quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Prefácios do Novo Mundo - Especial Vëon.

Bom dia caros leitores,

Não, vocês não leram o titulo errado.

Infelizmente alguns imprevistos me deixaram sem "cabeça" para escrever BdNM nas últimas semanas, por isso resolvi dar uma pausa até o dia 02/09.

Mas não posso deixar vocês na mão.
Por esse motivo vou lhes trazer o especial "Prefácios do Novo Mundo", uma mini série com 3 especiais que escrevi para o blog de um amigo meu. Cada um conta o passado de um personagem de BdNM.
O de hoje conta o passado sombrio de nosso feiticeiro Vëon. Espero que gostem de PdNM.
Forte abraço.
Haag



Especial #1 - Os Aprendizes




Academia Arcana, dez anos antes da carta.
O professor Axel tentava controlar seus alunos, a noticia sobre a caçada arcana havia causado certo alvoroço entre todos. Ele não podia negar que também estava um pouco empolgado.
-Como eu estava falando para vocês, esse ano nosso diretor Mestre Talude decidiu realizar a caçada arcana para testar seus conhecimentos. Apenas os alunos das ultimas turmas terão o direito de participar.
Vëon e Elvellon escutavam aquilo animados, todos sabiam que o vencedor seria um dos dois amigos, afinal eles eram os mais poderosos daquela geração. Muitos diziam que após a formatura Mestre Talude iria convidar a dupla para lecionar na academia.
-Mestre, vai haver alguma premio para o vencedor? -perguntou o humano.
-Sim jovem Elvellon. -riu o professor. -Nossa amada deusa Wynna vai premiar o vencedor com uma peca de seu tesouro pessoal, uma jaqueta de couro de dragão negro.
Os amigos se olharam e seus olhos mostravam o que cada um pensava: aquela disputa seria interessante.
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-A disputa é muito simples. Nesta floresta existem fadas de Nimb, e aquele que conseguir capturar a maior quantidade destes demônios até amanhã a noite vence a disputa. -todos conseguiam ouvir a voz de Talude, mesmo que ele não abrisse sua boca. -Mas não se esqueçam de que nesta floresta existem outras criaturas muito perigosas, não se excedam.
Vëon e Elvellon poderiam jurar que o mago olhava para ambos quando falou isso. Além dos amigos, apenas mais três alunos haviam se inscrito na disputa: o elfo Guardian, os qareens Valke e Yhan. Mas todos sabiam quem eram os favoritos, e por esse motivo havia poucos competidores. Até mesmo os outros três sabiam que o poder de Vëon e de Elvellon era extraordinário, mas felizmente a dupla havia decidido se enfrentar ao invés de lutarem juntos.
Uma bola de fogo disparada por Talude deu inicio a disputa e os competidores partiram para a floresta em busca das tais fadas de Nimb.
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A disputa já havia começado a mais de dez horas e o breu já tomava conta de toda a floresta. Vëon estava completamente decepcionado, não havia visto nem sinal das criaturas. Ele se lembrava das aulas, as fadas de Nimb eram uma raça minúscula com pequenas asas negras nas costas, mas que mesmo assim não eram capazes de voar, entretanto eram rápidas e incrivelmente inteligentes. Uma tarefa difícil conseguir capturar uma delas, mesmo no zoológico da academia havia apenas três espécimes.
Para piorar a situação do jovem qareen, um vento frio vindo das Uivantes tornava o ar incrivelmente gelado. Se ele conseguisse controlar o elemento fogo como Elvellon, talvez conseguisse criar uma fogueira, mas sua melhor magia era de invocação e o que diabos ele poderia fazer com um mini elemental de planta?
Já o humano era capaz de criar e lançar bolas de fogo. Seu poder era tão incrível que ele precisava de poucos minutos de meditação para energizar o poder de modo que ficasse concentrado em sua mão. Nesse estado, Elvellon era capaz até mesmo de flutuar.
-Sonhando acordado gênio?
Vëon deu uma risada, em cima de uma arvore estava seu companheiro. O humano desceu e entregou uma fruta para o gênio, logo depois acendeu uma pequena fogueira para eles.
A dupla permaneceu algumas horas ali, até que Elvellon quebrou o silêncio.
-Sabe Vëon, noite passada eu tive um sonho.
-Todos tem, você não é especial. -zombou o qareen.
-Não é isso. Eu sonhei com Sarcano... e com a minha morte. -disse o humano encarando a fogueira. -Estávamos nas Uivantes, e por algum motivo tentávamos fugir de outras pessoas. Sarcano estava muito doente, seu braço estava tomado por uma espécie de casca. De repente alguns homens nos emboscaram em uma clareira e me feriram gravemente. Sarcano surtou e matou dois deles de forma animalesca, até mesmo eu fiquei apavorado com aquela cena.
O silêncio durou alguns minutos, Vëon tentava escolher as melhores palavras para dizer ao amigo.
-Você acha que foi uma previsão? -perguntou o qareen
-Acho que não, eu nem mesmo lutei, duvido que meros ladrões pudessem me matar tão fácil. -novamente ele fez uma pausa. -Mesmo assim aquele sonho mexeu comigo.
Vëon não sabia o que dizer, optou então pelo silêncio.
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Metade do dia já havia passado e a dupla não havia encontrado nenhuma das fadas. Os amigos tentavam desesperadamente encontrar algum sinal das criaturas, mas nada.
De repente um grito chamou a atenção da dupla e ambos partiram correndo em direção a uma clareira. No interior estava Valke lutando contra um gigantesco trasgo, e não parecia estar bem.
-Precisamos ajuda-lo. -falou Elvellon correndo para a clareira.
Mas Vëon estava paralisado, anos de estudo na academia, todos o viam como um dos principais alunos e agora ele estava com medo de enfrentar um trasgo. Elvellon partiu em direção ao monstro disparando duas bolas de fogo que acertaram a criatura em cheio, esse ataque serviu para que Valke pudesse se afastar do monstro e preparar a invocação de um golem de barro que prontamente atacou o trasgo.
Vëon assistia aquela luta incapaz de entrar nela. Elvellon energizou suas mãos de modo que elas pareciam estar pegando fogo e partiu para um ataque corpo a corpo com o monstro, cada soco do humano queimava a fera que urrava com a dor. Valke tentava controlar seu golem, mas a força do trasgo era maior e desfez a fraca magia.
A situação estava ficando difícil para eles, Vëon sabia que Elvellon conseguiriam manter as mãos incandescentes por no máximo dez minutos. Ele olhou em volta a procura de algo que pudesse usar, ele precisava tentar aquela magia. Pegou um galho e o encantou, ele sabia que ainda não havia dominado a flecha natural, mas aquela era a única opção que tinha.
Ele mirou o trasgo, não havia chance para erro. O disparo foi certeiro e atravessou o monstro violentamente, mas ao invés perder a magia como deveria, a flecha continuou velozmente até acertar do outro lado da clareira o fraco Valke que caiu no chão. Morto.
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Ambos permaneciam parados no corredor que levava a sala de Mestre Talude, estiveram ali desde que a equipe de salvamento chegou à clareira para resgata-los.
Todos os alunos sabiam que a punição para o caso de assassinato era a perda dos poderes adquiridos na academia. E o fato de Vëon ter utilizado uma magia que não dominava, sabendo que colocaria em risco a vida de dois colegas, era um agravante para o caso.
-Cala a boca quando entrar lá dentro. -falou Elvellon, sua voz estava fria e preocupante.
O professor Axel mandou que entrassem na sala, para surpresa deles até mesmo a deusa Wynna estava na sala, àquela era a primeira vez que ambos estavam diante da deusa, será que o problema era tão serio?
Talude nem teve a chance de começar a falar, pois Elvellon prontamente se adiantou em direção aos professores e a deusa:
-Me desculpe Mestre, fui eu que disparei a flecha mesmo sem conseguir controlar a magia.
Todos olharam para o humano. Talude conhecia bem seu aluno, aquele era o mais responsável de todos que ele ensinou na academia.
-Tem certeza disso jovem Elvellon? -perguntou Talude. -Sabe as consequências de sua atitude?
-Sim senhor. Eu aceito as punições.
Vëon estava paralisado na porta incapaz de acreditar no que seu amigo dizia.
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-O que diabos você fez? -gritava o jovem qareen -Você tem poder para ser o sumo sacerdote de Wynna. Por que jogou isso fora?
O humano parou de arrumar as malas, encarou o amigo nos olhos. Não havia arrependimento e nem tristeza em seu olhar, apenas felicidade.
-Eu lhe dei uma segunda chance. -falou como um irmão que aconselha o caçula. -Você também tem o poder para ser o sumo sacerdote da deusa. Mas você tem que querer e se esforçar. Eu ainda tenho meu irmão, vou voltar para as Uivantes e cuidar de Sarcano.
Ele colocou sua mochila nas costas e abraçou o amigo.
-Agora é com você, não jogue essa chance fora. -dito isso, Elvellon deu as costas ao amigo e se dirigiu a porta, mas antes de sair ainda havia algo a ser pedido. -Um dia precisarei de você, conto com sua ajuda meu amigo.
Sua voz era preocupada e fria. Mas Vëon devia isso ao amigo.
-Eu lhe prometo minha vida. -respondeu o qareen.
Elvellon apenas levantou o braço, mas ambos sabiam que era uma promessa.
Essa foi a ultima vez que uma das maiores duplas de feiticeiros que a Academia Arcana já havia presenciado se falou. O destino não reservava coisas boas para eles.

2 comentários:

  1. Devo dizer que CURTO MUITO os nomes dos seus personagens. Tenho real dificuldade em eleger nomes. Muitas vezes começo a história incluir X e Y até pintar aquela criatividade e numa epifania incluir os nomes decididos (rs). Você tem facilidade para isso, não? (rs)

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    1. Um segredo do escritor pra você: não tenho facilidade nenhuma. hahahaha

      Como BdNM é baseado em um jogo de RPG que mestrei para meus amigos, no momento que estou escrevendo o rascunho eu coloco o nome deles ao invés do personagem.

      Na hora de publicar eu mudo para o novo nome.
      Afinal, não daria para levar a sério um orc chamado Alemão, um elfo chamado Albino e um minotauro com o nome de Claudio. :P

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