quarta-feira, 25 de junho de 2014

Resenha Minha Última Duquesa.


Título: Minha Última Duquesa.
Autora: Daisy Goodwin.
Editora: Fundamento.
Numero de páginas: 379.
Ano de Lançamento: 2013.
Compre: Link.
Cortesia da editora.

Sinopse:
"Beleza, fortuna, admiradores e a arrogância ingênua de acreditar que o dinheiro lhe abriria todas as portas era do que uma jovem precisava para ser feliz nos Estados Unidos no final do século 19. Cora Cash tinha tudo isso. Mesmo assim, lhe faltava o que alguns consideravam o mais importante: um título de nobreza. Por isso, para conseguir um casamento que lhe garantisse um status social inabalável, ela partiu para a Inglaterra aos 18 anos. A primeira impressão do novo país não foi nada boa - a aristocracia era fria e hostil, dominada por intrigas e fofocas. Mas a situação ficou ainda pior quando Cora se apaixonou por um homem que mal conhecia... e entrou em um jogo com regras desconhecidas e que tinha como único prêmio a própria felicidade."
Opinião:

Eu pensei que “Minha Última Duquesa” fosse um livro de romance romântico, mas está mais para uma crítica a sociedade do século XIX, tanto a americana quanto a inglesa.

Cora Cash é filha dos americanos mais ricos do século XIX e um tanto mimada, embora seja sufocada pela mãe, que deseja ditar tudo o que ela faz. A Sra. Cash acredita que só falta algo para sua família: um título. Só que Cora deseja se ver livre da mãe, por isso tenta casar com seu amigo inglês Teddy Van Der Leyden, que a rejeita e a garota fica sem escolha a não ser seguir a vontade da mãe.

Então Cora e a Sra. Cash vão para a Inglaterra, onde se pretende arrumar um bom partido para a jovem. Acontece que Cora sofre um acidente a cavalo e é socorrida pelo Duque de Maltravers, terminando hospedada na mansão dele.

A história pode parecer meio clichê até aqui, mas isso tudo não tem como foco principal o romance deles e sim como essas pessoas se comportam. Sra. Cash vendendo a filha por um status, o Duque de Maltravers, que precisando de dinheiro aceita se casar, a mãe do Duque, a Dupla Duquesa, que é uma mulher que liga mais para aparência do que para as pessoas, e claro, Charlotte, antiga (ou não) paixão de Maltravers.

Me irritei com os personagens pela forma como a autora os escreveu, ela conseguiu retratar muito bem aquela época e como tudo funcionava. A pessoa tinha que seguir as regras se desejava ser bem aceito na sociedade.

O mais engraçado é que não tem um personagem a ser amado, acabei por gostar mais da Cora embora seja em muitas situações uma cabeça de vento. A mesma que pede para a comida ser separada ao ser entregue aos pobres, ajuda a construir um hospital e tem ideias boas, trata os empregados como se não fossem pessoas.

Até a empregada pessoal de Cora, chamada Bertha, é uma pessoa que te deixa sensações diversas, ao mesmo tempo em que sofre com sua posição, não é fiel a Cora, mas também não quer largá-la.

A verdade é que o Duque me fez querer bater com uma tigela de outo na cabeça dele na maioria das cenas, que sujeitinho eca, mas talvez vocês venham a gostar dele, como todas as pessoas tem mais de um lado, acredito que Cora merecia alguém melhor que ele.

Minhas emoções na leitura foram contraditórias, ao mesmo tempo que aprendi muito da sociedade dessa época, os personagens são tão humanos e controversos que me senti lidando com pessoas no dia a dia.

Esse não é um livro onde tenha um mocinho ou um vilão. Cada um é mocinho e vilão de sua própria história.





Cora podia ser a garota mais rica da América, mas com toda certeza era também a mais perseguida. Aquela noite era a festa de despedida e ali estava ela, amarrada a seu instrumento de tortura. Já era hora de ser solta. Levantou-se desajeitadamente e tocou a campainha.

Pode-se comprar um clima bem mais agradável, pensava ela, mas não se podia comprar aquela sensação de alegria inesperada quando um raio de sol entrava pelas cortinas, prometendo um novo dia deslumbrante.
Ele havia levantado a voz e o tom de desafio ressoou pela sala. Cora viu Teddy se virar e os que jogavam cartas olharam. A jovem duquesa sabia que devia fazer algo para conter a situação.



4 comentários:

  1. Acho que você conseguiu passar para nós, leitores, o seu descontentamento/raiva dos personagens. Fiquei com muita raiva de todos. Tanto do Duque, da Cora, da mãe dela, da empregada. Ai! Acho que não sirvo para ler esse tipo de livro, ficaria um tanto desesperada rs

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    1. Mas o legal do livro é esse Lais, você ver como era e ver os erros e detestar, acredito que iria achar estranho alguém ler e achar adorável o que eles faziam, ia me deixar meio: O.o

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  2. Leria pela capa esse livro somente :P
    Sua resenha mi deixa um pouco intrigada pois vc realmente não gostou dos personagens não sei ao bem o que vc sentia mais deu a impressão que os personagens não agrada muito *-*
    *-*

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  3. Achei bem interessante, principalmente porque ao ver a capa, ou ler a sinopse, a gente pensa que se trata de mais um romance histórico, mas realmente parece ser uma crítica à sociedade da época. E com toda certeza, os personagens parecem ser muito irritantes, mas ao mesmo tempo, parecem ter um lado positivo, principalmente Cora. Fiquei bem curiosa pra ler. E a capa é linda.

    Bjok

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