segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Batalhas do Novo Mundo #34




Livro 1 - Conspiração
Arco IV - Valkaria
Cap. 34 - Sarcano


Centro de Valkaria
-Quanto tempo faz que você encontrou ele? -perguntou Schandia.
-Pouco mais de uma semana.
-Ele não deve estar longe. -disse se virando para seus companheiros. -Vocês dois levem o lefou morto para a academia, os outro venham comigo, vamos atrás deste garoto. Quero ele vivo.
-Eu vou com vocês. -disse o humano
-Não, você apenas nos atrapalharia. -finalizou o líder partindo com seus companheiros.
Marcus ficou para trás. Ele se sentia humilhado, aquela era a sua vingança e ninguém poderia tira-la dele.
Ele precisava encontrar um grupo de mercenários que pudessem ajuda-lo.
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-Você parece preocupado meu senhor.
-Não seria bem essa a palavra meu caro Galiel, está mais para uma leve apreensão. -respondeu o pistoleiro.
-Com o que? -insistiu o espadachim.
Dessa vez a resposta veio em forma de silêncio, o que apenas deixou o clima mais pesado.
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Aquele cliente já estava começando a incomodar o velho taverneiro.
Ele já estava na sexta caneca, sem contar que o mau humor já atrapalhava os outros clientes.
-Era só o que me faltava, um bêbado rabugento. -reclamou o dono do bar.
-O que você esta resmungando velho? -gritou Marcus sacando sua adaga. -É melhor não me encher o saco.
Nesse momento uma pesada mão pousou sobre o ombro do humano, ele se virou para trás e encontrou um guerreiro de armadura que lhe sorria ameaçadoramente.
-Calma, o velho Moe não tem culpa da forma que você foi tratado pela Aliança.
Marcus não conhecia aquele humano, mas percebeu rapidamente que não era páreo para ele. Optou por guardar sua arma.
-Você o conhece Dove?
-Mais ou menos taverneiro, mas pode deixar que eu cuido disso. Vá servir uma rodada de hidromel para todos os seus clientes, acho que isso fará com que se acalmem.
Assim que o velho se afastou, o guerreiro levou Marcus para uma mesa mais afastada. Um elfo e um minotauro se juntaram à dupla.
-Temos negócios a tratar. -falou Dove. -Estes são Glasgow e Bate, são meus companheiros.
-Não sei que tipo de "negócios" posso ter com vocês. -falou Marcus se levantando, mas o guerreiro o puxou pelo braço.
-Nós também queremos capturar esse tal lefou. Imagina a fortuna que a academia arcana pode nos pagar por um espécime vivo. Precisamos pega-lo antes da Aliança.
-Acho que vocês não me entenderam, eu não quero captura-lo, eu quero mata-lo. -gritou o humano. -Ele matou meus companheiros, eu quero vingança.
O trio de mercenários riu.
-Não adianta vir com essa historia triste para nós, humano. -falou o minotauro. -Nós não prestamos, conseguimos reconhecer outros vermes. Vocês devem ter tentado captura-lo, mas foram surpreendidos por ele. Estou errado?
-Não estamos aqui para julgar ninguém. -falou Dove ao ver a cara do humano. -Queremos a sua ajuda. Quantos dias faz que vocês se encontraram?
-Pouco mais de uma semana, por quê?
O trio abriu um sorriso, essa era a resposta que esperavam. O elfo e o minotauro se levantaram e correram em direção à rua.
-Já lhe ocorreu que ele tenha vindo para Valkaria?
Era a primeira vez que isso passava por sua cabeça. O tempo batia, ele mesmo havia feito essa viagem no mesmo tempo. Sem contar que em Valkaria havia pessoas de todas as raças e como ninguém conhecia os lefous, era bem provável que o garoto poderia passar despercebido em meio à multidão.
-Se ele estiver na cidade, pode ter certeza que iremos acha-lo. -falou o guerreiro decidido.
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Sardo estava impressionado com tudo que era capaz de fazer.
Ele ficou quase três horas trancado no quarto conversando com aquela voz e finalmente estavam se entendendo. Parecia que outra pessoa vivia em sua cabeça.
Mesmo que estivesse de olhos fechados ou de costas, a voz conseguia "ver" tudo o que ocorria com ele e lhe contava. Era como ter olhos nas costas.
Esse seu outro lado também não tinha nenhuma recordação sobre seu passado, as memórias eram partilhadas entre ambos.
Agora o jovem humano caminhava pelas ruas da capital, testando suas novas habilidades. Enquanto seguia em linha reta sem desviar o olhar, em sua cabeça a voz ia lhe narrando tudo que acontecia ao seu redor, desde um simples halfling roubando uma carteira a uma discussão entre dois anões mercadores.
Mas de repente um aviso colocou o humano em alerta.
-Dobre nas próximas três esquinas. -falou a voz. -Na segunda você corre e depois volta a caminhar.
Sardo obedeceu sem entender o que acontecia. Mas se ele não podia confiar em si mesmo, em quem confiaria?
-Droga, eu estava certo. -falou a voz bastante preocupada.
-O que aconteceu?
-Tem três homens nos seguindo... e eles não são fracos.
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Já fazia quase um dia que Sarcano estava caminhando e nem sinal da academia arcana. Já estava começando a anoitecer e ele não tinha como ficar hospedado em nenhum hotel ou taverna, talvez fosse melhor sair da cidade e passar a noite na floresta e tentar novamente no outro dia.
Ele deu meia volta e começou a seguir em direção ao portão, mas algo ali estava diferente. As ruas estavam quase desertas, por mais que a noite estivesse se aproximando, o céu ainda estava claro, não tinha porque as bancas já terem fechado.
Os olhos superdesenvolvidos do garoto encontraram algo que o assustou, as ruas estavam travadas alguns quilômetros a sua frente. Ele decidiu tomar outra rua, mas alguns homens saltaram de um prédio e pararam na sua frente impedindo sua passagem.
-Impressionante, você foi capaz de ver nossa armadilha de tão longe? -perguntou o mais alto deles, um humano que usava uma gigantesca armadura. -Acho que não vai falar não é? Ei Marcus, é ele?
-Sim, eu reconheceria esse maldito de longe. -disse outro humano, saindo por uma porta.
Sarcano ficou apavorado, lá estava o assassino de seu irmão. Seu sangue começou a ferver, ele queria vingar Elvellon. Mas um chute no estomago arremessou o jovem longe. Um elfo havia aparecido do nada e acertado o garoto com uma força extraordinária.
Ele tentou se levantar, mas uma espécie de garfo com dois dentes o prendeu no chão pelo pescoço. Um minotauro se aproximou e arrancou sua jaqueta, revelando seus olhos vermelhos, dentes pontudos e principalmente as cascas que agora atingiam seu pescoço.
-Realmente um monstro. -falou o minotauro, cuspindo no rosto do garoto.
Neste momento um tiro ecoou pela deserta rua acertando o desprevenido minotauro na cabeça.
-Vocês não tem nenhum pingo de poder.

O sangue de todos gelou diante daquela cruel voz.
Continua...
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N/R: Buenas pessoal.
Chegamos ao capitulo 34 e agora faltam exatos vinte e cinco capítulos para o fim deste primeiro livro.

Chegamos também em nossa quarta pergunta da promoção. Para quem perdeu as primeiras, é só clicar nestes links: Pergunta 01  -  Pergunta 02  -  Pergunta 03

A pergunta de hoje é fácil (honestamente, é uma de minhas cenas favoritas): "No segundo arco o grupo viajou até o Mercado dos Goblins. Vëon e Gwenh chegaram a cidade com a ajuda de um mercador anão. Já o ladino Jacques e o minotauro Thargon entraram na cidade um modo diferente. Como foi que eles entraram??"

Vocês já sabem, as respostas podem ser enviadas até dia 26/01/2014 para o email: batalhasdonovomundo@gmail.com

Até semana que vem pessoal.
Abraços o/

Um comentário:

  1. Nossa Flávio, estou realmente triste pois não anda me sobrando tempo para ler...Estou com minhas leituras atrasadas, sabe como é a correria do final de ano...Mas em breve quero continuar a leitura =)

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