sexta-feira, 4 de abril de 2014

Resenha Do Outro Lado do Muro


Título: Do outro lado do muro.

Autora: Marisa Rezende.

Editora: Giostri.

Páginas: 320.

Este livro me surpreendeu. Por ser muito bom e por ser nacional. Sim, eu sei que a literatura de nosso país cresceu e está muito diversificada, mas ainda havia algo de hesitação em mim. Hesitação que está se dissolvendo a cada livro que pego, como “Invisível ao toque”, “Fortuna, a saga da riqueza” e finalmente “Do outro lado do muro”.

Começamos, então, com a resenha:
 
É possível ao amor humano transcender à esfera física, tornar-se etéreo e o tempo linear? De um lado, tem-se Alyna, menina humilde tocada pela genialidade musical que cria seu universo num piano imaginário; de outro, Chris, adolescente alemão igualmente sensível, porém, de família poderosa. Vidas que se cruzam indo além do previsível e criando através da própria história de amor outra de amizade incomum entre jovens de nacionalidades distintas numa casa de veraneio à beira mar. Anos 1980 na praia de Itaúna, tempo de férias e feriados inesquecíveis: sol, surf, cumplicidade, luaus, rock, namoro, sexo e romantismo. Então, a magia que os une experimenta o caos: revelações, proibições, tragédia. Experiências espirituais – ou devaneios? O que deveria ser para sempre tem um fim, mas não termina... A enigmática Alyna refugia-se em Londres e quando retorna ao Brasil é obrigada a enfrentar o passado; e, enquanto seus mistérios são desvendados, descortinam-se outros tantos que nem supunha existir.

Nossa protagonista chama-se Alyna. Ela é brasileira, mas mora em Londres, onde é jornalista. Ela tem alguns amigos lá e são eles – e a chefe dela – que a convencem a retornar para o Brasil para passar férias. Ela vem e logo seus amigos percebem uma mudança nela. Alyna é misteriosa, tem um passado cheio de segredos e, em minha opinião, é um tanto dramática (será que também não seríamos em seu lugar?).

Os amigos de Alyna querem muito saber o que aconteceu em seu passado. Eles acabam insistindo tanto que ela acaba contando. E aí, somos transportados para outra parte do livro, onde vemos a protagonista quando era pequena e, depois, adolescente. Conhecemos seus pais, irmão, a família Schneider e um de seus integrantes: o lindo Chris.

Alyna e Chris ultrapassam as barreiras da amizade, chegando ao amor. Mas, como nem tudo são flores, a Scarlet – mãe de Chris – é contra esse relacionamento.

Entre presente e futuro, vemos a estória de Alyna e os motivos para ela ter se tornado uma pessoa tão fechada. O livro é escrito em terceira pessoa, o que já me fez gostar dele logo de cara. Tem uma escrita fácil, e às vezes, poética. O início é bem rápido, num momento Alyna está em sua sala tendo dificuldades para escrever, em outro já está falando sobre as férias com sua chefa e depois já está no Brasil. Porém, depois de algumas páginas, a leitura fica perfeita. E, finalmente, entramos na estória incrível que é “Do Outro Lado do Muro”.

O livro me emocionou, porque entendi os personagens e fui envolvida por eles. O que vocês acham que senti quando vi “Basket Case” e “Wake Me Up When September Ends” (músicas do Green Day) escritos nas páginas levemente amareladas? Temos gostos e características parecidas com os dos personagens e é aí que a mágica começa.

O final deste livro é ainda mais emocionante. Fui conquistada por 320 páginas perfeitas. Recomendo, principalmente para quem gosta de “viver” o livro.

Quanto à diagramação, na capa podemos ver uma janela-piano e, através dela, um muro! Faz todo sentido né? As páginas são de um amarelo bem clarinho e a fonte, apesar de pequena, não dificulta a leitura.

 "A partir deste instante, o passado só tem duas finalidades: fazer-me sorrir ou consertar o presente. "

Então, uma última pergunta para vocês: É possível ao amor humano transcender à esfera física, tornar-se etéreo e o tempo linear? Sim, para mim é totalmente possível.


7 comentários:

  1. Sua resenha me fez querer o livro aqui em casa já. Eu consigo imaginar como a história deve ser emocionante.

    Beijos.

    http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br/

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  2. Não tinha ouvido falar dessa autora ainda, eu também me sentia meia apreensiva quando pegava um livro nacional pra ler, felizmente os que eu tenho lido são realmente bons.
    A capa ficou simples e bonita e o livro já me ganhou só pela referencia ao Green Day...

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  3. Não conhecia o livro, mas parece ser muito bom a historia parece ter a quantidade certa de drama e mistérios, com certeza pretendo lê-lo *--*

    Visite o blog "Meu Mundo, Meu Estilo"

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  4. Adorei a sua resenha. É o tipo de livro que eu gosto de ler. Eu gosto de viver o livro. Respondendo à pergunta, sim é possível.

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  5. Não tinha ouvido falar desse livro e nem da autora, mas fico feliz que a literatura nacional esteja crescendo, nesse ano comecei lendo livros nacionais, li acho que 4 livros nacionais em seguida, agora estou intercalando, leio nacional e estrangeiro... rsrs

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  6. Eu não tinha tido interesse no livro até agora. Não gostei da capa e acabei nem lendo a sinopse. Imaginei que fosse um livro pequeno, curtinho. Nunca imaginei que tivesse 320 páginas e recheadas de uma história muito emocionante. Me encantei com a resenha e estou aqui desejando o livro.

    Beijos!!

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  7. Não tinha interesse nele antes, depois de ler algumas resenhas.
    Mas continuo não tendo interesse... fico feliz pela literatura nacional ter um espaço maior com os leitores, eu acho kkk, mas não me interessou =(

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