segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Batalhas do Novo Mundo #28




Livro 1 - Conspiração
Arco III - A Bela e o Prisioneiro
Cap. 28 - O Labirinto das Caveiras



-Calma querido Gwenhwyfar, eles vão apenas acompanhar vocês até Vectorius. -disse a bela dama abraçando o elfo. -Eu fiz um pedido para ele que envolve vocês dois.
Ela caminhou até Sardo e também lhe abraçou, o que causou certa irritação nos elfos.
-Ficará tudo bem com você jovem Sardo, pode confiar no que eu digo. Vá com Gwenhwyfar e talvez suas perguntas sejam respondidas.
-Quem é você? -perguntou o humano.
-Cada coisa em seu tempo querido. -ela se virou para os elfos, havia alegria em seus olhos, o que a tornava ainda mais linda. -Vamos embora, Vamos embora, já disse tudo o que precisava..
Eles saíram, deixando Gwenh e Sardo sem as respostas que cada um precisava.
-E então, vocês irão nos acompanhar? -perguntou o guarda.
O elfo e o humano trocaram um olhar confiante. Eles iriam sim.
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Castelo de Vectorius, uma hora depois.
-Ok mago, nós viemos até aqui como seu guarda "pediu". O que você quer? -o orc parecia irritado.
Vectorius permanecia sentado em sua cadeira desde que o grupo chegou, como que ignorando a presença dos aventureiros. Ao contrário do que esperavam Linnáe não estava ali. Por onde andava a guerreira.
De repente a porta se abriu e por ela entraram dois guardas acompanhados por duas figuras conhecidas.
-Seu rato maldito. -gritou Morn ao ver Sardo.
O humano tentou fugir, mas a porta se fechou com um estalar de dedos de Vectorius.
-Senhores, resolvam seus problemas depois. Tenho mais o que fazer, então vamos direto ao ponto.
Gwenh não estava gostando daquilo. O mago parecia contrariado com o que estava para acontecer, mesmo assim continuou falando.
-Eu recebi um pedido que não posso cumprir, então vou mandar você lá para realizarem por mim.
-Nos mandar uma ova, não vou fazer nada para você. -gritou Thargon.
-Ah vai sim. -respondeu Vectorius. -Vou mandar vocês para uma dimensão especial, lá vocês só terão que encontrar um pequeno bracelete de ouro e me trazer ele. Fácil.
-Se é tão fácil porque você não faz? -perguntou Arwen.
-Porque eu não quero. -respondeu o mago, e com um estalar de dedos o grupo desapareceu da sala. -Deu, mandei-os para o labirinto, você já pode sair de minha cidade.
Uma risada ecoou pela sala onde Vectorius estava sozinho.
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-E então Laurëa, o que você acha? -perguntou Gwenh
-Não sei, meus poderes estão muito fracos, quase não sinto resquícios da deusa aqui. -respondeu a clériga. -É como se não estivéssemos mais em Arton.
-Vectorius falou algo sobre outra dimensão, será que ele realmente nos enviou para fora de Arton? -falou Arwen
Sardo estava em silêncio, até o começo do dia ele era prisioneiro daquele grupo. Morn se aproximou do humano.
-Você está na mesma situação que nós. Então não tem por que se preocupar, vamos dar um jeito de sair daqui. -falou o orc, para logo depois acertar um soco no humano. -Mas isso é pelas flechadas que eu levei.
Thargon se aproximou de Sardo e o ajudou a se levantar.
-Fique calmo, isso significa que esta tudo ok entre vocês. -falou com um sorriso no rosto.
Gwenh e Laurëa continuavam investigando o local, na sala havia apenas um baú e algumas estantes de livros, na parede oposta tinha uma porta de madeira que levava a um corredor estreito, onde mal conseguiam ficar duas pessoas lado a lado. Tudo estava tão bem iluminado, que mesmo o corredor sendo longo, era possível visualizar outra porta em seu final.
No baú, o grupo encontrou um pergaminho escrito com uma bela tinta verde:
"Certa vez havia um guerreiro conhecido por sua incrível força.
Mas proporcional à fama de seu poder era também a fama de sua crueldade e egoísmo.
Esse guerreiro almejava a vida eterna e enfrentava tudo o que pudesse para realizar seu desejo.
Em uma de suas muitas viagens, o guerreiro ouviu sobre o Bracelete de Lena.
Uma joia criada pela deusa da vida e que garantia a eternidade para seu portador.
Embriagado por esse poder, o guerreiro buscou por todos os reinos por esta dadiva.
Os anos se passaram e a vida do guerreiro chegou ao fim sem que ele jamais encontrasse a joia.
Mas seu espirito se recusava a aceitar essa derrota e não foi capaz de seguir ao plano dos deuses.
Comovido com o sofrimento do humano, um dos deuses premiou o bravo guerreiro com a imortalidade.
Mas isso tinha um preço, ele foi condenado a viver em uma masmorra protegendo aquilo que tanto buscou: o Bracelete de Lena."
O grupo permanecia em silêncio após Laurëa finalizar a historia.
-Então já sabemos o que estamos procurando. -falou Arwen.
-E também sabemos o que vamos enfrentar. -emendou Morn. -Se essa história for real, existe um guerreiro muito poderoso aqui.
-Não adianta ficarmos pensando nisso, vamos procurar o tal bracelete e dar o fora daqui. -falou Gwenh se dirigindo para o corredor.
Após quase uma hora de caminhada o grupo conseguiu alcançar a outra porta.
-Não havia notado que este corredor era tão longo. -falou Arwen visivelmente cansado.
-Mesmo após essa caminhada, ainda olho para ele e não consigo crer que caminhamos tanto. -respondeu Sardo olhando para trás. -Deve ser algum encantamento.
-Esqueçam o corredor e venham ver o que tem aqui dentro. -chamou Morn.
O grupo obedeceu ao chamado e ao entrarem na sala ficaram apavorados com o que viram. Era um quarto pequeno com duas portas, uma por onde o grupo entrou e outra na parede oposta, havia também oito estantes perfeitamente alinhadas com as paredes. Estas estantes eram altas, cada uma com dez prateleiras, e em cada uma tinha pelo menos trinta crânios devidamente alinhados em três fileiras. Tinham crânios de todas as espécies e tamanhos, por mais que todas as prateleiras parecessem ser iguais.
-Seria interessante se não fosse tão macabro. -falou Laurëa. -Vamos terminar essa missão logo, esse lugar já esta me dando calafrios.
Eles se dirigiram para a próxima porta, ela dava em um corredor igual ao anterior, até mais estreito, pois Morn precisara passar sozinho. Antes de atravessar, Gwenh ficou parado no meio da sala, como se procurando por algo.
-O que foi elfo? -perguntou Sardo.
-Alguma coisa esta diferente de quando entramos. -respondeu Gwenh
-Para mim está tudo igual. -finalizou Morn. -Vamos sair logo daqui.
Gwenh deu de ombros e seguiu o resto do grupo. Não haviam avançado muito quando três trolls apareceram diante do grupo, formando uma barreira. Mas algo ali estava estranho.
-De onde eles surgiram? -gritou Thargon sem resposta.
-Mais importante que isso minotauro, - a voz de Morn mostrava um certo medo. -como esses três conseguem estar lado a lado neste pequeno corredor?
Pela primeira vez Thargon havia prestado atenção nisso. Cada um dos trolls deveria ser maior que Morn, e mesmo assim eles estavam lado a lado naquele corredor.

Alguma coisa estava muito errada naquela masmorra.

Continua...

2 comentários:

  1. Morn sempre muito sutil (-falou o orc, para logo depois acertar um soco no humano)

    Ahhh e você mestra né Haag? Porque não é possível uma pessoa com tanta criatividade não ser mestre de rpg.

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  2. Mestro sim :D
    Na verdade BdNM é uma campanha que mestrei para um grupo de amigos.
    Infelizmente o grupo parou de jogar exatamente neste arco, mas como eu já tinha bolado a história, resolvi escrever ela em forma de livro. :P

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