo (eu amei minha representante de Aquário). Os protagonistas são formidáveis, acho que a mais apagada é Peixes, mas ela acaba sendo levada pelos outros de modo que completa o grupo mesmo com suas fraquezas. Eu poderia perder horas falando apenas dos cinco protagonistas centrais, mas isso tiraria um pouco a graça.

Os vilões também são inacreditáveis, cada um com seus diferente motivos para se entregar ao "mal". Durante todo o livro eu tive a impressão de que o grande "vilão" não era o vilão verdadeiro. E foi tão genial que eu cheguei a torcer por ele.

O livro não é apenas o "núcleo principal". O universo de “Os Doze Guardiões” é fantástico, desde os navios voadores até as baleias do céu, passando pelas raças mestiças e até mesmo pelos soldados negros. Tudo é descrito de uma maneira incrível, de modo que o leitor consegue imaginar como se realmente estivesse lá.

Sobre a trama não tem muito o que falar, ela é bem desenvolvida e sem se tornar chata e cansativa. Um problema que me irrita em muitos livros que leio é que no meio da história começam a surgir outras coisas e a trama principal começa a ficar de lado pra chegar no último capítulo e tudo ser jogado de qualquer forma. E isso não acontece em “Os Doze Guardiões”. A história se desenvolve de modo direto, vários acontecimentos vão surgindo, mas sempre direcionados para o "grandfinale". O final não é corrido, comum em muitos livros, pelo contrário, a grande batalha já começa umas 100 páginas antes do final do livro, então isso faz com que o leitor aproveite mais o desfecho e não termine com aquele gostinho de "faltou algo".

Por fim, algumas pontas ficaram soltas sem ficar soltas. Acho que o autor conseguiu finalizar a obra de uma maneira que esta possa ter uma continuação, mas também se não fizer, a obra não vai parecer inacabada. Eu adoraria ver uma continuação, saber quais eram as reais intenções do vilão e, principalmente, saber um pouco mais sobre a última guardiã a aparecer, porque, sinceramente, não gostei dela. :P

Três estrelas cairão na Água. A primeira delas, nas mais escuras profundezas do oceano, onde deixará sei coração em troca da força de um maremoto. Outra, no litoral, eternamente dividida entre a terra firme e o mar revolto. A última das Doze descerá até o reino submarino, onde se tornará guerreira e rainha.
Três estrelas cairão ardendo em fogo. A primeira delas, a primeira de todas as estrelas a deixar o conforto do útero do universo, será a chama da coragem. A seguinte, o fogo da fúria, implacável e avassalador, invencível ao arder para destruir. Por fim, a chama da glória e da purificação, que expurgará o mal com fogo dourado.
Três estrelas cairão sobre a terra. A primeira delas será a força e a sabedoria da montanha, um pilar capaz de sustentar o peso do céu. Logo mais virá a encarnação da natureza, pura como a própria terra, capaz de ouvir vozes do mundo adormecido. Depois, cairá a estrela que buscará e conquistará poder absoluto, tornando-se juiz do bem e do mal e caminhando eternamente sobre a tênue linha que os divide.
Três estrelas cairão através do ar. A primeira delas trará a ira da tempestade, um relâmpago feroz e imprevisível. Seguirá a estrela guia que ofuscará os ímpios e iluminará os justos, trazendo a palavra que veio dos céus. Junto dela virá a estrela da liberdade, livre como o vento, cheia de sonhos, soprando rumo à glória do conflito.
Chegará então a décima terceira estrela, maior e mais poderosa. Ela trará a encarnação da Luz e terá Doze Guardiões. Todos haverão de se curvar diante dela. Seu poder, porém, não será maior do que o seu sacrifício. 

3 comentários:

  1. Primeira resenha que leio desse livro e achei bem interessante. Confesso que nunca li nada que falasse sobre signos (acho que nunca fui muito ligada a signos), mas fiquei curiosa, até porque realmente parece ser uma leitura bem cativante e com personagens muito bem construídos. Achei interessante também o fato de que como você colocou o autor deixou pontas soltas, sem estarem soltas. Parece que o livro termina muito bem também.

    Bjok

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  2. Ao ver a capa e o título do livro, confesso que não me interessei muito. Na verdade, quase nada rs. Mas ao ler a resenha, pude compreender os pontos mais marcantes no livro e me fizeram repensar a respeito. É que eu não gosto muito de livros sobre signos e afins. Mas vou pesquisar mais um pouco sobre.

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  3. Nunca tinha visto uma resenha deste livro mais não mi interessei muito não.

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