segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Batalhas do Novo Mundo #31




Livro 1 - Conspiração
Arco IV - Valkaria
Cap. 31 - A Capital do Reinado



O humano parecia bem simples, vestia roupas de pano brancas e seus pés estavam descalços. Ao mesmo tempo ele transmitia uma aura magnifica, digna de um rei.
-Antes de qualquer coisa, acho que devemos "acordar" todos. -falou ele, e com um leve movimento da mão todos os feridos foram acordando aos poucos.
-Você é um deus? -perguntou Gwenh.
-Não ouso nem sonhar tão alto elfo. -respondeu o humano com um sorriso. -Sou um simples guerreiro que após muitas batalhas foi abençoado pelo deus Thyatis como guardião de algumas de suas riquezas.
-Thyatis? Não estávamos atrás do Bracelete de Lena? -falou Morn enquanto se aproximava de todos.
-Infelizmente esse artefato não passa de uma lenda. Vou lhes contar a verdadeira historia sobre o bracelete da vida.
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-Entendo, então Thyatis lhe mandou proteger o bracelete.
-Exatamente caro druida, você deve entender a honra que é receber uma missão dos deuses. -o jovem parecia muito feliz. -Durante anos aguardei e alguns grupos até conseguiram chegar aqui, mas ninguém digno de levar o bracelete.
-E agora você encontrou? -perguntou friamente Gwenh.
-Sim elfo. -o guerreiro caminhou até a pequena halfling. -Ao invés de lutar por sua vida, você se preocupou em recuperar a de seus companheiros. Além disso, você confiou que eles iriam lhe proteger, e ao mesmo tempo eles lutavam conscientes que podiam confiar em você para cura-los. Desta forma vocês formaram uma equipe poderosa e equilibrada.
Ele voltou até o baú, o abriu e retirou uma pequena caixa vermelha com detalhes dourados. Ele abriu e de dentro retirou um lindo bracelete de ouro puro com uma fênix gravada.
-Eu sei que você é uma clériga de Valkaria, mas acredito que a deusa da ambição não vá se importar que você conquiste este raro artefato. Caso ela seja contra, o bracelete voltará para mim. -falou o herói entregando a joia para Laurëa. -Porém eu preciso lhe contar como ele funciona. Esse bracelete não lhe dará a vida eterna e seu poder não irá funcionar em você. Ele serve para ampliar o seu poder e em alguns casos até mesmo ressuscitar seus companheiros. Mas como eu disse, todo esse poder não serve parar curar a si mesma.
-Não admira que apenas pessoas especiais possam usa-lo, afinal, quem seria capaz de se importar mais com seus companheiros do que consigo mesmo? -riu Morn.
-É verdade caro orc, e por isso vocês são abençoados. -sorriu o humano. -Mas chega de conversa, comam e bebam a vontade, recuperem suas energias e depois irei envia-los de volta para Arton.
Com um movimento das mãos uma mesa imensa surgiu no meio da sala com um magnifico banquete para os aventureiros aproveitarem.
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-Então vocês estão de volta? -falou Vectorius
-Não parece muito feliz mago. -desdenhou Thargon.
-Ele acordou de mau humor, não liguem pra ele. -falou uma voz doce e carinhosa as suas costas.
-Isso é uma reunião por acaso? -provocou Morn.
-Não orc, eu estava lhes aguardando para que possamos sair logo de Vectora. -respondeu Linnáe, ela então se virou para Laurëa com um sorriso. -Lindo seu bracelete, nada mais justo que você o use.
-Chega de conversas, vocês conseguiram o tal bracelete e já podem deixar minha cidade. -falou secamente o mago. -Mas antes vocês precisam decidir o que fazer com aqueles dois. -ele apontou para Gwenh e Sardo.
-Não sei do que você esta falando, ambos fazem parte de nosso grupo e virão conosco. -respondeu Morn. -Estou certo?
Os demais assentiram com a cabeça, determinados em sua decisão. Estava na hora de partirem.
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Ele já conseguia enxergar a estátua da deusa que dava nome à cidade.
Durante anos ele havia escutado Elvellon falar sobre a magnifica capital. Ele sonhara conhecer a cidade ao lado de seu irmão, mas gora estava ali, precisando se esconder das outras pessoas. Seu irmão estava morto e em seu vilarejo todos o odiavam. Ele precisava chegar à Academia Arcana e encontrar o grande amigo de seu irmão, talvez ele pudesse ajuda-lo a entender tudo que estava acontecendo.
Sarcano olhou para o céu e percebeu que começava a escurecer, era melhor parar para descansar e tentar chegar a Valkaria pela manhã.
Ele se embrenhou na mata a procura de uma toca ou árvore onde pudesse dormir, mas uma pequena claridade chamou sua atenção. O jovem já estava acostumado com seus novos olhos, a nitidez que ele conseguia distinguir qualquer coisa até 7 km era inacreditável, mesmo no escuro. Ele conseguiu enxergar um grupo, eram dois humanos, uma elfa, um halfling e um goblin. Eles riam e cantavam ao redor de uma fogueira onde assava um incrível porco do mato, nesse momento ele se deu conta de há quanto tempo não se alimentava direito.
Aquele grupo parecia animado, o halfling pulava de um lado para outro e os demais riam. Sarcano então prestou atenção em um dos humanos. Ele era incrível, sua beleza era diferente, ele tinha um ar sério e decidido, seu braço direito era todo tatuado e nas mãos vários anéis cobriam seus dedos. Ele parecia preocupado com algo, era o único que não ria.
De repente o rosto do humano se virou em sua direção, por alguns segundos Sarcano teve a sensação de que seus olhares se cruzaram, mas isso era impossível já que tinha no mínimo 5 km de distância entre eles. Mas o rosto do humano mudou, ele agora sorria e falava com seus companheiros, o jovem não podia ouvir o que diziam, mas os outros pareciam surpresos e decepcionados. Eles começaram a recolher suas coisas, mas quando a elfa foi juntar a carne e apagar o fogo, o líder a mandou parar. Eles então partiram em direção a Sarcano, mas acabaram passando bem a direita do jovem. Porém o garoto teve a nítida impressão de que o humano lhe sorriu ao passar por ele.
Ele ainda aguardou um pouco e viu o grupo pegar a estrada principal em direção a Valkaria. Rapidamente o garoto saiu correndo em direção à fogueira deixada pelo grupo, a carne estava um pouco queimada, mas ainda estava boa. Ele poderia se alimentar e passar a noite ali.
Os deuses finalmente haviam sorrido para ele.
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-Então essa é a magnifica cidade de Valkaria? -falou Thargon
-É a minha primeira vez aqui também. -respondeu Arwen visivelmente admirado. -Aquela é a estatua da deusa, é perfeita demais, mas me lembra alguém...
-É claro que lembra, aquela é a deusa da ambição e mãe da humanidade. -falou Laurëa visivelmente zangada.
-Calma pequena, é a primeira vez deles na capital. -falou Linnáe com um sorriso.
-Brincadeiras a parte, já esta escurecendo e precisamos achar algum lugar para passarmos a noite. -pensou Morn. -Ainda temos que discutir o que faremos com o palhaço e como acharemos Çaesar.
-Eu posso pagar uma estalagem, digamos que tenho algumas "riquezas". -comentou Sardo.
-Não senhores, e senhoritas claro, vocês estão em minha cidade e ficarão em minha casa. -falou uma voz muito conhecida do grupo.
Morn e Gwenh aparentavam ser os mais animados com este encontro. Lá estava um dos quatro membros iniciais do bando e dono de um poder incrível.
O feiticeiro Vëon.
Continua...
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N/R: Buenas leitores, começou o quarto arco de BdNM.
Já vou adiantar uma coisa para vocês: esse arco vai revelar 3 mistérios da trama. :D

Não esqueçam que já esta disponível para download o .pdf do terceiro arco, é só clicar aqui.

Sem mais delongas, vamos ao que todos estão aguardando.
Começa hoje a promoção de aniversário de BdNM, para quem não viu como vai funcionar ou o prêmio, é só clicar aqui e ver o último N/R onde estão as regras e o prêmio. :D
Vamos começar então:

1- No primeiro arco, Vilarejo Koonji, um pequeno vilarejo estava sendo atacado por uma terrível criatura. Durante uma das batalhas, um dos fazendeiros foi morto pelo monstro. Qual era o nome do fazendeiro??

Lembrando, vocês tem até o dia 26/01/2014 para enviar sua resposta para batalhasdonovomundo@gmail.com

Qualquer duvida que tiverem, é só deixarem nos comentários que irei responde-los. :D

Até a próxima.

Um comentário:

  1. Olá Flávio, que super legal não sabia nado do livro,mas já baixei todos os capítulos para poder ler e me inteirar da historia, mas não irei participar pois já o livro, mas adorei a ideia e com certeza irei ler...
    Abraços!!

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