segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Resenha Garota, Interrompida.



Autora: Susanna Kaysen.
Editora: Única.
Numero de páginas: 189.
Ano: 2013.

Mês passado eu vi muitos sorteios desse livro em blog´s, mas não cheguei a ler nenhuma resenha, então eu não sabia o que esperar além da história de uma garota que foi internada e que tinha um filme baseado no livro (que eu ainda não vi).
Eu peguei sem expectativas e na primeira página o livro conseguiu me prender. Você entra na vida de Susanna que vai mesclando a vida antiga dela (para você saber como ela foi parar lá) com o cotidiano dela dentro do hospital.
Tem uma frase na capa dele: Fiquei obcecada com a honestidade brutal das personagens deste livro. - Angelina Jolie. E eu me peguei concordando com ela.
Susanna não fica na pior ala do hospital, então não espere um livro do estilo "como elas sofrem", claro que não é uma maravilha, elas estão presas e sendo supervisionadas, uma ganha eletro choques, outra tem a pele toda queimada, mas o que quero dizer é que a autora te passa a imagem de como tudo aconteceu sem grandes dramas, pois as próprias histórias já tem seu drama.
Além disso, tem coisas pelas quais Susanna passou que deve acontecer com você ou ao menos lhe passar pela cabeça em algum momento. Gostei também de como jogaram com a questão sanidade x loucura  e a colocação de que o considerado doença hoje, talvez seja normal amanhã.
Outra coisa bem interessante é que ela demonstra o descasos de alguns médicos e dos familiares, como ela ter ido parar lá depois de 15 minutos de uma consulta.
Susanna só vai descobrir anos depois o que eles achavam que ela tinha, ou seja, viveu dois anos no hospital psiquiátrico sem saber realmente o motivo que eles a colocaram lá, pois só diziam que ela tinha um transtorno de personalidade.
Como devem ter percebido conta a experiência da própria autora, o que torna tudo mais "divertido" de ler.

Personagens:
Susanna: no final não é que você goste ou não da Susanna, você acompanha a vida da garota, mas ao menos no meu caso eu terminei o livro sem saber o que sinto por ela.
Lisa: é uma sociopata e eu a adorei de cara, como não gostar de uma rebelde que consegue deixar o pessoal do hospital "loucos"?
Polly: é a das queimaduras que falei acima, o capitulo que conta sobre ela te faz realmente pensar.

Enredo: adorei como se encaixou as informações, você vai sabendo tudo aos poucos e também com as fichas da Susanna no meio, assim tem a visão dela x as dos médicos.

Capa: sei que na foto não aparenta, mas a capa é muito bonita, tem partes do livros escrita nela que você consegue ver contra a luz ou dependendo da maneira que segure, todas as pessoas que viram eu lendo o livro disseram: "Que capa legal!" foi unânime.

Escrita: como eu disse Susanna me capturou de cara por causa da sua escrita, é como se você estivesse lá, passando por tudo aquilo.

Classificação: 10/10.

O suicídio é uma forma de assassinato - assassinato premeditado. Não é algo que se faz da primeira vez que se pensa em fazer. A gente precisa se acostumar com a ideia. E precisa dos meios, da oportunidade, do motivo. Um suicídio bem-sucedido exige boa organização e cabeça fria, coisas geralmente incompatíveis com o estado de espírito de quem quer se suicidar.

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Sorteio.

Quer levar os marcadores abaixo? Deixe um comentário com conteúdo aqui na resenha, que irei sorteá-los para um ganhador dentre os comentaristas abaixo. Até 31/08/2013.


9 comentários:

  1. Eu assisti ao filme e adorei. Quando fiquei sabendo do livro, fiquei louca por ele, mas ainda não consegui comprá-lo.
    No filme ela é diagnosticada como Borderline, mas também só descobre um tempo depois de ser internada. Eu tenho um interesse muito grande por transtornos de personalidade, pensei em estudar psicologia por causa disso, então a história da Susanna me chamou a atenção imediatamente quando assisti ao filme.
    Adorei a citação que colocou no post, Cath. Fez eu me interessar ainda mais pelo livro.
    Espero conseguir comprá-lo em breve.

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    1. Eu ainda tenho que assistir ao filme, mas é bom saber que gostou, já me anima mais para assisti-lo, adaptações sempre dão medo de não serem bem feitas.

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  2. Eu não conhecia NADA dessa história... Até que vi uma resenha, depois outra e depois outra. E soube que o livro fora lançado no Brasil depois de algum tempo de lançamento nos EUA e que já havia um filme com a Angelina Jolie. Fiquei super interessada na ideia do livro e nos comentários que li, como estes que leio agora. :)
    Assisti ao filme há duas semanas, mais ou menos, e adorei. A complexidade dos fatos, a loucura do lugar (muito além do que a loucura de cada personagem), é pesada e envolvente. Um enredo tétrico, que te faz pensar quão fácil é algumas vezes sermos loucos. Quão fácil é algumas vezes jogarmos tudo para cima, como a protagonista, ao ponto de ter sua personalidade questionada.
    Eu quero ler esse livro para me ver nesse dilema também: "Gostei também de como jogaram com a questão sanidade x loucura e a colocação de que o considerado doença hoje, talvez seja normal amanhã."
    :) Com certeza, conhecerei a obra.

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    1. Eu mesma em outra época poderia ter sido internada também, isso é legal no livro, o quão perto tantas pessoas estavam dessa situação.

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  3. Eu particularmente não gostei da história do livro, mas já ouvi muitos elogios ao mesmo. Achei interessante o que você falou sobre a capa, pela imagem nem dá para notar.

    Boa resenha. Ficou bem explicativa, mas sem entregar toda a história.

    Beijos!

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    1. A capa é linda, é uma pena que nas fotos não de para ver.

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  4. Como estou com pouco tempo, vou procurar o filme.
    De fato, a resenha me interessou bastante,
    adoro tudo que gira em torno da mente humana ;)

    Valeu pela dica! :))

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