quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Resenha: Sobre Medos e Flores

Título: Sobre Medos e Flores.
Autor: Maisse Gramacho.
Editora: Kiron.
Ano: 2011.



Sinopse: Faço das palavras de Lya Luft as minhas quando esclarece: "Nem sempre, quando eu falar em primeira pessoa, estarei sendo objetiva todas as vezes que usar da terceira pessoa. Não me interessa delimitar o vivido ou o inventado. A realidade objetiva - se existe - importa menos: o mundo chega até mim filtrado por minha visão pessoal que ofereço nesses textos - crônicas publicadas entre 2004 e 2006 em jornais de Brasília, mais algumas recentes e inéditas.

 Neste livro a autora reúne algumas de suas crônicas publicadas entre 2004 e 2006 em jornais de Brasília. Através dessas crônicas conhecemos mais da autora. Suas dores, medos, amores, etc...
Em alguns momentos me identifiquei com alguns dos sentimentos expostos por ela. Acho que todos nós passamos por situações quase semelhantes e isso faz nos identificarmos com sua bela escrita.
Abaixo selecionei alguns trechos para vocês conhecerem um pouco mais do trabalho lindo desse livro.


"Dizem que tudo na vida acontece em seu tempo, nem antes nem depois. Eu não acreditava nisso até parar para refletir - de forma madura - sobre minha existência terrena.
Como numa estante bem organizada, cada coisa, cada acontecimento ocupa o seu devido lugar: uma viagem inesquecível; um amor; um trauma; uma saudade; uma esperança; os amigos; a família... É como se elas fossem peças de um grande mosaico. Olhadas de perto, isoladamente, não fazem sentido; podem trazer ou muita dor ou muita alegria. Mas, se olhamos de longe, vislumbramos o desenho inteiro."

"Também entramos numa de imaginar o que tem feito a pessoa que nos faz falta. Achamos que o outro nem sequer se lembra de nós e que saudade é palavra riscada do seu dicionário. Sofremos com esses pensamentos... Se tivéssemos certeza de que o "motivo" da nossa saudade também morre de saudades nossas, as coisas pareceriam melhores. Mais justas pelo menos."

" Hoje, porém, o que mais me atemoriza é algo distinto: um dia olhar no calendário e ver que a vida passou e não fiz tudo o que eu queria, deveria, poderia... Por medo.
Temo, cedo ou tarde, me deparar com as margaridinhas do meu jardim secreto todas mortas, por ter tido medo de buscar a água necessária para cultivá-las... E, convenhamos, não há nada mais patético que um jardim de flores murchas."




Um comentário:

  1. Olá Erika!! Tudo bem??
    Não conhecia este livro e como já havia comentado sou uma grande fã de contos e amei conhecer mais este.
    Beijocas.

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