segunda-feira, 12 de maio de 2014

Batalhas do Novo Mundo #56

capítulo anterior



Livro 1 - Conspiração    (último arco)
Arco VI - Conspiração
Cap. 56 - O Aviso do Demônio



Todos estavam apavorados diante daquele fato, sobre eles flutuava o guerreiro sulfure.
-Como ele nos encontrou? -esbravejou Arwen.
-Ele tem uma incrível audição. Com concentração ele é capaz de reconhecer uma voz em até 20km. -respondeu Tarlian. -Ele deve ter escutado minha voz.
O sulfure desceu e parou diante do grupo com as asas abertas e uma lança negra na mão.
-E então senhores? Vão me entregar a pedra ou terei que ir busca-la?
-O que faremos agora? -perguntou Jacques.
-Acho que teremos que lutar. -respondeu Morn.
-E seremos mortos. -respondeu Tarlian.
-Tem uma ideia melhor?
-Eu tenho, mas preciso que me deem meia hora. -falou Vëon, ele se virou para Laurëa. -Você vem comigo.
-Meia hora? -berrou o orc puxando seu machado. -Não quer um pernil e uma taça de vinho também.
Todos sacaram suas armas e partiram em direção ao sulfure.
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Odisseia, Reino de Valkaria                                                                        
-Minha senhora, está na hora. -avisou o fiel sacerdote.
A deusa não precisava do lembrete, ela já estava pronta. Seria a primeira vez que voltaria a Ordine depois de seu julgamento, mas desta vez era diferente. Desta vez ela não iria para se defender, não, ela havia recuperado seu posto de deusa maior e agora voltava para ocupar sua cadeira de direito. Ela se encaminhou ao portal e em instantes já estava no reino de Khalmyr, deus da ordem e da justiça.
Sinceramente, ela odiava aquele lugar. Era perfeito demais, sem sentimentos. No horizonte era possível visualizar uma cordilheira de montanhas iguais, assim como as nuvens e árvores perfeitamente simétricas, de cada um dos lados correu um veado, para se esconderem embaixo de cavernas iguais. Era como olhar em um espelho.
No centro exato estava o castelo de Khalmyr, igualmente perfeito. Na porta dois paladinos guardavam a entrada em suas armaduras brilhantes. Um anão vestido de branco e com o símbolo de Khalmyr no peito, uma espada com duas balanças, veio recebe-la na porta e leva-la até o salão principal. Os passos decididos da deusa ecoavam pelos corredores de pedra.
Ela entrou no amplo salão, no centro havia uma mesa de madeira com vinte lugares. Em cada um deles estava um cálice com o mais puro vinho. Khalmyr já ocupava seu lugar em uma das cabeceiras, Apenas duas cadeiras estavam ocupadas, Lena, deusa da Vida e Marah, deusa da Paz. Valkaria ignorou a mesa e caminhou até a sacada do castelo, onde outra deusa encarava o horizonte.
-Chegou cedo Valkaria. -comentou Tenebra com sua calma.
-Nossos filhos estão com problemas novamente. -falou a deusa da ambição.
-Sim, estive olhando eles.
-E não fez nada? -esbravejou a primeira.
-O que eu faria? Acha que não temos problemas demais aqui?
-Esse é o problema, vocês pensam demais. -falou uma terceira voz.
Pela primeira vez elas perceberam a presença do deus trapaceiro. Ele estava sentado em um dos cantos comendo uma maçã.
-O que você quer dizer maldito? -perguntou Valkaria.
-Eu já cuidei deste probleminha. A esta hora ele já deve estar resolvido e nossos "heróis" caminham em direção ao Monte Palidor. -respondeu Hynnin, que então virou-se para o salão novamente. -Olhem, Khalmyr chegou, sempre pontual.
Ele deu as costas para as duas deusas e partiu em direção a mesa de reuniões.
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Gwenh, Morn e Thargon lutavam contra Maltravan com todas as suas forças. Mais afastados, Tarlian, Jacques e Arwen faziam a proteção de Vëon e Laurëa. Os dois pareciam preparar alguma magia.
-Não quero apressar vocês, mas acho que estamos ficando sem tempo. -falou Jacques.
-Calma, só mais um pouco. -respondeu Vëon, então suas mãos começaram a brilhar. -Rápido, fechem seus olhos.
Uma explosão branca tomou conta de tudo, cegando todos por alguns minutos. Maltravan e Gwenh caíram inconscientes.
-Rápido, não sabemos quanto tempo irá durar. -gritou Laurëa.
-Podia ter usado esse teu truque antes. -gritou Morn enquanto colocava o corpo de Gwenh no ombro.
-Não posso usá-lo em locais claros, não funciona. -respondeu a cleriga. -Só conseguimos lançá-lo por causa do poder de Vëon. Mas o efeito não vai ser o mesmo, pois ele não tem o poder para evocar magias divinas. -finalizou ela apontando para as mãos queimadas do gênio.
-Para onde iremos? -perguntou Arwen.
-Monte Palidor. -apontou Thargon. -Lá poderemos nos esconder.
Todos seguiram o minotauro, menos Tarlian que ficou para trás.
-Anda logo barda, já estou com um nas costas, não quer que eu lhe carregue também. -gritou Morn.
-Não irei. Não posso mais coloca-los em risco. -falou a garota.
-Não seja louca, se ele lhe encontrar vai matá-la. -esbravejou Thargon.
-Irei leva-lo para o outro lado. Quando me encontrar já será tarde demais.
-Não faça isso. -implorou Jacques. -Venha conosco, iremos protege-la. Por favor não vá.
Mas a humana não lhe deu ouvidos. Ela deu as costas e partiu na direção oposta, deixando para trás seus únicos amigos.
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Maltravan abriu calmamente seus olhos, eles doíam por causa da luz forte. Essa era a segunda vez que o derrubavam e isso já estava irritando o sulfure. Ele se sentou e encarou o céu, o sol ainda estava na mesma posição que se lembrava, então não havia apagado por tanto tempo. Se concentrou um pouco e conseguiu distinguir os passos apressados em direção ao sul, mas então outro ponto lhe chamou a atenção, havia mais em direção ao norte. Talvez tivessem se separado, mandado Tarlian embora para que não pudesse mais ouvir a voz dela.
-Sim, eles se separaram. -falou uma voz as suas costas.
O sulfure saltou como uma presa acuada. Sentado sobre uma pedra embaixo de alguns coqueiros estava um garoto, devia ter pouco mais de vinte anos. O humano parecia mais preocupado em limpar suas unhas com uma adaga do que com o guerreiro a sua frente.
-Quem é você? -gritou Maltravan.
O garoto apenas levantou a cabeça para em seguida voltar a baixa-la. O sulfure não podia admitir ser tão ridicularizado. Ele apanhou sua lança e arremessou-a em direção ao humano, mas ele já não estava mais lá. Um chute nas costas derrubou o demônio.
-Baixa a bola, ok?! -a voz do garoto era desdenhosa. -Não estou aqui para mata-lo, não ainda, hoje vim apenas lhe trazer um aviso: deixe-os ir embora. Tanto o grupo quanto a barda.
-Porque eu faria isso?
-São ordens lá de cima. Bem lá de cima. -respondeu o humano apontando para o céu. -Digamos que os deuses não querem que nada aconteça a eles.
-Não ligo para deuses.
O garoto deu um chute no sulfure que o devolveu ao solo.
-Imaginei que dissesse isso. Então faz assim, liga pra mim. Se você os seguir eu volto e te mato. Capisce? -o garoto caminhou até a pedra, pegou uma mochila e jogou-a para o sulfure. -Acho que ai dentro tem algo que pode lhe convencer.
Maltravan abriu a bolsa e encontrou algo que não esperava, uma Lagrima de Valkaria. Como era possível?
-Quem e você maldito? -gritou.
O garoto já se dirigia a floresta, mas parou e se virou para o guerreiro com um sorriso maldoso no rosto.
-Cavendish. -falou com uma reverência. -Sean Cavendish. Não esqueça esse nome, não terá a mesma sorte na próxima vez que o escutar.
Ele então entrou na floresta e desapareceu, deixando o apavorado sulfure sozinho.
-Cavendish? O demônio Cavendish, escolhido de Hynnin? -pensou Maltravan.

O sulfure se levantou e decidiu obedecer as ordens do humano. Já tinha uma pedra, a vingança ficaria para o futuro.
Continua...
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N/R: Chegamos ao 56º capítulo. Agora faltam apenas 3 e o grande véu começa a cair.

Alguns mistérios ficaram no ar: O que Cavendish fazia ali? Porque ele também tinha uma pedra? O que acontecerá com Tarlian? E o que está acontecendo no reino dos deuses?

Mais 3 capítulos pessoal, e tudo será revelado.

Semana que vem tem uma surpresa. Não percam. :D

9 comentários:

  1. Não tive tempo pra começar a ler a história ainda, mas estou ansiosa pra ler .
    Beijos :*

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    1. Oi Gabriela,
      Esse primeiro livro já esta no fim, faltam apenas 3 capítulos.
      Mas eu decidi que antes de começar o segundo livro, eu vou fazer um resumo de toda a série, para aqueles que perderam o começo.
      Vão ser 5 partes, do dia 02/6 ao 30/6. Uma chance de pelo menos entender como tudo aconteceu. :D

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  2. Oi, Flávio
    Consegui ler os capítulos anteriores. E estou adorando. Gostei muito desse capítulo. Já estou ansiosa pelo próximo.

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    1. Fico feliz que tenha lido Monica.
      Essa reta final vai ser um tanto surpreendente.

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  3. Também comecei a ler os capítulos antigos e realmente a história é muito boa!!

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  4. Falta poucos capítulos para eu poder ler os desse arco \o/ Em breve minha leitura estará em dia...

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  5. Pelo que vejo dos comentarios todos estão gostando, acho que vou gostar tbm, não li tudo, mas li um pouco do capitulo, e vi que tem deuses e deusas, to gostando, agora é só pegar do primeiro capitulo pra conhecer essa historia.

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  6. Bom, ainda não comecei a ler dese o início então fica ruim dar uma opinião, mas li por alto e parece muito interessante!

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  7. Os títulos são bem sugestivos kkkkkkkkkk
    Não vejo a hora de ler todos os capítulos e começar a acompanhar mesmo.

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